Festival de Arte Negra em Ilhéus
Os Negros tomaram de nós, Brancos, porradas, chibatadas, humilhações incalculáveis e nos devolvem hoje, no dia da Consciência Negra, pura Arte e Beleza, em vez de saírem por ai quebrando tudo, como fazem os “black-blocks”. Isso é que é “coisa de negro”.
A Civilização Ocidental, se é que merece, mesmo, este nome, que foi conduzida, em grande parte, pela ótica do homem branco, está apodrecida, todos vemos pelos noticiários.
Precisamos mais Negros em todos os setores da nossa vida social pois a sua história de vida os habilita a ver as coisas de novos modos. Viva Obama, Viva Joaquim Barbosa, Viva a Querida Negrada. Os seus tambores, tocando em conjunto, transformam facilmente a minha emoção em lágrimas.
E, por fim, nos lembremos que o Conde d’Eu, marido da Princesa Isabel, viajava com frequência aos arredores de Paris para caçar raposas vermelhas, ali ficando por até quatro meses longe da sua mulher. O grande confidente desta era o Negão José do Patrocínio, com quem tinham longas reuniões, até a noite, sozinhos, no gabinete trancado da “Redentora”. Foi ele, através de alguma mágica ( ou bozó) realizados com a sua vara de condão, quem a convenceu a assinar a tal lei no dia 13 de Maio de 1888. O Redentor dos Negros foi, na verdade, um Negro.
guilherme a.a.


























































