Funcionário da Oi impediu que incêndio ficasse pior
Em meio às chamas, ele entrou no prédio para interomper o fluxo de energia que alimentava o incêndio
Ele não é nenhum general francês, mas assim como o seu xará Bonaparte, o baixinho Napoleão Rocha também tem seus dias de glória. Após 23 anos trabalhando na Telebahia e na Oi, o engenheiro eletricista de 52 anos, finalmente teve a chance de fazer jus ao nome. Na terça-feira, Rocha enfrentou sua primeira batalha napoleônica. Por volta das 12h, em meio às chamas, ele entrou no prédio para interomper o fluxo de energia que alimentava o incêndio que destruiu parte da central de telefonia da empresa em Salvador. A atitude minimizou os danos do fogo.Quando foi apresentado ao herói anônimo, na unidade devastada pelo fogo, o presidente nacional da Oi, Luiz Eduardo Falco, não resistiu à piada. “Foi pra guerra Napoleão? Isso aí, campeão!”, brincou.
A missão foi dada ao general da telefonia porque os bombeiros precisavam de alguém que conhecesse o segundo andar de olhos fechados. “Me chamaram porque a visibilidade era zero. Tive que fazer tudo no tato”, lembrou.
Rocha teve direito ao seu uniforme de guerra – uma capa que protege do fogo, capacete, tubo e máscara de oxigênio. “Foi muito difícil. A roupa é muito pesada. Antes, dois técnicos entraram na sala para abrir os equipamentos”, contou.
Sem um cavalo branco de Napoleão, o engenheiro não conseguiu conquistar a sala de geradores na primeira investida. “Não via nada. Me perdi”, afirmou. Mas como diria o finado Bonaparte: “Quem teme ser vencido tem a certeza da derrota”, Rocha pediu ajuda a dois bombeiros, que ficaram perto das paredes para saber se o fogo se aproximava, e invadiu.
A campanha durou uma hora. “Comecei a tatear e procurar os fusíveis. Tive que tirar as luvas para conseguir retirar todos”. Na luta, a baixa inimiga foi de 50 fusíveis. As peças funcionam como dijuntores e, quando retiradas, impedem a continuidade da corrente elétrica. Como o francês, o Napoleão soteropolitano também vive de loucuras e glórias.
Bruno Villa | Redação CORREIO DA BAHIA
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Em horas difíceis, gente simples mostra seu lado heróico. Parabéns ao Napoleão brasileiro!