MOSQUEIRO DE NATAL
Tinha que ser logo no Natal?
Minha casa está cheia de moscas. Novamente.
É a sina de todo ano e de todo prefeito: a danada da coleta de lixo que desanda, justo no verão, mais do que no resto do ano.
Parentes que vivem fora de Ilhéus começaram a chegar para as festas de Natal e Reveillon. Um deles, residente há mais de vinte anos no continente europeu, não se conteve e perguntou: “Por que tantas moscas?”. Convidei-o a uma caminhada de apenas 200 metros, para apresentar-lhe à famosa “Zâmbia”. Estarrecido, ele disse: “Se é em meu outro país (tem dupla nacionalidade), o prefeito, além de perder o cargo, seria preso por crime contra a saúde pública e o meio ambiente, pela permissividade e inércia diante de tamanha aberração”. Envergonhado, só pude lhe dizer: – Acorda, rapaz, você está naquele seu primeiro país… aquele outro…”.
Enfim, meu Natal não vai ser dos melhores. Não pelos parentes perguntadores, mas pelo lixo, pelo mau cheiro, pelos ratos e pelas moscas.
Vocês são felizes e não sabem.
Nilson Pessoa



























































Vejo meu caro Nilson Pessoa que a solução da “zâmbia” está longe de ser resolvida, assim como os demais problemas da Cidade, sejam os buracos o trânsito ou a saúde. No entanto, tenho algumas perguntas a todos os ilheenses: O que move o povo dessa Cidade? Ou poderia reformular esta pergunta da seguinte forma: O que move o atual gestor dessa Cidade? Aprendi que nossa existência está preestabelecida para o crescimento de toda a humanidade, e que nossas ações são para o bem comum da sociedade. Então, porque tão grande descaso, do gestor municipal, por uma situação efêmera? As perguntas estão expostas será que alguém tem a coragem de responde-las?
José Augusto da Silva Tito
Operador do Centro de Operações Aeroportuária – Infraero
Graduado em Tecnologia de Administração de Pequenas e Grandes Empresas
Graduando em Ciência Biologia
Especialista em Gestão e Educação Ambiental
Morador de Ilhéus-BA