Enquete sobre Venda de Espaços Públicos
Caríssimo Irmão RRC:
Creio, plenamente, na sua nobre intenção, como jornalista, em contribuir, efetivamente, pelas melhorias nas condições de vida dos ilheenses e seus visitantes eventuais; todavia, creio ser perigosa esta longa manutenção desta enquete no canto superior esquerdo do seu Blog já acessado por mais de 4 milhões de leitores… Ninguém pode lhe garantir a lisura completa desta consulta popular, com votos secretos, sem a devida identificação dos seus votantes… Quem pode garantir que estes votos que agora pendem para a “venda” do Mário Pessoa a uma empresa privada para, com o dinheiro arrecadado, comprarem um novo terreno e, ali, construírem um novo estádio de futebol ?…Você sabe bem a fortuna gasta pelo Governo Federal na construção do novo Maracanã para depois, o entregar prontinho, à iniciativa privada para a sua exploração comercial…
Creio que esta consulta popular nem caberia, de fato… Ilhéus, apesar da grande praia a nós doada pela construção do Espigão, aos poucos, está sendo utilizada por equipamentos fixos, privatizados, devagar, mas continuamente…
Esta empresa que, certamente, já adiantou “entendimentos” com o atual poder público para esta negociação deveria, sim, comprar um bom terreno na Zona Sul, Oeste ou Norte da cidade e, ali, construírem o seu estádio privado para depois ser usado da mesma maneira que hoje o Maracanã está sendo usado: Explorado pela iniciativa privada…Votei, apenas uma vez, na opção de se construir ali uma praça ecológica; no inicio da publicação da enquete, a opção ecológica ganhava na votação mas, depois, pipocaram votos a favor desta nefasta opção de entregar esta grande área pública aos interesses sei lá de quem…
Creio, plenamente, na sua nobre intenção, como jornalista, em contribuir, efetivamente, pelas melhorias nas condições de vida dos ilheenses e seus visitantes eventuais; todavia, creio ser perigosa esta longa manutenção desta enquete no canto superior esquerdo do seu Blog já acessado por mais de 4 milhões de leitores… Ninguém pode lhe garantir a lisura completa desta consulta popular, com votos secretos, sem a devida identificação dos seus votantes… Quem pode garantir que estes votos que agora pendem para a “venda” do Mário Pessoa a uma empresa privada para, com o dinheiro arrecadado, comprarem um novo terreno e, ali, construírem um novo estádio de futebol ?…Você sabe bem a fortuna gasta pelo Governo Federal na construção do novo Maracanã para depois, o entregar prontinho, à iniciativa privada para a sua exploração comercial…
Creio que esta consulta popular nem caberia, de fato… Ilhéus, apesar da grande praia a nós doada pela construção do Espigão, aos poucos, está sendo utilizada por equipamentos fixos, privatizados, devagar, mas continuamente…
Esta empresa que, certamente, já adiantou “entendimentos” com o atual poder público para esta negociação deveria, sim, comprar um bom terreno na Zona Sul, Oeste ou Norte da cidade e, ali, construírem o seu estádio privado para depois ser usado da mesma maneira que hoje o Maracanã está sendo usado: Explorado pela iniciativa privada…Votei, apenas uma vez, na opção de se construir ali uma praça ecológica; no inicio da publicação da enquete, a opção ecológica ganhava na votação mas, depois, pipocaram votos a favor desta nefasta opção de entregar esta grande área pública aos interesses sei lá de quem…
Nosso morros tem pouquíssimas áreas de lazer para a nossa população, me parecendo um grande contrasenso entregar esta área para novas construções de edifícios e shopping, principalmente agora, que elementos execráveis aboliram a antiga regra de se reservar recuos na frente e laterais dos lotes a serem construídos. Moro num lote de apenas 104m2, no Pontal e, consciente da necessidade de termos uma Ilhéus mais habitável, deixei 5 metros de recuo na frente da minha pequena construção com apenas 6×10 metros na planta térrea, para não “intufuiar” a cidade com construções coladas nas calçadas, como agora vem novamente ocorrendo…
Veja que contrassenso:
Constroem edifícios com até 4 andares, colados nas calçadas e, depois do quinto andar, jogam o corpo do edifício no recuo antes recomendado… Porque as moradias unidomiciliares devem respeitar os antigos recuos exigidos pela legislação e os edifícios podem levantar seus lucrativos elefantes cinzentos junto à calçadas, como ocorre em vários pontos da cidade?… Vejam o terreno vendido pela família do finado João Flores, ali adiante da Praça do Cacau, na Cidade Nova! Chega a causar incômodo em ver aquela massa gigantesca, tomando quase todo o terreno, pendurada sobre os que por ali passam… Ilhéus tem terra bastante para se expandir, com qualidade ambiental, mas verdadeiros crápulas fingem não perceber isso…Esse negócio de casas coladas umas às outras era costume entre nós até os anos de 1920, foi abolida por quase 100 anos e, agora, vemos este retrocesso em nome do aproveitamento máximo de cada centímetro dos lotes, para maximizar os lucros das empreiteiras e da arrecadação municipal de impostos…Chega disso, Rabat, peçamos autorização a quem de direito, nem que seja ao Ministério Público, para que seja analisada, com isenção, esta triste questão…
A Natureza não criou Ilhéus para ser destruída pela ganancia capitalista… Se este tema merece consulta popular, não é no precário sistema de enquete com votantes anônimos que teríamos que decidir esta grave questão… Vejam o exemplo de Itabuna que, corajosamente, resolveu se expandir em áreas do nosso município, para não comprometer a já saturada ocupação no centro da sua cidade… As áreas públicas são públicas, não de gente visivelmente mal-intencionada, facilitando, pelos lucros pessoais, a contínua delapidação das nossas áreas livres…
Guilherme Albagli de Almeida
Professor e Arquiteto Nativo de Ilhéus





















































Tem que entregar tudo para a iniciativa privada explorar. O poder público não consegue nem dá manutenção em uma praça. O que tem que prevalecer é a lisura na forma de negociação.
A utilidade do Estádio Mário Pessoa para a população, na atualidade, é desprezivel.
Olá, Guilherme Albagli de Almeida
Paz e Luz!
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Poderia, simplesmente, picotar a sua opinião e deixar para postagem apenas o objeto central da sua avaliação. Optei por colocar toda a sua análise para que possamos ratificar que, verdadeiramente, estamos vivendo num mundo conturbado e cheio de engodos, maracutaias, costuras, armações e, tudo isso, vai fortalecendo/enraizando a corrupção.
Vemos, constantemente, nos noticiários essa prática nociva campeando no serviço público, privado, nas universidades, enfim, em um universo que se agiganta diuturnamente. Isso é fato.
No caso específico da enquete (que não tem valor científico) é uma maneira de lermos, superficialmente, como anda a vontade popular. É bom repetir que ela não diz, na realidade, que sim ou não, que pode ou não pode, que deve ou não deve… Diz, daquele momento, que o leitor clica em uma das opções e pronto. O objetivo para aí.
Gostaria, imensamente, que o amigo ‘arquitetasse’ uma metodologia para se fazer uma enquete com voto aberto, nominando o “clicador”. Saiba que precisaríamos de um espaço mais ou menos do tamanho do gramado do Mario Pessoa ou do Maracanã para compor uma página nos moldes sugerido por você. Tecnicamente é impossível. Para o que se propõe. Assim como está, funciona e bem.
Não vou te dizer ou argumentar em cima dos números que temos aqui e os seus respectivos controles. Você não entenderia a linguagem iniciada com o IP do votante por opção. Temos, sim, a identificação de cada máquina usada para entrar no site em qualquer lugar dele: postagem, comentário, votos, enfim, clicou o administrador pega e registra. Temos, numa linguagem mais acessível, a impressão digital de cada máquina que vota, encaminha, comenta, manda pra cá… Eu disse todas.
Lá em cima fiz menção ao mundo conturbado de hoje… e em que pese a introdução do seu escrito ser elogiável para com o nosso trabalho ela, no decorrer do seu texto, não foi suficiente para esconder sua avaliação negativa para com o site. Ví, claramente, que o R2CPRESS pode, segundo a sua interpretação, estar a serviço de A ou B. Desculpe amigo, mas não ficaria bem comigo se deixasse de registrar, aqui, a minha indignação com a maldosa associação de uma enquete, sugerida por um leitor, com algo escuso ou obscuro tendo o nosso site se prestado a tal fim. Lamentável. Não merecemos essa suspeição porque aqui, nada te encaminha para essa indelicada afirmação e posso te garantir: você escolheu o pior caminho para traçar e alcançar seus “objetivos”.
Não sei se o amigo tem interesse em avaliar o seu visual. Coisa simples, de momento. Poderíamos, se você desejar/solicitar, promovermos uma enquete sobre sua barba. Algo assim: O querido amigo Guilherme fica mais bonito, simpático, elegante com ou sem barba?. No final, você seria informado de onde partiu cada voto, em qual local da cidade isso aconteceu, e onde cada opção foi mais marcante. Não colocaria, publicamente, os votantes porque você poderia ter alguns admiradores secretos que comprometeriam a sua condição de crítico destemido e ferrenho. Seria, apenas, para o amigo saber como seus pares gostariam de te ver. É mais ou menos assim que funciona a enquete SEM BASE CIENTÍFICA.
Finalizo dizendo ao amigo que promova um policiamento mais ostensivo nos seus escritos para que no afã de contestar determinadas (ou todas) ações do poder público municipal, elementos outros sejam atingidos, siga magoando, ferindo provocando sensações ruins em quem dá provas que aqui as coisas andam de maneira que se assemelha a conduta antiga: retidão, lisura, transparência etc.
Tenha certeza de uma coisa: O único “defeito” que o R2CPRESS tem/comete é o de abrir espaço para todos. Repudiamos e não liberamos qualquer escrito – de quem quer que seja – que envolva, o pessoal, religião, família. Fora disso, numa linguagem compatível com a seriedade/idoneidade dos nossos leitores terá, SEMPRE, trânsito livre.
Fraternal abraço e fique com DEUS (Sempre!).
Rabat.
Irmão Rabat:
Desculpe-me pela paixão exacerbada ao escrever estas minhas idéias acima. Lhe considero pessoa exemplar e você sabe muito bem disso. Poderia, sim, escrever tudo isso, mas de outro modo, e agradeço a sua recomendação para que meça melhor as palavras para expor as minhas idéias de cidadão…
Que Deus esteja sempre contigo e todos os seus.
Concordo com o Sr. Guilherme, aquela área supervalorizada é de propriedade da sociedade ilheense, do povo de Ilhéus. Alí já não cabe mais aquele estádio ultrapassado, mas cabe sim, a construção de um complexo poliesportivo voltado a jovens atletas, para retirar nossos jovens do ócio e da convivência com as drogas por exemplo, alí deve ser feita qualquer obra voltada para o bem coletivo, menos vendê-la à iniciativa privada. Seu ponto de vista Sr. Jorge Luiz Araújo deve ser respeitado, mas ele não me parece em sintonia com a posição da maioria do povo de nossa cidade. A enquete tem lisura sim, pois conheço Rabat e sei do caráter dele para com tudo que o envolve, porém, pode ser sim votada por pessoas tendenciosas. Lembro aqui a todos sobre a velha CENTRAL DE TURISMO, que dizem, foi leiolada pelo mesmo Jabes Ribeiro quando de um mandato seu anterior, e hoje aquele espaço que era público está nas mãos de particulares, sabe-se lá de que forma e se houve realmente o dito leilão, bem como a lisura do mesmo à época, já que o Sr. Jabes Ribeiro não prestou conta do que foi feito com o provável dinheiro obtido pela negociação. Acho que que o ilustre jornalista está conseguindo seu intuito, que é provocar o debate, a discussão, e assim contribuir para com o desenvolvimento de nossa cidade.
Vamos parar com nosso comodismo, precisamos fazer valer nossos direitos e mostrar que não estamos alheios para com do destino os bens públicos de nossa cidade.
Interessante como senhor Guilherme Albagli de Almeida, partindo de MERAS E INFUNDADAS SUPOSIÇÕES, atinge a honra e a moral de Rabat, de governantes municipais e de empresários.
Chega o Sr. Guilherme a insinuar, na realidade a afirmar, que o atual Gestor ou seus prepostos já conversaram com uma empresa e encomendaram a Rabat esta enquete para embasar o desejo de dispor de um bem público para interesses inconfessáveis.
Cuidado com as palavras Sr. Guilherme isto que o senhor fez tem vários nomes e no jargão jurídico pode se constituir em CALÚNIA, INFÂMIA OU DIFAMAÇÃO. E mais, para a venda de bens públicos determinadas ações tem que ser obrigatoriamente seguidas, entre elas a aprovação da Câmara de Vereadores. Ou o Senhor vai dizer que também os Vereadores já estão envolvidos nesta “jogada” com o Senhor insinua?
Não é a toa que já estão construindo um enorme centro empresarial dentre outras obras no entorno do estádio, são informações privilegiadas que poucos tem.