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A VITÓRIA DE DILMA E ILHÉUS.

Foi expressiva a vitória de Dilma em Ilhéus, acompanhou a média do nordeste. Somente perdeu na Boa Vista e Teresópolis (conforme informação de Nazal, são urnas mais da Cidade Nova do que do bairros citados. 55,24%/44,76% e 54,46/45,54. Os serristas são 10 a mais). Virou no Pontal, onde tinha perdido no primeiro turno. Os dados completos estão no site Catucadas, de Zé Nazal.

O resultado não deixa de ser a expressão legítima do voto livre e consciente, é a essência da democracia. O voto expressado de forma livre e consciente, a escolha livre do cidadão, independentemente das explicações interpretativas de sua natureza, é o fator essencial das democracias ocidentais. A alternância de poder é uma possibilidade prevista no ordenamento legal, mas quem a condiciona é o voto. Um cidadão, um voto. Na urna não existe voto negro, branco, rico, pobre, culto ou inculto. Há nela somente uma majestade, ele- o voto.

Quase 63 por cento dos votos ilheenses escolheram a continuidade do projeto de governo atual. Ilhéus deu a sua contribuição para a vitória global, deve agora unir-se e cobrar o prometido e os investimentos necessários para o desenvolvimento econômico, social, educacional e cultural da cidade e de seu povo.

O primeiro discurso da presidenta eleita foi objetivo, manteve os compromissos com as propostas da campanha (principalmente a erradicação da miséria e investimentos maciços em saúde e educação de qualidade), deixou claro o seu espírito republicano (não será complacente com a corrupção, a coisa errada e o mal feito, não perseguirá adversários políticos e nem protegerá amiguinhos) e, generosamente, abriu os braços e o coração para a oposição. A presidenta tem pegada de estadista.

Acredito que os votos dos ilheenses compartilham com as proposições anunciadas pela presidenta.

O município de Ilhéus é um pequeno universo do Brasil. A cidade desenvolveu-se quase sem planejamento, historicamente o modelo de desenvolvimento econômico é concentrador de renda e excludente socialmente. A crise da monocultura cacaueira fez agravar-se as distorções quase seculares. A região tem algumas virtudes próprias, como a beleza exuberante e a preservação de um eco-sistema singular, mas tem muitos dos problemas e defeitos ocorrentes, evidentemente em proporções diferentes, em algumas metrópoles brasileiras, talvez, em decorrência do longo ciclo do cacau, , aqui em cores mais dramáticas: é grande o desemprego, os bolsões de miséria, o déficit habitacional e de saneamento; ruins os serviços públicos de saúde e educação; roubos constantes ao patrimônio privado, violência e o tráfico de drogas já são uma realidade ( Ilhéus tem cracolândia), a segurança pública é o que é no resto da Bahia.

Agravando o estrago causado pela crise econômica de longo curso, (observa-se dinamismo no setor de comércio varejista, no turismo, no imobiliário, no serviço de ensino privado, e recuperação da agricultura- é notável nova dinâmica na economia) a cidade sofre de péssima gestão político-administrativa. Não é pouca coisa, nenhum planejamento visível, recursos escassos e mal geridos, desviados de suas funções, desperdiçados, mal alocados, sem critérios adequados- políticos e técnicos- de prioridades, são, de fato, adicionais de gravíssima relevância. A crise na Secretaria de Saúde Municipal, com a troca de mais um secretário e, de quebra, os escândalos envolvendo o secretário de ação social (graves, muito graves) são demonstrativos do afirmado.

O governo federal está trazendo investimentos vultosos em infra-estrutura, que mudarão para sempre a cara e o perfil da região. São imensos os desafios de planejamento urbanístico, sociais, ambientais, educacionais, de saneamento, segurança e por aí vai. Infelizmente, o governo local não tem qualquer capacidade política, gerencial, administrativa e programática. É somente a sofrível rotina de serviços básicos e sinopses de notícias tentando criar fatos. Simplesmente não há planejamento, é um samba do crioulo doido , em que os grupos que o compõem, buscam, tão somente, espaços fisiológicos na máquina administrativa. Lamentavelmente, o Governo Newton Lima perdeu qualquer possibilidade de articulação política capaz de criar, no mínimo, um programinha de transição para levar o barco nos dois anos que faltam.

Pois bem, a vitória de Dilma é um alento para a possibilidade de continuidade do Complexo Intermodal. Independentemente das atrapalhações dos donos do poder local, os investimentos virão e fatalmente o quadro econômico, social, cultural, educacional e de outros setores serão a curto, médio e longos prazos, afetados e, inexoravelmente, a política também tenderá a melhorar. A vitória de Dilma é a vitória da esperança de bons ventos para Ilhéus.
É hora dos ilheenses voltarem os olhos paras coisas da cidade.

2 respostas para “A VITÓRIA DE DILMA E ILHÉUS.”

  • Caro Professor Carlos Pereira Neto,

    Em primeiro lugar, parabéns pelo seu incansável trabalho durante a campanha presidencial, assumiu o seu papel de estar ao lado da senhora Dilma, não escondeu de ninguém a sua preferência, fez mais do que muita gente boa da nossa cidade. Valeu!

    Espero também que a nossa cidade se beneficie com os projetos que se encontram em discussão e que com certeza transformarão Ilhéus num grande pólo de desenvolvimento (Projeto Intermodal, ZPE, Nova Ponte, duplicação da rodovia Ilhéus-Itabuna, Porto Pesqueiro).

    Arrisco em dizer que o que pode atrapalhar o governo da senhora Dilma, seja as ações nada recomendáveis de alguns petistas e também alguns aliados políticos.

    Assim, como o senhor bem sabe, foi o que aconteceu com o presidente Lula, nos diversos casos de corrupção envolvendo pessoas do seu partido e aliados.

    No meu entender, a oposição que existe hoje no país, formada principalmente pelo DEM e PSDB, é fraca e também cheia de rabo de palha.

    Se os membros do PT pararem de fazer estripulias e apoiar com força a senhora Dilma, com certeza ela fará um grande governo.

    Quanto ao PMDB, muito cuidado com esse partido, é muito pior do que toda a oposição junta, querem apenas estar junto e com o poder bem perto.

    Vamos aguardar janeiro chegar e pedir a DEUS muito sucesso pra senhora Dilma, afinal, ela não é PRESIDENTA DO PT, ELA É PRESIDENTA DE TODOS OS BRASILEIROS.

    Muito obrigado pelas suas matérias elucidativas e inteligentes.

    Um abraço fraterno,

    ZÉCARLOS JUNIOR

  • Carlos Pereira says:

    Caro Zé.
    Obrigado pelo seu comentário.
    Considero O PT um grande partido. Muito do que tem acontecido no país é patrimônio também, mas não só, da luta dos seus militantes. Mas não há dúvidas, muito das mazelas históricas da sociedade brasileira encontra-se presente nessa organização, sobretudo, agora, quando chegou ao poder. As atitudes da Erenice, por exemplo,é a tradição do velho patrimonialismo ( a confusão entre o público e o privado tão arraigado na nossa sociedade).O PT tem muitas correntes e a maioria é compromissada com o avanço do país,mas, como em qualquer lugar, existem os arrivistas, aqueles que vestem-se com o hábito de São Francisco para agir com as artes do diabo, existem,mas são minoria.
    No Brasil temos que aperfeiçoar as instituições e isso, a duras penas, da forma possível tem sido feita.
    O PMDB também tem grandes quadros, não é, com certeza, a caricatura que se tenta fazer dele. O sistema partidário é muito localizado e regionalizado e existem pessoas de bem e progressistas em todas as agremiações. A política tem as cores da vida e não as das representações que fazem os militantes de cada agrupamento.
    Ilhéus é uma cidade de muros baixos e nenhuma pessoa é somente o que pensa de si, todos se olham e entreolham. Ningúem engana ningúem,e, obviamente, em política cada ato é cobrado. Por megalomaníaco que seja o ilheense, ele não consiguirá transformar o velho Rio Almada no caudaloso Amazonas, águas daqui são outas.
    Todo ilheense, mesmo os que votaram em Serra, podem e devem cobrar os investimentos ,e mais do que isso, participar das discussões, concordar, discordar, e, humanamente mudar de posição. A vida é assim.
    Hoje, encontrei o nosso amigo Gileno do Ponto Chic, e fiquei muito feliz quando ele me disse que os meus artigos fizeram ele mudar o voto.Em verdade procuro o diálogo e defender posições sem sectárismo e sem ser o dono da verdade, acho ser graticante e valer à pena escrever para defender as coisas em que acredito.
    Um abraço amigo.
    Carlos Pereira

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