Enquanto os leigos e leigas se dedicam a contribuir, criar, opinar, dar sugestões, apontar problemas e se preocupar com o que acontece na cidade e nas comunidades, esta turma faz o que?

Assessores, colaboradores, contratados, comissionados e afins. Por onde se anda sempre nos deparamos com algum ou alguns desses contemplados pelo palácio.

Esta praxe faz parte da recompensa oferecida por todo alcaide após eleito, demite todos que trabalhavam para o ex e admite a sua turma.

Aqui vai uma pergunta que acho oportuna e interessante, mas que ninguém envolvido no processo consegue responder:

Essa turma que foi agraciada com o convite realmente marca o ponto? Tem compromisso com a cidade ou apenas com o prefeito? Quer trabalhar ou fazer apenas jus ao dimdim? Acha apenas importante marcar presença nas entrevistas, reuniões e eventos das quais o alcaide está presente? Gosta de fazer número no aeroporto? Tem secretaria que ninguém sequer sabe o nome do titular e nem as suas atribuições. Conchavos políticos resultam nessa confusão que só faz atrapalhar a administração municipal.

De toda essa turma que está aí, muitos com o nariz empinado e arrotando grosso, até o momento não identificamos nenhum com a camisa arregaçada procurando fazer alguma coisa pela nossa sofrida cidade.

Os problemas nas secretarias estão saindo pelo ralo, o povo e a imprensa bradam diariamente a situação, e não se vê essa turma assumir a responsabilidade, pelos menos o compromisso em atenção a quem lhe presenteou com o cargo.

Quantos desses da turma estavam desempregados, alguns sem oportunidades devido à idade, e este convite de quatro anos lhes garante viver com dignidade?

E o agradecimento ao presente recebido? Agradecem apenas ao prefeito? Esse agradecimento bem que poderia vir através de compromisso com os grandes problemas que a cidade enfrenta.

E é sempre assim e vai ser sempre. Termina o mandato, sai uma turma e já tem outra afinada para ocupar as posições.

Os problemas se avolumando, o tempo passando rápido e a turma nem aí, deixando que o gestor assuma e se responsabilize pelos atos e fatos.

Acho que ninguém ainda percebeu que quem paga a fatura do mal feito é sempre o gestor público, aquele eleito pelo voto do povo nas urnas e que tem a obrigação de dar a mão à palmatória aos reclames do povo.

Gestor com costas largas é assim, assume os problemas, mas não deixa de proteger a turma que lhe ajudou a subir e descer morros.

E a vida continua e o mandato passa rápido. Lá se vão dezesseis meses.

Na verdade, como ilheense quero que todos os projetos saiam do papel, afinal, a Gabriela é gostosa, mas não aguenta tanto sofrimento, tanto desprezo.

ZÉCARLOS JUNIOR