No final do ano 2000, depois de uma imensa decepção, lhe apareceram os sintomas do diabetes. A endocrinologista Valéria o receitou só dieta pois a doença apenas se iniciava. Em um mês, a dieta e muito chá de folha do jamelão lhe devolveram a glicose ao nível dos 99.

Mas logo esqueceu-se da dieta e daquele chá milagroso; comia de tudo, a toda hora e, anos depois, a glicose pós-prandial já chegava aos 210! O geriatra Espírito Santo lhe perguntou se queria as injeções diárias de insulina e a resposta foi não. Receitou, então, um medicamento novo no mercado, vindo da Suíça e insistiu nas caminhadas e dieta, estas últimas nunca seguidas. – O remédio é suíço! Estou protegido! – pensou ele, erroneamente. E tome-lhe comilança: duas feijoadas completas de uma só vez, no Mercado; dois mingaus de vez no Guanabara; dois brigadeiros grandes, um atrás do outro, na Coronel Pessoa. Começou a tomar chá de pata-de-vaca-do-cerrado, aquela da flor branca, continuando com o remédio suíço e, quando reparou, estava com a glicose nos 514!

Um inteiro de soro e insulina na barriga, duas vezes, num pronto-socorro, e a recomendação de buscar correndo um angiologista pois apresentara uma isquemia bem feia no pé direito.

Dia seguinte, o aviso: “Se prepare à possibilidade de vir a perder este dedo mínimo…venha logo para uma sonografia amanhã”. Resultado: Duas artérias 100% entupidas nas pernas assim como algumas veias menores com menos de 50% de obstrução. “Muita caminhada, dieta pobre em colesterol, um vaso-dilatador, um afinador do sangue e um endocrinologista” prescreveu o doutor.

Depois de longo exame, a endo procurada o receitou: “Vá agora comprar a canetinha de insulina e tome 10 mg deste hormônio sintético todas as manhãs… Vá, também, a um cardiologista e um nefrologista pois o seu rim já deve estar comprometido”, falou. “Nada lhe substituirá, contudo, a dieta e as caminhadas diárias”, completou.

E para estes especialistas ele se foi. O coração tinha apenas um pequeno derrame, sem qualquer necessidade de tratamento especial. A nefrologista pediu-lhe exames completos do sangue e uma ultra sonografia dos rins. Estava tudo legal, sem qualquer sequela do diabetes.

Depois de um mês inteiro em licença do trabalho e sessenta horas de pesquisas na internet sobre a doença e as armas de combate-la,
novos exames surpreenderam a endo e a nefro. Açúcar a 82, 88, 92, 98. A pressão arterial a 10 x 6 fez Dr. Antonio retirar 60% do medicamento hipertensivo; o sangue fino das suas veias dilatadas demandavam menos esforço do seu coração e a pressão arterial baixou legal.

Viva o Dr. Antônio Carlos do Espírito Santo, um Santo Homem.
Viva os Drs. Arquibaldo Daltro, Caio Calixto e Sheila Melo do Hospital de Ilhéus, na Cidade Nova.
Viva os Drs. Cláudia Cavicchiolo e M. Bittencourt, do Centro Médico, da Santos Dumont.
Viva as Dras. Lucinha Soub e cardiolgista Zaira, da Policlínica, da rua da Linha.
Viva a Dra. Flávia, uma jóia de profissional e pessoa humana, da Clínica Jardins da Coronel Paiva.
Viva a fisioterapeuta Júlia Aragão e a sua massoterapeuta Fabíola Lopes – treinada em Bali, Indonésia – da Clínica Pilates, da Dois de Julho.

Sem estes anjos-de-guarda de jaleco branco, tudo podia ser bem diferente…

G.A.A