E A POSTURA COMO VAI?
Pra se fazer algum comentário sobre a gestão pública da cidade, antes temos que pedir desculpas à turma da mordaça e alertar que em hipótese alguma estamos tendo a intenção de ofender ou macular a imagem do alcaide, apenasmente como cidadão que vive e curte o torrão natal, acho que tenho o direito constitucional de expor minha visão sobre o que acontece na nossa sofrida cidade.
O desenvolvimento de uma comunidade não acontece de um dia para o outro, cada gestão deveria acrescentar suas idéias e projetos visando unicamente o interesse comum.
Já estão caducas estas desculpas manjadas de que fulano não fez nada, que beltrano abandonou o que estava funcionando e, nessa lenga lenga, a cidade vai perdendo sua identidade, o povo achando como sempre que nada mais tem jeito, que os políticos não merecem confiança e nem votos e o que era para andar pra frente fica pior que andada de caranguejo, proporcionando que os maus usos e atitudes tomem conta do dia a dia da cidade.
Temos cobrado insistentemente que o nosso esquecido CÓDIGO DE POSTURA saia do armário e que ações fiscalizadoras e disciplinares sejam postas em prática com urgência.
Um aviso importante: este comentário não atinge somente o atual alcaide, isso já vem de longo tempo, só que agora se agravou com uma intensidade que ninguém esperava.
Hoje a nossa cidade está enfrentando um sério e preocupante problema de postura pública.
Qualquer cidadão se acha no direito de instalar seu tabuleiro, sua barraca e veículo de venda em qualquer lugar. Nada contra que o cidadão trabalhe honestamente e leve para sua casa o sustento da família, apenas acho que as coisas teriam que obedecer às normas de postura do município.
A invasão das motos pegou todo o país de surpresa, é um meio de trabalho importante, mas também é um meio da prática do mal e do abuso.
Na Rua Bento Berilo nossos amigos motoboys estão definindo suas áreas de estacionamento, inclusive demarcando com tinta e cones seus pontos.
As vias do centro histórico definidas pela prefeitura já estão saturadas, hoje a Rua Rodolfo Vieira está praticamente fechada à mobilidade das pessoas.
No gargalo do Posto Renascer/Farmácia Velanes, única via de acesso à problemática Praça Cairú, foi instalado um movimentado ponto de motoboys, num trecho que mal dá para passar dois veículos lado a lado e logo adiante vem um ponto de táxi.
Em frente à cabeceira da ponte sentido Pontal/Centro, está funcionando plenamente um grande barracão/bar, com direito a tudo (mesas, freezer, som, etc.).
As oficinas mecânicas se acham no direito de fazer serviços de motor, chaparia e pintura em plena via pública, inclusive com estacionamento de veículos carcaças.
Muito em breve uma nova edição da feirinha do Guanabara, agora em versão elite, na Rua Prado Valadares.
Os carros de som continuam exibindo seus decibéis acima do permitido, também nada contra os amigos que investiram nesse negócio, apenas que o volume seja aceitável pelos ouvintes.
Estes são apenas alguns exemplos de como a coisa está se expandindo e que o poder público não tem adotado providências para pelo menos controlar a situação que se agrava a cada dia.
Toda medida de fiscalização gera controvérsias, às vezes pela maneira “cordial” que os fiscais abordam o trabalhador informal, mas se todos os governos adotassem a prática contínua do uso do CÓDIGO DE POSTURA, com certeza o cidadão pensaria duas vezes antes de iniciar o seu projeto, alguns até como o primeiro emprego.
A omissão do poder público torna-se perigosa, os problemas aumentam da noite para o dia e a cidade se envolve numa teia de difícil solução.
Ali ao lado da Cesta do Povo e próximo a área das barracas de fogos, a invasão está crescendo com casas e bares em terreno público e que a CEPLAC era até algum tempo passado fiel depositária de toda aquela área, mas no momento não sabemos qual o órgão responsável.
A invasão do Mosquito vizinha a estação rodoviária, que foi patrocinada pelos políticos da época, continua crescendo com residências, oficinas e bares. Vai ser fácil acabar com este imenso problema? Duvido muito.
É realmente preocupante o uso do solo público em nossa cidade, principalmente sem fiscalização e sem aplicação das normas do CÓDIGO DE POSTURA.
Sempre me faço esta pergunta: será que a nova ponte vai ser só para facilitar o fluxo de veículos oriundo da Zona Sul e adjacências? E o centro da cidade vai sofrer modificações para receber o novo projeto?
Lembro que o nosso centro histórico já está super apertado, a gloriosa Rua Bento Berilo atingiu seu limite, a Praça Cairú é uma grande interrogação.
Com a palavra o poder público, os engenheiros de tráfego, os arquitetos, os especialistas em desenvolvimento e mobilidade urbana.
Deixamos de abordar sobre as reformas de imóveis, puxadinhas e construções, aí cara a coisa pega pra valer.
ZÉCARLOS JUNIOR





















































Confinado na minha insignificância ,aprecio suas palavras de forma melancólica . Hoje em dia se busca direitos através de erros e transgressões . Todo comando , pressupõe obediência . Liderança , também faz parte da mesma regra.
Está faltando tudo em Ilhéus….
Parabéns José Carlos pelas suas colocações.