SOBRE OS MONSTROS DO ABORTO E TRAFICANTES DE DROGAS
por JUVENTINO RIBEIRO
Uma amiga, Francielly Fiuza, professora de Mirabela-MG, meu torrão natal, no Norte de Minas Gerais, postou no Facebook sua indignação com a maldita ação dos bandidos, dos monstros do aborto ou açougueiros. Que nos perdoem os praticantes da nobre profissão, os açougueiros e magarefes, pela infeliz comparação que a mídia tem feito destes com aqueles. Criminosos e inescrupulosos são indignos de nominação dessa profissão.
Por mais repulsa que esses marginais tenham causado, minha opinião é que tal prática produz dois tipos de criminosos. Quem planeja fazer o aborto e aquele que o faz. Há que se pensar que quem o procura é tão culpado quanto quem é procurado. Um encomenda o crime e paga ao outro para o executar.
É a mesma situação do traficante. Acho que quem o procura é tão culpado pelas mazelas causadas à sociedade pelo consumo irresponsável da droga. Se eu não consumo droga, não contribuo para a existência do traficante.
Recentemente estive em Itacaré, distante 70 km de Ilhéus. Lá, constatei a liberdade com que se consumem drogas. Parece até que a linda e bronzeada juventude frequentadora daquele paraíso, necessita de acender o fogo maldito para os iluminar a fim de melhor apreciar o esplendor daquele lugar. Nesse fim de semana a pequena cidade receberá mais de 15 mil turistas de várias partes do mundo, atraídos pela etapa do Campeonato Mundial de Surf. Os equipamentos hospedeiros estão lotados. O cenário já está perfeitamente armado para se fazer a cabeça em total descontração e azaração.
Como consequência, desse consumo exacerbado de drogas, a violência aflora em toda a cidade, principalmente na periferia, onde o tráfico encontra mais facilidade para se homiziar e para melhor driblar a repressão policial. Tem sido rara uma semana sem ocorrência de crimes violentos além daqueles contra mulheres. Para muitos nem sempre há registro e divulgação. Correm a boca miúda.
A todo instante somos acometidos por grande desalento, por incertezas e impotência diante da constante disseminação da criminalidade. O pior é que não vislumbramos um horizonte para as futuras gerações, especialmente no tocante à redução dos crimes de aborto e tráfico de drogas e, consequentemente, assaltos e assassinatos.
Para enfrentar essas mazelas, somente a deflagração de uma autêntica revolução através da educação, abrangente e participativa que se inicia nos lares, mediante completo envolvimento e comprometimento de pais, responsáveis e professores. Faz-se necessária a doutrinação de todos no encaminhamento das crianças, desde a mais tenra idade até sua completa aquisição de senso de responsabilidade por seus próprios atos.





















































José Gomes Temporão foi Ministro da Saúde no 2° mandato de Lula, mas não levarão em consideração o que ele disse com base nas estatísticas de atendimentos do SUS sobre o aborto: “Durante sua gestão no ministério da Saúde, defendeu a posição de que o aborto é uma questão de saúde pública, e que quem deve discutir a descriminalização são as mulheres, e não os homens, o que causou indignação de setores mais conservadores da sociedade brasileira, como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, e de sua própria mãe, descrita por ele como sendo uma católica muito devota. Temporão argumentou que todos os países desenvolvidos do planeta já legalizaram total ou parcialmente o procedimento que interrompe a gestação, e sofreu forte retaliação dos setores conservadores do Congresso Nacional, que sustentam a ideia de que as mulheres que praticam o aborto são criminosas e precisam ser presas.”