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SALVADOR / Bahistas e barraqueiros aprovam ordem nas praias

Praias são fiscalizadas em Salvador. Foto: Francisco Galvão/TB

Bahistas e barraqueiros aprovaram o projeto da Prefeitura de Salvador “Ordem da Casa” nas praias da cidade, do Jardim de Alah até Itapuã, em ação desde a semana passada através da Secretaria Municipal de Serviços Públicos e Prevenção à Violência (Sesp), Sucom, Guarda Municipal e Limpurb.

Fiscais estão retirando da orla os ambulantes irregulares que não possuem licença e os ex-barraqueiros que obtiveram licença para continuar na praia com isopores devem só vender cerveja e refrigerante em lata e o limite de até 15 mesas e não podem comercializar alimentos. Somente é permitida a venda de acarajé.

Para o presidente da Associação dos Comerciantes de Barracas da Orla Marítima de Salvador, Alan Rebelato, “a gente sabe que a ideia da prefeitura era tirar todo mundo, mas como nos organizamos e pressionamos para continuar nosso trabalho, já que desde a retirada das barracas nossa situação tem sido a pior possível, muita gente não-cadastrada estava se aproveitando disto e querendo se instalar com isopor e tudo, transformando em bagunça a praia”, comentou.

Rebelato afirmou que a categoria aguarda ansiosamente a decisão do juiz na aprovação do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pela Prefeitura de Salvador em setembro passado, acordado entre o órgão, Ibama, Iphan, governos estadual e federal, além da Advocacia Geral da União, Ministério Público e Superintendência do Patrimônio da União.

O TAC consiste em estudos que vão definir as condições de utilização da orla sem que haja danos ao meio ambiente, avaliando, entre outros aspectos, quantidade de equipamentos e os tipos de alimentos que poderão ser comercializados. Neste aspecto, o presidente da associação dos barraqueiros está esperançoso na liberação de toldos, o que poderá melhorar a situação dos barraqueiros.

“A gente está aguardando o juiz aprovar este TAC para daqui uns 15 dias, então poderemos trabalhar com tendas (toldos) padronizadas, o que vai melhorar um pouco nossa situação. Desde que nossas barracas foram derrubadas, tivemos imensos prejuízos e agora mal dá para sobreviver”, desabafou.

Tranquilidade de barraqueiros e banhistas
As praias estavam bem movimentadas durante a manhã do domingo e ex-barraqueiros se mostraram tranquilos em relação ao Projeto “Ordem na Casa”, como foi o caso de Osmario Pinto Couto, 51 anos, na Praia de Patamares, que afirmou com orgulho: “os fiscais estiveram aqui ontem (sábado) e levaram mesas, cadeiras, isopor e bebidas de quem não tem a licença, o DAM (Documento de Arrecadação Municipal), mas, graças a Deus, a gente tem a licença e também estamos agindo como deve ser: vendemos coco, água, refrigerante e cerveja em lata”, anunciou.

A enfermeira Maria de Lurdes Souza, 35 anos, que se encontrava com dois filhos no local, afirmou: “acho maravilhoso que continue assim esta fiscalização, afinal a gente nem podia vir com os filhos (quatro e cinco anos) porque estava tudo cheio de mesas e cadeiras e sem falar na sujeira imensa, restos de alimentos etc. Agora sim, estou vendo uma praia limpa”, festejou.

Para a vendedora ambulante Noelici da Cruz , 36 anos, instalada com seu isopor na Praia de Jaguaribe, a sua situação melhorou com a saída das barracas, porque ela pôde descer para a praia, já que ficava no calçadão. “Há três meses que estou aqui embaixo, e melhorou as vendas. Estou tranquila quanto à fiscalização porque pago tudo direitinho e vendo só cerveja em lata”.

A exploração das vendas foi levantada pelo bancário Jair Gomes de Alcântara. “A venda de cerveja em garrafa nas praias estava chegando a um ponto que teríamos que desembolsar R$10 até o fim do ano. Hoje estou aqui em Piatã, mas ali no Jardim de Alah, no mês passado, o pessoal tava cobrando R$ 4,5 a R$ 5 por uma cerveja em garrafa. Um absurdo! Agora, como só podem vender em lata, o latão, pelo menos, está padronizado a R$ 3, que ainda acho caro”, reclamou.

O ex-barraqueiro Juraci Carlos dos Santos, 33 anos, que há mais de 15 anos trabalha em barraca na Praia de Jaguaribe, ainda reclama da situação que se encontra. “A gente até agora está a mercê de tudo e ninguém toma providência, temos que pagar carreto caro para levar e trazer nossos materiais, o que a gente tira quase não dá pra nada”, assinalou.

Noemi Flores
No Tribuna da Bahia

1 resposta para “SALVADOR / Bahistas e barraqueiros aprovam ordem nas praias”

  • renato celso says:

    gostaria de tirar meu dam para trabalhar na orla de salvador como ambulante , pois escuto muitas reclamações de banhistas em relação a donos de barracas de praia pois os mesmos chegam a cobrar 10,00 por uma mesa e cobram mais de 3,00 reais por um latão de cerveja ,e ai se irritam com os ambulantes que aoaraecem na orla para trabalhar dão um atentimento melhor apesar de não ter extrutura nenhuma mas são mais cordias com os banhistas do que certosd barraqueiros

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