DESPEDIDA DO TREMA
COMO AGIR NO ELEVADOR EM PANE
QUANDO A BOCA CALA… O CORPO FALA
AULA DE PORTUGUÊS -Parte-I
MULHER AO ESPELHO
Cecília Meireles
PENSE NISSO
A PIADA DA SEMANA

DESPEDIDA DO TREMA

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüiféros, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.
Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!
O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio… A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. Os dois pontos disse que eu sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.
Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C cagão que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I. Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K, o W “Kkk” pra cá, “www” pra lá.
Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou “tremendo” de medo. Tudo bem, vou – me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar.
Nos vemos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história. Adeus, Trema.
(Enviada por Geraldo Brito)

COMO AGIR NO ELEVADOR EM PANE

Num programa de TV os bombeiros ensinaram como agir em caso de elevador que trava, para e dá pane. Pelo menos, 76 pessoas morreram no ano passado porque confiaram no zelador no qual ele usou uma chave de fenda, abriu um certo pino e a pessoa que estava dentro tentou sair pela metade aberta da porta do elevador. O elevador movimentou-se e a pessoa foi cortada ao meio. Outras tiveram mãos, braços ou cabeças cortadas. NUNCA tentar sair pelo buraco ou parte aberta!
O procedimento correto é o seguinte:
1. Aperte o botão do alarme ou o que indica que está avisando alguém.
2. Sente-se num canto. Em caso de descontrole emocional, abaixe a cabeça e feche os olhos, aguarde, calmamente, que venha o socorro. É uma questão de tempo. Procure lembrar-se que você está trocando tempo por segurança.
3. Não aceite ajuda de estranhos e nem saia com o elevador aberto pela metade! Ele poderá subir ou descer repentinamente.
4. O BOMBEIRO, ASSIM QUE CHEGAR VAI DESLIGAR A CHAVE GERAL DA CASA DE MÁQUINAS E TESTAR COM UM APARELHO, SE O ELEVADOR ESTÁ PARADO MESMO E TOTALMENTE INOPERANTE. Daí ele avisará a outro bombeiro, via rádio, para que faça o procedimento junto à porta do elevador.e o elevador irá subir ou descer, completando o ciclo dele e parando no ponto seguro.
5. ANTES de entrar no elevador, sempre, verificar se ele está parado. ESPERAR que as pessoas saiam ANTES de você entrar e ficar atento no número de ocupantes, se está compatível com o peso que diz na placa! Quando muito cheio, evite entrar, pois poderá haver problema!!!
Os bombeiros explicaram também que o elevador tem freios, suportes, ganchos, tudo que oferece proteção total e que jamais um elevador cai, sem mais nem menos. Portanto, a pessoa terá que se manter calma e sem pressa. Mesmo porque tem ar suficiente dentro dele (circulação de ar) e um grupo de pessoas pode ficar ali por várias horas sem problemas!
Resumindo, se ficar preso só saia com ajuda dos bombeiros e não com a do zelador do prédio, ou de um abelhudo que diz que tudo já está sob controle. E, em caso de Incêndio, JAMAIS use o elevador. Somente faça uso da escada.
(Enviada por Cícero Milmo).

QUANDO A BOCA CALA… O CORPO FALA

Prestem atenção neste alerta colocado na porta de um espaço terapêutico.
Muitas vezes:
O resfriado escorre quando o corpo não chora.
A dor de garganta entope quando não é possível comunicar as aflições.
O estômago arde quando as raivas não conseguem sair.
O diabetes invade quando a solidão dói.
O corpo engorda quando a insatisfação aperta.
A dor de cabeça deprime quando as duvidas aumentam.
O coração desiste quando o sentido da vida parece terminar.
A alergia aparece quando o perfeccionismo fica intolerável.
As unhas quebram quando as defesas ficam ameaçadas.
O peito aperta quando o orgulho escraviza.
A pressão sobe quando o medo aprisiona.
As neuroses paralisam quando a “criança interna” tiraniza.
A febre esquenta quando as defesas detonam as fronteiras da imunidade.
E as tuas dores caladas? Como elas falam no teu corpo?
Mas cuidado escolha o que falar, com quem, onde, quando e como !!! Crianças é que contam tudo, para todos, a qualquer hora, de qualquer forma. Passar relatório é ingenuidade. Escolha alguém que possa te ajudar a organizar as idéias, harmonizar as sensações
e recuperar a alegria.Todos precisam saudavelmente de um ouvinte interessado.
Mas tudo depende, principalmente, do nosso esforço pessoal para fazer acontecer as mudanças na nossa vida !!!
(Enviada por Célia Goes)

AULA DE PORTUGUÊS
Parte-I

1 – “Custas só se usa na linguagem jurídica” para designar despesas feitas no processo. Portanto, devemos dizer: “O filho vive à custa do pai”. No singular.
2 – Não existe a expressão “à medida em que”. Ou se usa à medida que correspondente a à proporção que, ou se usa na medida em que equivalente a tendo em vista que.
3 – ‘O certo é “a meu ver” e não ao meu ver.
4 – “A princípio” significa inicialmente, “antes de mais nada”: Ex: A princípio, gostaria de dizer que estou bem. “Em princípio” quer dizer “em tese”. Ex: Em princípio, todos concordaram com minha sugestão.
5 – “À-toa”, (com hífen), é um adjetivo e significa “inútil”, “desprezível”. Ex: Esse rapaz é um sujeito à-toa. “À toa”, (sem hífen), é uma locução adverbial e quer dizer “a esmo”, “inutilmente”. Ex: Andava à toa na vida.
6 – Com a conjunção se, deve-se utilizar acaso, e nunca caso. O certo: “Se acaso vir meu amigo por aí, diga-lhe…” Mas podemos dizer: “Caso o veja por aí…”.
7 – ‘Acerca de’ quer dizer ‘a respeito de’. Veja: Falei com ele acerca de um problema matemático. Mas há cerca de é uma expressão em que o verbo haver indica tempo transcorrido, equivalente a faz. Veja: Há cerca de um mês que não a vejo.
8 – Não esqueça: alface é substantivo feminino. A Alface está bem verdinha.
9 – Além pede sempre o hífen: ‘além-mar’, ‘além-fronteiras’, etc.
10 – Algures é um advérbio de lugar e quer dizer ‘em algum lugar’. Já alhures significa ‘em outro lugar’.
11 – Mantenha o timbre fechado do o no plural dessas palavras: ‘almoços’, ‘bolsos’, ‘estojos’, ‘esposos’, ‘sogros’, ‘polvos’, etc.
12 – O certo é ‘alto-falante’, e não auto-falante.
13 – O certo é ‘alugam-se casas’, e não aluga-se casas. Mas devemos dizer precisa-se de empregados, trata-se de problemas. Observe a presença da preposição (de) após o verbo. É a dica pra não errar.
14 – Depois de ditongo, geralmente se emprega x. Veja: ‘afrouxar’, ‘encaixe’, ‘feixe’, ‘baixa’, ‘faixa’, ‘frouxo’, ‘rouxinol’, ‘trouxa’, ‘peixe’, etc.
15 – Ancião tem três plurais: ‘anciãos’, ‘anciães’, ‘anciões’.
16 – Só use ao ‘invés de’ para significar ‘ao contrário de’, ou seja, ‘com idéia de oposição’. Veja: Ela gosta de usar preto ao invés de branco. Ao invés de chorar, ela sorriu. Em vez de quer dizer em lugar de. Não tem necessariamente a idéia de oposição. Veja: Em vez de estudar, ela foi brincar com as colegas. (Estudar não é antônimo de brincar).
17 – Ainda se vê e se ouve muito aterrisar em lugar de aterrissar, com dois s. ‘Escreva sempre com o s dobrado’.
18 – ‘Não existe preço barato ou preço caro’. Só existe preço alto ou baixo. ‘O produto, sim, é que pode ser caro ou barato’. Veja: Esse televisor é muito caro. O preço desse televisor é alto.
19 – Ainda se vê muito, principalmente na entrada das cidades, a expressão bem vindo (sem hífen) e até benvindo. As duas estão erradas. Deve-se escrever ‘bem-vindo’, sempre com hífen.
20 – Atenção: ‘nunca empregue hífen depois de bi, tri, tetra, penta, hexa, etc’. O nome fica sempre coladinho. O Sport se tornou tetracampeão no ano 2000. O Náutico foi hexacampeão em 1968. O Brasil foi bicampeão em 1962.
21 – Veja bem: ‘uma revista bimensal é publicada duas vezes ao mês’, ou seja, ‘de 15 em 15 dias’. ‘A revista bimestral só sai nas bancas de dois em dois meses’. Percebeu a diferença?
22 – Hoje, tanto se diz ‘boêmia’ como ‘boemia’. Nelson Gonçalves consagrou a segunda, com a tonacidade no mia.
23 – Cuidado: ‘Eu caibo’ dentro daquela caixa. A primeira pessoa do presente do indicativo assim se escreve porque o verbo é irregular.
24 – Preste atenção: ‘o senador Luiz Estêvão foi cassado’. Mas ‘o leão foi caçado’ e nunca foi achado. Portanto, ‘cassar’ (com dois s) quer dizer tornar nulo, sem efeito.
25 – Existem palavras que ‘só devem ser empregadas no plural’. Veja: os óculos, as núpcias, as olheiras, os parabéns, os pêsames, as primícias, os víveres, os afazeres, os anais, os arredores, os escombros, as fezes, as hemorróidas, etc.
26 – Pouca gente tem coragem de usar, mas o plural de caráter é ‘caracteres’. Então, Carlos pode ser um bom-caráter, mas os dois irmãos dele são dois maus-caracteres.
27 – ‘Cartão de crédito e cartão de visita não pedem hífen’. ‘Já cartão-postal exige o tracinho’.
28 – ‘Catequese se escreve com s’, mas ‘catequizar é com z’. Esse português…
29 – O exemplo acima foge de uma regrinha que diz o seguinte: os verbos derivados de palavras primitivas grafadas com s formam-se com o acréscimo do sufixo -ar: análise-analisar, pesquisa-pesquisar, aviso-avisar, paralisia-paralisar, etc.
30 – ‘Censo é de recenseamento’; ‘senso refere-se a juízo’. Veja: O censo deste ano deve ser feito com senso crítico.
31 – ‘Você não bebe a champanhe. Bebe o champanhe’. É, portanto, palavra masculina.
32 – ‘Cidadão só tem um plural: cidadãos’.
33 – Cincoenta não existe. ‘Escreva sempre cinquenta’.
34 – Ainda tem gente que erra quando vai falar gratuito e dá tonicidade ao i, como de fosse gratuíto. ‘O certo é gratuito’, da mesma forma que pronunciamos intuito, circuito, fortuito, etc.
35 – E ainda tem gente que teima em dizer rúbrica, em vez de rubrica, com a sílaba bri mais forte que as outras. ‘Escreva e diga sempre rubrica’.
36 – ‘Ninguém diz eu coloro esse desenho’. Dói no ouvido. Portanto, o verbo colorir é defectivo (defeituoso) e não aceita a conjugação da primeira pessoa do singular do presente do indicativo. ‘A mesma coisa é o verbo abolir’. Ninguém é doido de dizer eu abulo. Pra dar um jeitinho, diga: Eu vou colorir esse desenho. Eu vou abolir esse preconceito.
37 – ‘Outro verbo danado é computar’. Não podemos conjugar as três primeiras pessoas: eu computo, tu computas, ele computa. A gente vai entender outra coisa, não é mesmo? Então, para evitar esses palavrões, decidiu-se pela proibição da conjugação nessas pessoas. Mas se conjugam as outras três do plural: computamos, computais, computam.
38 – Outra vez atenção: os verbos terminados em -uar fazem a segunda e a terceira pessoa do singular do presente do indicativo e a terceira pessoa do imperativo afirmativo em -e e não em -i. Observe: Eu quero que ele continue assim. Efetue essas contas, por favor. Menino, continue onde estava.
39 – A propósito do item anterior, devemos lembrar que os verbos terminados em -uir devem ser escritos naqueles tempos com -i, e não -e. Veja: Ele possui muitos bens. Ela me inclui entre seus amigos de confiança. Isso influi bastante nas minhas decisões. Aquilo não contribui em nada com o progresso.
40 – ‘Coser significa costurar’. ‘Cozer significa cozinhar’.
41 – ‘O correto é dizer deputado por São Paulo’, ‘senador por Pernambuco’, e não deputado de São Paulo e senador de Pernambuco.
42 – ‘Descriminar’ é absolver de crime, inocentar. ‘Discriminar’ é distinguir, separar. Então dizemos: Alguns políticos querem descriminar o aborto. Não devemos discriminar os pobres.
43 – ‘Dia a dia (sem hífen) é uma expressão adverbial que quer dizer todos os dias, dia após dia’. Por exemplo: Dia a dia minha saudade vai crescendo. Enquanto que ‘dia-a-dia (com hífen) é um substantivo que significa cotidiano’ e admite o artigo: O dia-a-dia dessa gente rica deve ser um tédio.
44 – ‘A pronúncia certa é disenteria’, e não desinteria.
45 – A palavra ‘dó (pena) é masculina’. Portanto, ‘Sentimos muito dó daquela moça’.
46 – ‘Nas expressões é muito, é pouco, é suficiente, o verbo ser fica sempre no singular’, sobretudo quando denota quantidade, distância, peso. Ex: Dez quilos é muito. Dez reais é pouco. Dois gramas é suficiente.
47 – ‘Há duas formas de dizer’: é proibido entrada, e é proibida a entrada. Observe a presença do artigo a na segunda locução.
48 – Já se disse muitas vezes, mas vale repetir: ‘televisão em cores’, e não a cores.
49 – Cuidado: ‘emergir é vir à tona’, vir à superfície. Por exemplo: O monstro emergiu do lago. Mas ‘imergir é o contrário’: é mergulhar, afundar. Veja o exemplo: O navio imergiu em alto-mar.
50 – A confusão é grande, mas ‘se admitem as três grafias’: ‘enfarte, enfarto e infarto’.
(Enviada por Lúcio Cavadas)

MULHER AO ESPELHO
Cecília Meireles

Hoje, que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.

Já fui loura, já fui morena,
já fui Margarida e Beatriz,
já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.

Que mal fez essa cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se é tudo tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?

Por fora, serei como queira,
a moda, que vai me matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.

Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus,
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.

Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.

PENSE NISSO

“Enquanto suspiramos por uma vida sem dificuldades, devemos nos lembrar que o carvalho cresce forte através de ventos contrários e que os diamantes são formados sob pressão.” (Peter Marshall)
“Inspiração vem dos outros. Motivação vem de dentro de nós.” (Autor Desconhecido)
“Façamos da interrupção um caminho novo. Da queda um passo de dança, do medo uma escada, do sonho uma ponte, da procura um encontro!” (Fernando Sabino)
“As pessoas dizem frequentemente que a motivação não dura. Bem, nem o banho, e é por isso que ele é recomendado diariamente.” (Zig Ziglar)

A PIADA DA SEMANA

Um Promotor Público vai a uma fazenda, em Frutal, estado de Minas Gerais e diz ao dono, um velho fazendeiro: “Preciso inspecionar sua fazenda por suspeita de enriquecimento ilícito e denúncia de possuir plantação de maconha!” O fazendeiro diz: “Ok, mas não vai naquele campo ali.” E aponta para uma certa área. O Promotor, puto da vida, diz indignado: “O senhor sabe que tenho o poder do governo e da polícia comigo?”
Em seguida, tira do bolso um crachá, mostra ao fazendeiro e diz: “Este crachá me dá a autoridade de ir onde quero….e entrar em qualquer propriedade. Não preciso pedir ou responder a nenhuma pergunta. Está claro? me fiz entender?
O fazendeiro todo educado pede desculpas, diz “sim senhor” e volta para o que estava fazendo.
Poucos minutos depois o fazendeiro ouve uma gritaria e vê o Promotor correndo para salvar sua própria vida, perseguido pelo Santa Gertrudes, o maior e mais bravo touro da fazenda. A cada passo, o touro vai chegando mais perto da autoridade, que parece que será chifrado antes de conseguir alcançar um lugar seguro e mostra-se apavorado e desesperado. O fazendeiro, mineirinho, larga suas ferramentas, corre para a cerca e grita com todas as forças de seus pulmões: “Seu Crachá, mostra o seu CRACHÁ!!!!!!!