logo sirio libanêsCriado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Dia Mundial Sem Tabaco, que acontece neste sábado (31/05) tem por objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Segundo Daniel Deheinzelin, pneumologista do NAT (Núcleo Avançado de Tórax) do Hospital Sírio-Libanês, quem fuma reduz em mais de uma década a expectativa de vida. “O cigarro rouba 12 anos da vida de um homem e 11 anos da vida de uma mulher fumante”, afirma o especialista.

De acordo com Deheinzelin a expectativa é de que um bilhão de pessoas morram ao redor do mundo ao longo do século XXI em decorrência do tabagismo. Por isso, a decisão de parar de fumar é importante. “O fumante que consegue abandonar o vício antes dos 60 anos de idade têm a chance de prolongar sua expectativa de vida em até 10 anos”, afirma Deheinzelin.

Parar de fumar pode não ser uma tarefa simples, por isso, o NAT oferece um programa específico para cessação de tabagismo. Com atendimento individualizado e multidisciplinar, pneumologistas e psicólogos do Hospital Sírio-Libanês tratam a dependência química e comportamental do tabagista.

Para o sucesso do tratamento é preciso trabalhar a dependência química à nicotina sem esquecer da dependência comportamental do cigarro. Dependência comportamental é o ato que o fumante faz de associar o cigarro à sua rotina e hábitos de vida. “Tratar a dependência comportamental é desafiador, pois envolve a participação ativa do fumante”, diz o especialista.

O médico diz ainda que apenas 5% dos que partem para a ação conseguem de fato abandonar o vício sozinho. Já quando esta ação é realizada com auxilio médico, as chances de parar de fumar giram em torno de 60%.

“Em média o paciente consegue parar de fumar após a terceira tentativa. Só podemos considerar o indivíduo como ex-fumante após ele ficar um ano sem colocar um cigarro na boca”, diz Deheinzelin.