PSICOMUNDO – AS DORES DO ABANDONO NA IDADE ADULTA
As dores do abandono na idade adulta estão marcando muitas pessoas para penosas amarguras que somente são vistas por alguém capaz de possuir no coração o espírito da solidariedade. É uma tragédia vinculada ao isolamento das famílias mal estruturadas que deram origens às existências dessas criaturas. São vidas humanas perambulando pelas ruas, passando vexames de fome e frio mediante o beneplácito dos nossos governantes, os quais estão dificultando e negando mais educação a muita gente pobre e carente. Todos sabem que educar é uma força fundamental para a compreensão de tantos atributos de formação da inteligência, do coração e do espírito humano afastando as desigualdades nas pessoas.
Tem políticos que fazem dessas conseqüências seus caminhos cheios de apanágios de buscas de suas novas conquistas políticas, o importante é não perder a pose e a figura de destaque na sociedade. Trata-se de um modelo de angariar simpatia afirmando que estão ao lado da população para as soluções dos seus problemas e dificuldades. Falam de longe com suas vítimas das urnas eleitorais e dão acenos de que tudo está positivo e os dedos das suas mãos com idéias de vitória; alguém desconhece esses gestos tacanhos?
As cidades brasileiras estão cheias de pedintes de todas as idades. São inúmeras as instituições de caridades precisando de auxilio e assistência social dos nossos administradores públicos do nosso país. A indigência de tantas pessoas na saúde, educação e na segurança, são esquecidas que já foram trabalhadoras e deram as suas parcelas de colaboração para o futuro da nossa sociedade, hoje, fazem parte de dramas e tragédias de uma Nação tão rica e carente de sérios administradores!
Nos caminhos da vida dos adultos, quantos percalços de desencontros são traçados pelo tempo, e diante da fragilidade de uma camada de pessoas pobres, muitos indivíduos incoerentes com visíveis imoralidades se encarregando de punir fisicamente uma grande quantidade de pessoas na fase idosa! São lamentáveis as aplicações desses malefícios constantes para a existência humana, tantas criaturas nos momentos de solidão em que tudo se torna mais difícil. Os meios de resolver problemas demonstram muitas dificuldades e requerendo atenção com vigor mental, boa visão, locomoção, e a tarefa de ir e vir, são tristes marcas dessa gente que vem sendo castigada na idade adulta.
O sistema de vida todos os dias fica bruto para muitas pessoas! São fortes atentados aniquilando e maltratando muita gente na velhice, destruindo a coragem de lutar e ser feliz numa efeméride relacionada com os decorrentes fatos inusitados do dia a dia. São muitas histórias estranhas de acreditar, porém, com duras verdades que emocionam e criam enormes necessidades da criação de proteção de segurança permanente das autoridades sempre ausentes dessas causas sociais.
Existe grande clamor por ações que amparem com a criação de contingentes de seguranças nas ruas. Uma fiscalização ostensiva nas filas de bancos, nas casas lotéricas, nos transportes coletivos, nas compras de gêneros alimentícios que são conduzidas nas saídas dos supermercados. Essas atividades são merecedoras de elogios pela sua nobre atuação em favor de uma classe destinada a conviver com o medo da criminalidade. Lamentavelmente chamamos a atenção das autoridades para as pessoas velhinhas e pobres penalizadas pela ausência de proteção nas ruas, e são roubadas vergonhosamente por vândalos e voltam às suas residências saqueadas.
Vale ressalvar e perguntar aos nossos administradores em todos locais da Nação Brasileira, se esses desairosos acontecimentos fossem destinados aos seus familiares, o que fariam? Não entendemos quantos descasos nas ações de amparo aos idosos, principalmente, nas filas dos bancos, casas lotéricas e nas feiras públicas! Convivemos com inúmeros casos em que essas pessoas voltam para suas casas apavoradas e chorando as perdas das suas coisas pessoais, notadamente, o dinheiro recebido e que já fora destinado às aquisições de alimentos e medicamentos predestinados como fonte fundamental da sua subsistência.
E como aguardar os festejos do Natal e falar de um Ano Novo feliz, cheio de harmonia vendo pessoas deprimidas e revoltadas por tantas agressões. São mesquinhos os gestos desumanos de muitos indivíduos mal encarados nas praças e ruas da nossa cidade. Não há nada que proíbam agentes do mal espalhado por toda parte e nos caminhos das pessoas consideradas pobres. Raramente os recursos financeiros de escassos salários roubados, dão margem a que poucos nas ruas tenham condições de recuperar tantos danos materiais. Todos esperam maior concentração de projetos responsáveis por esses assuntos básicos atribuídos pelos “Direitos Humanos”, mas, apenas está escrito na Constituição!
Não é mais novidade para ninguém que a sociedade brasileira vem passando por um acelerado processo de envelhecimento. Por outro lado, não parece ter ficado claro para a comunidade em geral e para as autoridades as causas e as conseqüências desse processo de envelhecimento. O envelhecimento diz respeito diretamente à própria afirmação dos direitos humanos fundamentais. Atente-se para o fato de que a velhice significa o próprio direito que cada ser humano tem de viver muito, mas, certamente, viver com dignidade.
É fácil verificar nas filas de bancos e casas lotéricas a presença de idosos solicitando que pessoas estranhas façam seus saques, expondo as suas senhas, e realmente é outra parte da triste conseqüência dessas pessoas serem roubadas de forma desumana por agentes já focalizados para uma ação criminosa. E quando cai nas mãos de uma pessoa honesta que lhe faz a pergunta: “por que acreditar em gente estranha”? Simplesmente afirmam que os seus familiares, filhos e parentes ficam com seu dinheiro quando eles pedem que seja sacado, por isso não confiam neles. Incrível essa posição que destaca a infidelidade da formação da família no mundo que vivemos querendo paz.
Já houve um caso que eu estava na fila da CEF do centro de Ilhéus e uma senhora velhinha me pediu que sacasse o seu dinheiro no caixa para ela. Falei que não usasse essa atitude e não confiasse em pessoas desconhecidas. Ela me disse que eu não tinha cara de ladrão. E ladrão tem cara minha senhora, repliquei! Mas eu confiei no senhor, pode tirar para mim, e me deu um papelzinho com a senha anotada. Hilariantes e perigosas essas manifestações humanas, pairando na nossa sociedade, muitas vezes desprotegida de segurança da família e do Estado que têm o dever de proteger as pessoas das ações de meliantes e criminosos de plantão misturados pela multidão concentrada nesses locais.
Os responsáveis pelas casas comerciais de créditos, ou seja, bancos, lotéricas e outros locais que efetuam pagamentos desses benéficos deviam tomar conhecimentos desses atos e fatos para organizarem meios de proteções dessas criaturas pobres, carentes das presenças de alguns familiares que infelizmente eles não confiam. Olhar com mais atenção para banir a presença de indivíduos inescrupulosos e desumanos agindo com requintes de crueldades contra idosos marcados pela solidão de viver sem amparo da família e dos Órgãos protetores dos direitos humanos. PENSEM NISSO!!!
Eduardo Afonso – Ilhéus-Bahia


























































