PSICOMUNDO – PAZ PELA COMPREENSÃO (4ª PARTE)
Desde a criação do mundo nas imaginações dos seres humanos, surgiram em suas mentes estradas e percursos imaginados de difícil acesso, e quantos homens em nossos dias atuais já avistaram, ficando indecisos em suas caminhadas?
Os reflexos das indecisões humanas maltratam e castigam todos que utilizam caminhos indefinidos para chegar a algum lugar e atingir a sua meta. Mas, possuir indefinição hoje em dia, passa a ser uma jogada muito importante para os considerados prudentes. E, eles estão agindo corretamente, porque o desespero dá uma fórmula negativa em cada espírito vivo.
Muitos se martirizam mutuamente, procuram destruir seus semelhantes, levados por uma força invisível, e esse desastroso julgamento interior cria o lamentável momento do peso da consciência com inconstantes destinos. Por esse trajeto é que existem seres humanos que por si só se destroem.
O subconsciente grava as trajetórias amargas ou impróprias criando os trágicos caminhos dos homens, e, de encontro a todas as manifestações negativas armazenadas na existência humana, são corrompidos os termos legais de vida, e os tetos máximos: A religião sofre os desconfortos das estranhas escolhas das suas finalidades em sua crença real. A fé procurada na existência de um Ser Supremo almeja a caridade pela compreensão, porém, muitas vezes sem o beneplácito da igualdade dos sentimentos da busca pela sobrevivência que traga benefício a todos.
Quantos cambaleiam e pedem maior autenticidade e respeito ao seu real sentido para viver o seu ideal de gente? Assim, quantos querem chegar a um lugar onde reine a harmonia original e soberana?
E a presença da solidariedade de forma aparente, somente sobrevive nos altares das insensatezes das criaturas humanas que desconhecem a si próprias. Cada um cria um mundo somente seu para viver seus próprios desejos e prazeres. Enquanto isso, exalando como éter, vai a moral eterna e soberana, sendo disseminada alheatoriamente nos altares do “ser”, desfalecendo em desarmonia, vendo as pessoas somente em busca do “ter”.
Quem carrega dentro de si uma mágoa do passado, não deve esquecer que foi muitas vezes criada por ele mesmo. É que a carga dos tempos perdidos sem desejar a prática de coisas boas que a vida pode lhe proporcionar é às vezes mal vivida. É parte da existência dos impensados momentos que os homens visualizaram de forma equivocada, originado por um plantio de sementes maléficas que não serviram para a produção de bons frutos.
O que escrevo não busca um ataque cruel abertamente sobre as qualidades humanas de ninguém. É apenas alertando para a falta de abertura para formar uma caminhada digna oferecendo à sua consciência o sentimento da solidariedade tão almejada nessa moderna e propagada civilização. Sabemos que quem planta espinhos jamais poderá colher flores nos caminhos da vida.
Muito bom que ainda observamos em nossos dias, apesar dos baixos salários, a dedicação de uma enfermeira ao lado do leito de um enfermo, em hospitais muitas vezes carentes de médicos, de equipamentos e dos materiais necessários para um bom atendimento, mal estruturados, desnudando suas reais características de um local determinado para sanar os sofrimentos das pessoas.
No sacrifício anônimo de uma mãe que lava e passa roupas para que o filho possa estudar! Na abnegação de uma professora que gasta sua mocidade numa sala de aulas para que a nova geração seja mais feliz, tirando-a da famigerada ignorância que é o maior flagelo da nossa civilização.
É comum se ouvir dizer que só lamentamos a perda de um homem honesto, digno e honrado quando morre uma criança! É que o mundo de todas as crianças tem a noção exata do belo e seu universo é feito de bons sonhos e alegres esperanças.
Os adultos deviam aprender com as crianças as boas qualidades de falar simplesmente a verdade! Basta apenas oferecer aos pequenos seres humanos que estou me referindo, o bom exemplo, não importa a forma, e sim ter um objetivo final perfeito. Não importam os meios, bastam os fins.
A criança é um ente fraco, desprovido de tudo. Não poderá viver crescer, desenvolver-se sem que lhe dediquem cuidados contínuos. Esta tarefa compete aos pais em primeiro lugar, que são encarregados de alimentá-la, vesti-la, abrigá-la, protegê-la dos perigos de toda a sorte, tratá-la nas moléstias, instrui-la, dar-lhe bons exemplos, guiá-la nas condições normais e ocasiões difíceis, sobretudo, na escolha duma profissão, preservá-la do vício, fazer com que ame o trabalho e a virtude.
Devemos sempre observar que um pai pode criar um e até vários filhos, e um filho muitas vezes, quem sabe, poderá desconhecer a imensa necessidade de criar também seu pai em sua velhice.
Destituído da sua fortaleza mental e física, gerado pelas longas caminhadas, quantos pais são colocados em abrigos de velhos, e ficam abandonados com suas intensas desilusões de esperar um final feliz para descansar em paz. E a melhor herança que um pai pode deixar para seus filhos é a glória de suas virtudes, apesar das imperfeições se constituírem de uma grande característica da humanidade.
A sociedade humana tem por base e por tipo uma comunidade menor, que é sem dúvida a família. Essencialmente, ela é composta pelo pai, a mãe e os filhos. Deve haver neste ambiente, acima de tudo a persistência pela moralidade e pela felicidade dos homens, para depender de uma organização perfeita e coesa.
A família deve ser a escola de todas as virtudes. Os deveres da família são os primeiros de todos os deveres sociais. Os pais têm deveres recíprocos. Unidos, desinteressadamente, mas pela estima de igualdade, devem fidelidade um ao outro, auxílio e assistência. Entre os esposos deve existir perfeita união tanto na felicidade como na adversidade, o que redundará deles próprios e de seus filhos. Os pais têm igualdade de deveres para com seus filhos. A autoridade paterna deve ser secundada pela afeição. Todos esses deveres são fácies, se esse amor for desinteressado.
O homem é um ser essencialmente sociável. Em nenhum momento de sua existência pode passar sem seus semelhantes. A sociedade no seio da qual tem de viver, é composta de pessoas ligadas entre si pelos mesmos direitos e pelos mesmos deveres. Esse laço é a solidariedade moral, cujo principio é o respeito e o amor, a harmonia e a transparente sinceridade de uns pelos outros.
Mas uma coisa deve ser dita: quem tiver suas desventuras do passado tem que compreender que ninguém tem culpa, pois Jesus Cristo carregou a sua tão pesada cruz, demonstrando um gesto de amor por toda humanidade.
Os homens promotores da paz continuam os mesmos! Criam os seus infortúnios, desconhecem o lado positivo da imensa passagem da vida! Sendo assim não devem perder a menor oportunidade de elevar e purificar o seu espírito, enquanto é tempo de buscar os salutares caminhos da verdadeira felicidade! Sem o conhecimento da sua própria origem, o homem continuará sempre com o sofrimento de possuir uma matéria que veio do pó e voltará ao pó, ou simplesmente um ser imaginário!
Eduardo Afonso – (73) 8844-9147 – Ilhéus-Bahia
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