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janeiro 2011
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INTERMODAL AMEAÇADO

Hans Schaeppi

Mandei recentemente um artigo para várias cidades brasileiras: Porto Alegre (RS), Joinville(SC), Rio de Janeiro(RJ) Brasília(DF), Vitória (ES), Salvador (BA), Recife (PE), Maceió (AL) e Natal(RN) onde tenho companheiros jornalistas, solicitando publicação e ressaltando orgulhosamente o nosso Intermodal. O nome do artigo, lembrando Juscelino, foi “50 Anos em 5”. Tentei passar a idéia daquilo que todos almejamos que aconteça em Ilhéus nos próximos cinco anos, ou seja, conclusão das obras projetadas do Complexo Intermodal Porto Sul, do qual sempre fomos a favor. Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), Porto Sul, Aeroporto Internacional, Zona de Processamento de Exportação (ZPE); e no artigo adicionei a duplicação da Br-415, trecho Ilhéus-Itabuna; e a segunda ponte Ilhéus-Pontal. Um paraíso, a acontecer em apenas cinco anos.

Hoje, infelizmente, não acredito mais que tudo isso aconteça até 2015. A unanimidade dos economistas do país, e o próprio ministro da Fazenda Guido Mantega, afirma que para o país segurar a inflação, a alta de preços, e não permitir que o mesmo entre em crise, a solução é um grande corte nos gastos públicos. Muitos bilhões de reais já estão previstos nos cortes que atingirão todos os ministérios, os governos estaduais e municipais. Apesar do presidente Lula, solicitar que as obras do Plano de Aceleração do Crescimento – PAC não sejam afetadas, o que Mantega diz é que as obras já iniciadas continuarão, de forma mais lenta; e as que ainda não se iniciaram deverão aguardar algum tempo. Note-se que apenas a Ferrovia e o Porto Sul fazem parte do PAC

A Aeroporto Internacional de Ilhéus é uma das obras em que não acreditamos para breve. O ministério da Defesa e a Infraero, reconhecem que os aeroportos nacionais estão em crise, e vão concentrar suas receitas na reforma e ampliação dos aeroportos das cidades que sediarão a Copa do Mundo de 2014. Assim, vão investir nos aeroportos de São Paulo (Guarulhos, Viracopos e Congonhas), do Rio de Janeiro (Galeão e Santos Dumont), Recife (Guararapes), Belo Horizonte (Confins e Pampulha), Salvador (Luis Eduardo Magalhães) e outros. Não acredito que sobre alguma verba para o Aeroporto Internacional de Ilhéus pelo menos até depois da Copa.

Os portos do país estão igualmente em crise e somente na Bahia, já estão sendo aplicados mais de R$ 200 milhões nas dragagens e benfeitorias dos portos de Aratu e Salvador. Fica de fora, então, o Porto Sul. Do Complexo Intermodal acredito apenas na Ferrovia, pelo menos no trecho Ilhéus-Caeteté que envolve compromissos internacionais com a exploração do minério de ferro; e acredito também no porto da Bamin (Bahia Mineração), por ser um empreendimento privado, inclusive com financiamentos internacionais, e dependente também do escoamento do minério da Pedra de Ferro. Mas no Porto Sul, aquele que deverá embarcar as safras de grãos, óleos e produtos agropecuários, vindos do Oeste, nesse não acredito que fique pronto nos próximos cinco anos. Ainda falta projeto aprovado, audiências, licença ambiental, etc. Além disso, já temos um porto internacional, que só necessita dragagem e obras complementares.

Tenho dúvidas que em cinco anos tenhamos duplicada o trecho Ilhéus-Itabuna, mas tenho esperanças na segunda ponte Ilhéus-Pontal, face à promessa do Governador do Estado e ao empenho do prefeito de Ilhéus. Quanto ao crescimento da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), não tenho condições de opinar, mas para crescer, ela vai necessitar de todas as obras do Intermodal.

Assim, de repente, parece que me transformei de otimista em pessimista. Ou talvez seja realista, a palavra certa?

Ou será ainda, que “50 Anos em 5” foi mais um sonho de quem ama Ilhéus?

— Hans Schaeppi é engenheiro civil,industrial, comerciante e jornalista

2 respostas para “INTERMODAL AMEAÇADO”

  • NEGO VEIO says:

    Sr. Hans acho que o sr. se enganou esse tempo todo com esse governo que está ai, tudo não passa de muitas mentiras e conversa fiada, um governo que passa 4 anos e não fez nada por Ilhéus e Itabuna, só promessas, e na campanha que faria a ponte Ilhéus Pontal, e agora na sua posse não toca no assunto, vamos esperar sentado porque em pé cansa, o povo tem o governo que merece afinal de contas o homem teve mais de 70% dos votos em Ilhéus, mas o povo de Itabuna foi mais consciente e não deu a votação que ele teve em Ilhéus.Todo mundo sabe que este porto é de interesse internacional portanto …

  • Zinho says:

    Sr. Hans, tem razão! Há muita coisa a ser explicada sobre este complexo intermodal.

    Estão misturando muita coisa e pouca explicação.

    – O terminal privado da BAMIN para a exportação de minério de ferro foi o mais discutido, inclusive quanto aos impactos ambientais. Audiência pública, propaganda na TV, muita discussão na internet, etc. Este deve sair mesmo. Há interesse em exportar este minério e isto vai acontecer.

    Depois que o Porto Bamin ficar pronto, o impacto na cidade será pequeno, pois o contingente da obra será dispensado e a operação de um porto destes é feita com pouca gente. Quase tudo automatizado.

    -Terminal portuário público para outros fins: Este nem projeto foi apresentado. Utilizariam o mesmo terminal marítimo da Bamin e uma outra área de retroporto ao lado para estocar outras cargas? Como? Onde? Na área ao Sul da BAMIN prevista para o tal aeroporto internacional? Ou ao Norte do retorporto BAMIN, no residual que sobrará na APA da Lagoa Encandada? Ou seria outro porto totalmente diferente? Mal explicado isto.

    -ZPE: Surgiram boatos de implantar uma usina siderúrgica na região e outras indústrias. O que faz sentido, pois o Grupo Mittal (é quem está por trás da BAMIN) é fabricante de aço, a região tem fonte de água doce abundante (Lagoa Encantada), necessária para siderurgia, e o Porto Sul é capaz de importar carvão mineral. Um porto é uma coisa, mas uma usina siderúrgica integrada a carvão mineral/coque é algo de um porte e agressividade sem paralelo na Bahia. Quem conhece Ipatinga, Volta Redonda e Cubatão entende isto. É um caminho sem retorno. Haverá adequação do plano diretor para evitar favelização? Aquela região mudaria do perfil rural/turístico para industrial. Se esta é a opção que a “cidade” quer, que se faça bem feito.

    -Ferrovia: Ela não ficará pronta antes do Porto da Bamin. Ferrovia, ainda mais deste porte, sendo obra pública, é coisa pra muitos anos, sem contar os percalços, embargos do TCU, etc. Se a ferrovia não ficar pronta a tempo, o minério da BAMIN viria por carretas passando pela BR-415, com certeza. E aí? A rodovia até Caetité suporta isto?

    Aeroporto: Corretíssimo o Sr. Hans. Com Olimpíadas e Copa, o aeroporto de Ilhéus não é nem terceira prioridade!

    Não é o aeroporto que gera demanda de turistas, é a atração que a cidade gera que chama as pessoas. Sem demanda, não se justifica aeroporto. Ué? Mas o Porto Sul não reduzirá a demanda turística? Então, o que justificaria o novo aeroporto?? Paradoxal, né?

    Parece que não há um pensamento estratégico ligando as coisas: Porto BAMIN x Porto Público x Ferrovia x ZPE/Siderúrgica x Aeroporto x Abandono do Turismo. Se há, não divulgam.

    Se será bom, o tempo dirá. Eu não acho. Acredito no potencial gerador de emprego da indústria do turismo (eu disse “indústria”, não turismo amador que temos). Triste ver que esta opção está sendo deixada de lado sem uma discussão estratégica. Mas virou crime em Ilhéus questionar “O Porto da Salvação”.

    Duplicação da BR-415 Ilhéus-Itabuna? Talvez, por causa das carretas de minério.
    Rodoanel? Somente o trecho ligando a BR-415 ao Porto Sul para evitar que as carretas entrem na cidade.

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