COLÉGIO FÊNIX E EDUCAÇÃO
Prof. Arléo Barbosa
No meio da mocidade não se sente o tempo passar. Este ano estarei completando 55 anos de magistério. Em todo esse tempo, eu me sentia rejuvenescer e chegava até a teorizar ao afirmar que era mais jovem do que os próprios alunos, pois eu vivia em um mundo filosoficamente mais adiantado, o qual eles ainda não haviam alcançado.
No Colégio Fênix, onde a educação é levada a sério, acompanho o crescimento desses alunos. A alegria é a característica mais visível. A aprendizagem é uma constante. É prazeroso, no turno da manhã, visitar o jardim da esperança, espécie de Éden do conhecimento e sentir o vicejar de inteligências que se conectam em direção ao porvir. As salas de aulas, do fundamental I tem nomes de flores: Sala violeta, Jasmim, Orquidea, Lírio e Girrasol.
No andar térreo, também, pela manhã, estão os alunos do ensino médio. Aí, a preocupação inclui, também, a aproximação do ENEM, principalmente para a 3ª série. As salas do Ensino Médio e do Fundamental II tem nomes de intelectuais de Ilhéus que já empreenderam a viagem inexorável para o Oriente Eterno. Foram poetas e prosadores: Sala Abel Pereira, Sosígenes Costa, Jorge Amado, Adonias Filho e Gutemberg Berbert de Castro.
Nesse ambiente repleto de otimismo assistimos, diariamente, a construção da aprendizagem.
O Colégio Fênix também é polo da UNIP – Universidade Paulista, onde diversos cursos de Ensino a distância – EAD, funcionam voltados para a Graduação e Pós Graduação.
Pela manhã e à noite, as salas do Pré-vestibular ou preparatório para o ENEM revisam o conhecimento dos futuros universitários.
Atualmente, o ambiente do Colégio ainda permite receber aquela força telúrica que me ajuda a rejuvenescer apesar de o peso dos anos acarretar aquela dor que faz lembrar Fernando Pessoa quando afirma que “o poeta finge que é dor a dor que deveras sente”. O espelho também têm se mostrado ingrato ao refletir um rosto diferenciado do que eu costumava exibir no passado. Mesmo assim, aquele ambiente faz-me respirar vinte e quatro horas por dia.
Diante disso, somente tenho a agradecer aos colegas da administração, aos professores, aos funcionários e aos alunos que representam a razão do meu ser.
Na Direção Pedagógica procuro exercer uma gestão democrática, sem autoritarismo mantendo o principio da autoridade de combater não só o aparecimento de grupos ou as conhecidas “panelinhas”, mas também a intolerância religiosa, a discriminação racial e de gênero, ao tempo em que incentivamos o respeito às nossas tradições cristãs e democráticas.
O Colégio Fênix é o perfume e o confete da minha existência.

























































