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Antônio Pessoa da Costa e Silva

Coronel Pessoa

Natural de Geremoabo, Bahia, onde nasceu a 4 de setembro de 1853, filho do Ten. Cel. Guilherme Joaquim da Costa e Silva e de D. Francisca Gomes Pessoa da Costa e Silva. Era irmão de Marcolina Pessoa da Costa e Silva. Casou-se pela primeira vez com Valeriana Gomes Pessoa, sua prima, com quem teve os seguintes filhos: Arthur Pessoa da Costa e Silva; Alice Pessoa da Costa e Silva, casada com Alfredo Calasans de Amorim; Júlia Pessoa da Costa e Silva, Isaura Pessoa da Costa e Silva, casada com Durval Olivieri e Maria Pessoa da Costa e Silva. Ficando viúvo de Valeriana casou-se com Francisca de Queiroz Pessoa em Quixadá, Ceará, em 1887, com que teve os seguintes filhos: Astor Pessoa da Costa e Silva, Mário Pessoa da Costa e Silva e Antônio Pessoa da Costa e Silva Junior.

Professor, promotor público, advogado (Rábula), jornalista, deputado e senador. Estudava no Seminário de São Joaquim em Salvador, quando foi obrigado a interromper seus estudos para dedicar-se ao magistério. Começou sua vida profissional em 1874 como professor em Santo Antônio da Gloria. Por concurso público obteve a provisão de advogado sendo transferido em 1879 para a Vila de Vitória, hoje Vitória da Conquista, como Promotor Público. Em 1880 foi transferido para Canavieiras para também atuar como Promotor Público. Em 1881 transferiu-se para Ilhéus onde se exonerou do cargo em 1883, porque a promotoria havia sido pleiteada por um bacharel diplomado.

Por decreto do Governo Imperial em 1884, foi nomeado para o cargo de Secretário da Comissão de Açudes e Irrigação indo trabalhar na construção do Reservatório do Cedro no Ceará até 1866 quando perdeu a sua primeira esposa e voltou para Ilhéus.

Elegeu-se Deputado Provincial em 1888, exercendo o mandato até a proclamação da república. Foi eleito Intendente do Município de Ilhéus em 1899 mas foi obrigado a afastar-se do cargo oito meses depois, por exigência política, reassumindo três anos depois.

Eleito Deputado Estadual em 1912 tornou-se Presidente da Câmara por três anos consecutivos, em 1915 elegeu-se Senador Estadual, sendo o Senador mais votado. Reelegeu-se seguidamente até a revolução de 1930 quando mudou o sistema político brasileiro. Nesta época, com 77 anos, encerrou sua vida pública dedicando-se somente à advocacia até 1939 quando ficou cego. Era membro do diretório do Partido Democrata do Estado desde a sua fundação e Presidente do Partido em Ilhéus. Criou em Ilhéus o grupo político que tinha a denominação de os “pessoistas”, opositor ao grupo de João Mangabeira.

Abolicionista, denunciou quando Promotor Público em Canavieiras, os responsáveis pela morte de vários escravos o que lhe valeu o elogio publico do Presidente da Província, Conselheiro Antônio Carneiro da Rocha, o futuro Marques de Paranaguá. Também teve sua atuação como abolicionista destacada no livro de Luiz Anselmo da Fonseca “O Clero, o Povo e o Abolicionismo”.

Foi um dos fundadores e o primeiro Provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus (Hospital São José), membro da Irmandade do Senhor dos Passos, administrador e fundador do Banco de Crédito Popular, fundador e redator dos jornais “Gazeta de Ilhéus”, “Jornal de Ilhéus” e “Correio de Ilhéus”, Presidente de honra da Filarmônica Santa Cecília.

Na sua administração foram construías nove escolas municipais, sendo uma delas o Prédio Escolar General Osório, onde hoje funciona a “Biblioteca Pública Municipal” e o “Arquivo Público Municipal”, feita a reforma do Cemitério da Vitória, criada a Guarda Municipal, instalado o chafariz comprado na Europa em sua primeira gestão (1900) e só instalado em sua segunda gestão (1925); instalada a rede de iluminação pública do Bairro da Conquista e do Pontal, contratado Francisco Borges de Barros para a publicação do livro “Memória Histórica de Ilhéus”; determinada a nomenclatura e a colocação de placas nas ruas da cidade e a colocação de número nas casas.

Faleceu em Ilhéus no dia 9 de julho de 1942, onde seu corpo foi sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Vitória.

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