CRESCIMENTO PARA O FUTURO OU CRESCIMENTO DESORDENADO.
O QUE PERMANACERÁ?
Sempre que pensamos no futuro de Ilhéus, vêm logo à mente temas como explosão desordenada populacional e conseqüentemente sobrecarga de transportes de recursos e serviços. Nos últimos três anos Ilhéus tem projetos magníficos de desenvolvimentos (Porto Intermodal, Porto Pesqueiro, Novo Aeroporto, Ferrovia Leste Oeste, ligando Tocantins a Ilhéus), uma imensidão de obras anunciadas em tão pouco espaço de tempo, obras do PAC.
Na preservação do passado entendido como manutenção da qualidade de vida de seus habitantes, há sempre uma interpretação do passado Urbano como, excludente das situações e características que não tiveram valor da definição do presente momento que passa a cidade de Ilhéus. O caos financeiro instalado no Município, na Secretária de Saúde, Secretária de Assistência Social e em toda a administração financeira do Município.
Quais as vantagens financeiras que as indústrias que pretendem instalar na cidade de Ilhéus, oferecem em contra partida?A cidade vai precisar de obras sociais, saneamento básico, postos de saúde, escolas, moradias dignas, sem favelas ocupando manguezais, e vias públicas.
O passado da cidade transformou-se, assim, num espaço que não possui nenhuma permanência dentro do presente – é como se o passado e a história de Ilhéus fossem aquarelas a ser visitada, jamais representação forte e autenticas dentro da realidade atual. As cidades consideradas “patrimônio da humanidade”, por exemplo não são os grandes Centros Urbanos, com suas difícil superlotação e difíceis problemas de organização.São justamente aquelas que por diferentes razões – na maioria dos casos a decadência políticas ou econômica ocorrida no passado, deixaram de expandir seus limites urbanos e encerram em áreas especificas o desenho de um tempo e os padrões de uma sociedade que viveu o apogeu da era do ouro do cacau.
Os antigos casarões de famílias tradicionais viraram prédios de instituições públicas, casa de diversões e pontos comerciais do passado. Ao mesmo tempo, perdem-se as referências pessoais e a grande oportunidade de escrever a história visual aquela que não encontramos nos livros, mas esta na lembrança vista e contadas de um cidadão para outro.
Assim, a preservação do passado em nossa cidade, para possuir algum significado atual para as futuras gerações, devera libertar-se da idéia de que o passado esta morto e congelado, e propor hipótese de qualificação do espaço Urbano que recuperem a importância de resgatar o passado na vida atual, com prendendo as constantes transformações Urbanas que se faz parte do viver Urbano, antes que percamos de vez a nossa história.
Melck Rabelo



























































