“10TAQUES”
Deitado na minha velha rede, com aquela coragem danada, comecei a lembrar-me da minha velha Ilhéus, dos velhos tempos que não voltam mais.
Dos amigos da Praça Ruy Barbosa; “os agulhas” (Dicionário Popular: agulha, aquele que dá, empresta, o “precioso” mais mantém a linha) e os “alfinetes” como éramos chamados; onde jogávamos peladas (Calma gente pelada não é mulher nua não! era como nos referíamos ao jogo de futebol) com bolas de cordão; triângulo, gude, empinávamos arraia, tínhamos até salva vidas particular, Adelson, salva vidas da Prefeitura no posto da Praça Rui Barbosa; éramos muitos: Borges (O Grande Chefe); Mundinho (Conselheiro Espiritual); Cica (Adelcir); João da Minhoca que quase mata Romeu numa briga incentivada por Cica e que foi salvo por Borges; Martial Câmara; Clovis (Mª); Mingo Bode (falecido); Guy Valério; Lulinha (Luiz Eduardo Melo); Paulo, Marcelo, Sergio, Nanico, Ricardo e Renato (Buldog) Mendonça; Zebinha; Liberinho; Delmar (Falecido), o grande mergulhador da Pedra de Ilhéus; Paulo Paraíso (Paulo, e o mudinho que Romeu quis lhe passar na compra de um carro?); Tadeu Sá Barreto; Salomão; Siri; Hermano Costa (Xoxita); Veio (Raimundo Reis); Gersinho; Zé e Paulinho (falecido) Maltez; Waltinho Maron (falecido); Gil Lourinho; Mário Freitas e seus irmãos Deraldinho (Falecido), Dalmirinho (falecido) e Reinaldo (falecido); Bidula (Emanuel Abdelnur Maron, falecido); os irmãos Zé Carlos e Toninho Bermuda (falecidos), Fernando Bolão; Jorge C D; Zé Badaró; Dadau (Carlos Eduardo Pereira Freitas); Edmundo Boção (Edmundo Santos Freitas); Almir (Buldog) Melo; o grande Léu cabeleireiro (Leônidas Diniz de Menezes); e o agulha mais ilustre, o cachorro Biribano, que ficava sentado no banco da Avenida junto com a galera lembram-se?, às 12 horas ia para porta dos fundos do “Britânia Hotel” onde ficava latindo, pedindo o almoço, depois ia dormir no Banco do Brasil por causa do ar condicionado, pela tarde pegava o ônibus do Bairro do Malhado para ir para casa. Tínhamos também a nossa Rainha dos Agulhas, a majestosa Augusta Fidelmann, irmã do grande Filé, que Rainha…
Tinha até agulha aderente, Lunardo Freitas, este era dono da Boate Maculelê, em Salvador, se não me engano também colunista social.
Uma vez um certo agulha, que não vou contar o nome, tomou umas cachaças a mais e caiu escornado no passeio de sua casa, a galera, de sacanagem, passou-lhe clara de ovo no “distinto”, o cara quando acordou passou a mão e viu a miséria entrou em alta depressão, enrabaram lá ele, não ia mais para lugar nenhum só ficava em casa, pra lá de deprimido, a moçada com medo resolveu contar-lhe o acontecido, que era brincadeira, que era clara de ovo, quase que ele mata todo mundo, mas acho que foi de alegria, que não era agulha oficial.
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Na próxima semana haverá o 2º capítulo, até lá.




























































Alfredinho tá se revelando! Boas lembranças, amigão! Mas, tá faltando gente aí nessa lista, com certeza. Abração.
Bôas lembranças Alfredo!
Nesta época eu fazia parte de uma geração mais nova que a sua, mas, mesmo assim, vivenciamos com todos os personagens mencionados, inclusive com Biribano, e foi com certeza, uma das melhores juventude que Ilhéus teve, bem participativa, época de ouro do cacau, os encontros na Avenida, tendo como pontos principais o bar do Santa Clara e o Edificio Souza, com as batidas de Almirante, a boite do Clube Social e dos Velhos Marinheiros.
PS: Esqueceu de mencionar Carlinhos Besteira e Bomba de Bater?
Abraço, Correinha.
Alfredienho, vivi destes tempos mais acompanhei ainda a galera se reunindo no Edificio Souza, os babas nos finais de tarde reunindo todos que estudavam fora, lembro-me de Silvio com seu opala 4.100 e o seu tambem que ás vezes íamos de carona para as boates em Itabuna okFaltou voce falar nos agulhas mirins.
Velha e linda Av. Soares Lopes, lembro-me bem desta época, Bar Lido, jogos de gude na Pça Ruy Barbosa, tempo em que você gastava um tanque de combustível do fusca indo e vindo na Av., dizia que o som era só para ouvir músicas, nada de futebol, acho que era um fusca azul, Cito também como destaque da época Fátima Pinto, e suas irmãs e irmão, dos cães de Hernane, com transporte de Kombi, centro x c. nova, e a rivalidade entre galera do centro x cidade nova.
Abraços, jackson