BRASIL PAU MANDADO
Há séculos, somos bisbilhotados e até interferidos ou influenciados pelo Tio Sam.
Passamos décadas sob o chicote do FMI, que ditava regras cruéis para nossa Economia, e o povo que se danasse com as consequências.
Agora é a vez da FIFA, cujo presidente (aquele com cara de cínico e antipático) resolveu interferir, dar palpite ou – no popular – dar pitaco em nossas vidas, afirmando que nós, povo, temos que trabalhar mais e melhor e que somos também culpados pelos problemas sócio-econômicos do Brasil.
Quem é esse sujeitinho pra meter o bedelho em assuntos que não lhe compete? Vá, lá ele, cuidar de torneios de futebol e deixar a vida alheia! Já não basta ser mal vindo, à moda persona non-grata, e ainda voltar pra casa cheio de milhões (de euros) nos bolsos?
E não apareceu nenhuma autoridade brasileira para, no mínimo, lhe mandar o recado de que limite-se a fazer o trabalho para o qual está sendo muito bem pago e que em boca fechada não entra mosca. É capaz de, no fundo, nossos governantes terem até gostado das palavras do dito cujo, que lhes tirou parte da culpa por nossas mazelas e a ditribuiu à plebe.
Independente do gringo estar certo ou errado em suas afirmações, melhor ele entender que é dono apenas da bola de futebol, não do planeta redondo.
Mais uma sina do nosso País, cujo excesso de diplomacia dá brechas a ser quintal de colonizadores, ditadores e imperialistas internacionais. Já dizia meu tataravô: quem muito se abaixa…
Nilson Pessoa


























































