E  OFERECER  IDÉIAS?

Novamente volto a sonhar. Mas, foi um sonho de “sonhos”. Procurei a realidade, mas em vão. Nada de ideias já expostas, apresentadas e até agora sem nenhuma realização pelos responsáveis.

Era um grupo de pessoas, reunidas em um salão; homens e algumas mulheres, que voluntariamente atenderam meu chamamento e do companheiro Popoff, grande idealista ilheense. Entre eles estavam Rabat, Alfredo Amorim, Maria Luiza Heine, José Carlos Junior, Zé Nassau, Hans Schaeppi  e  outros.

Que estava a propor a esses curiosos, amantes de Ilhéus e ávidos a falar, discutir, transmitir seus pensamentos e sentimentos?

Trinta a quarenta ilheenses de nascença ou de coração, assim me parecia, gente que pensa, que discorda, que propõe projetos, planos e ideias. O apelo inicial foi a constituição de um grupo, sem nome ou com qualquer nome – associação, grupo sonhador, fraternidade, amigos de Ilhéus, Ong’s, etc. – contanto que “tudo por Ilhéus e sua região”. Não importa o titulo e sim o comprometimento das pessoas, a contribuição espontânea, o desejo de estar participando com seriedade, lealdade e com o carinho de um bom baiano.

Os princípios estabelecidos não deveriam ferir as personalidades ou os simples participantes voluntários, presentes no encontro. Todos devendo sentir-se em um ambiente, que não exige hierarquia profissional ou econômica, nem diferenças religiosas, de raças e de exposição politica partidária.

O interesse único de refletir ideias, programas, estudos da realidade e do ambiente em que vivem. Contribuir para a melhoria da atual situação, sugerindo ações para o futuro. Futuro não só do ambiente, mas das novas gerações – a sociedade dos nossos filhos, netos e bisnetos.

Seria uma contribuição sincera e honesta, resultado da experiência e do conhecimento de cada um dos participantes deste enlace cívico. Já existem muitos “analistas” de Ilhéus que através da informática (blogs, sites), livros e manifestações a amigos que expõem suas ideias sobre os problemas existentes na cidade. Nem sempre são compreendidos e muitas vezes identificados como interessados no futuro pessoal e no   processo político partidário.

O nosso grupo não teria regras, nem contribuições financeiras, nem mensalidades. Ele seria livre, sem obrigações até de participação nas reuniões; deveria predominar o sentimento de colaboração, de ajuda e de transmissão do aprendizado obtido na vida. Uma contribuição à sociedade evitando que as gerações futuras sejam influenciadas por programas maléficos de comunicação (TV e internet), as modificações sofridas na educação das crianças e dos jovens e aos maus exemplos apresentados por falsos líderes e sem as necessárias correções da Justiça.

Como criar e fazer funcionar este grupo voluntário?  Estou sonhando ou é possível esta demonstração de amor e dedicação ao futuro de Ilhéus e suas próximas gerações?

Vamos convocar pessoas já conhecidas ou aparentemente interessadas. Vamos expor nossa ideia, vamos pedir que, todos falem que deem sugestões, que discutam os temas apresentados, que discordem de ideias expostas sem ofender, respeitando o apresentador, compreendendo que cada um tem o direito de expressar sua experiência.

Vamos ser livres, mas educados. Vamos dar um exemplo aos jovens e à sociedade. Vamos ter um ambiente agradável e que provoque o diálogo e o desejo de novos companheiros.

Não vamos ter Presidentes, nem Diretores ou qualquer autoridade institucional presente; no encontro seremos todos iguais, reconhecendo apenas as diferenças de conhecimento e experiência, mas com o mesmo entusiasmo e interesse de participar. A oportunidade de exposição será igual para todos. Quem sabe, poderíamos nos reunir na Academia de Letras de Ilhéus, inicialmente uma vez por semana?

Para onde irão todas as ideias, sugestões, recomendações e planos discutidos e aceitos pelo grupo?

Para as autoridades constituídas, para os lideres regionais, para a imprensa e os meios de comunicação, expressando à sociedade ilheense o sentimento de um grupo voluntário de idealistas.

Se vão fazer algo ou mudar seu comportamento social, o futuro dirá.

Fizemos nossa parte com muito amor, carinho e profissionalismo.

 

Jorge Raymundo Vieira – Ilheense desde 1931.

Ilhéus, Bahia – 23-04-2013