MEUS 60 ANOS

Do livro “Ele ainda remove pedras” escrito por Max Lucado, extrai esse lindo pensamento: “Os mais sábios não são aqueles que têm mais anos de vida, mas os que têm mais vida em seus anos”.

Partindo do exposto, fiquei a imaginar como tempo passou de repente. Completei meus sessenta anos de idade. Recordo-me que um dia desses era jovem, estudando na FESPI onde orgulhosamente concluí meu curso universitário em Bacharel em Administração de Empresa. Casei-me ainda jovem com 23 anos, completando portanto 37 anos de casado em maio próximo.

Durante quase a quatro décadas participei de diversos Movimentos de Igreja: Cursilhos da Cristandade, fui Presidente por duas gestões e coordenei 5 Cursilhos Masculino, Aprofundamentos e Retiros de Silêncio; Encontro de Casais com Cristo, fui fundador na Paróquia São Jorge; Congregação Mariana, sendo Presidente da Federação Mariana e Curso de Igreja,onde Coordenei viajando por todas as Paróquias da Diocese. Tive o privilégio de degustar os ensinamentos espirituais de Dom Walfredo Tepe, meu inesquecível Bispo Diocesano.

Participei de diversas Diretorias de entidades filantrópicas: Loja Maçônica Elias Ocke, chegando ao grau Maximo 33, (Secretário, Tesoureiro, Orador e Chanceler); Clube Social de Ilhéus (Diretor Sem Pasta e Secretário); Abrigo São Vicente de Paula (Tesoureiro) e fui Fundador da Escola de Teologia para Leigos.

No campo profissional, trabalhei nas empresas: Barral Vieira Ind. E Com. Ltda (Datilógrafo); Companhia Internacional de Seguros (Agenciador) , Companhia São Paulo de Seguros (Agenciador); Itaú Seguradora (Sub-Gerente); Oduque Veículos (Gerente de Vendas); Sá Barreto Empreendimentos e Incorporação Ltda (Gerente Financeiro); Copercacau Central (Chefe Setor Pool de Compras), e em 1993 fui convidado para trabalhar na Fundação Cultural de Ilhéus, exercendo atualmente cargo de confiança do Governo Municipal Newton Lima, na função de Supervisor Administrativo e Financeiro.

Diante das experiências de vida adquiridas, passei a refletir através do livro acima citado, o comportamento de vida da pessoa que tem o privilégio de chegar a velhice, chegando a seguinte conclusão:

Por várias décadas a preocupação da pessoa é voltada para tudo exceto para o envelhecimento, mas quando as sutis mensagens da mortalidade começam a aparecer: a compra da primeira apólice de seguro; a dificuldade para ler; a forma de tratamento das pessoas conosco, as dores ao se levantar; etc., é que tomamos consciência de que não há fontes da juventude que possa conter o envelhecimento. Para uns a sua imagem refletida no espelho representa um fracasso por aquilo que quis fazer e não fez, por outro lado as conquistas são muito menores do que se esperava. O arrependimento se converte em passatempo, tudo que gostaria de ser e não foi, pode também causar uma rebelião contra tudo aquilo que o prende: trabalho, governo, carro e família . Ficar mais velho pode ser perigoso. Deus nos dá uma quantidade de avisos e conselhos. A vida é feita de coisas simples e maravilhosas relute às reclamações daqueles que se contentam em ter uma vida de segunda categoria e querem que você faça o mesmo para livrá-los da culpa. Escolha o caminho da segurança ou então ouça a voz da aventura de Deus, ascenda seu coração. Conforme ficamos mais velhos nossa visão deveria melhorar. Não a nossa vida terrena, mas a visão do céu. A idade não é uma inimiga, é apenas um marco – um gentil lembrete de que o lar nunca esteve tão perto.

Gostaria de concluir lembrando uma frase de Michelângelo: “O tempo voa. Os dias passam. Os anos se vão. E a vida termina. Aquilo que temos de fazer deve ser feito enquanto há tempo”. Portanto movimentem-se: Faça caminhada, entre numa academia de ginástica ou de dança, caminhe na praia, ouça o barulho das ondas, o fluxo e refluxo da maré, mergulhe, faça hidroginástica, leia um livro de auto ajuda, participe de oficina de pintura, ouça o canto dos pássaros, não fique aí parado, faça alguma coisa em seu beneficio. “Tempo é questão de preferência”.


Luiz Castro
Email: lmcdecolores@yahoo.com.br