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janeiro 2011
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“10TAQUES”

Viajando pela minha velha Ilhéus que não volta mais (6ª e última parte)

(O velho Jeep)

A praça dos jipes na Rua do Dendê (Rua Araujo Pinho), o carro funerário da funerária Nossa Senhora da Vitória de Maneca do Caixão, que sempre era acompanhado pela banda de música da Polícia Militar nos enterros.

O meretrício da cidade, também na Rua do Dendê e adjacências, com suas lâmpadas vermelhas nas portas. A Casa de Zue na Barra perto do canal dos Jesuítas. A Boate OK, de Nanã, na Avenida 2 de Julho (Não me lembro o motivo, mas foi por causa dela que Romeu ganhou o apelido de “Romeu Nanã”). A Ritanzinha, assim chamada por que ficava junto a fabrica de biscoitos Ritan de Acidálio Mendonça, na Av. Itabuna, logo depois do Posto Dom Eduardo.

Das figuras hilárias da época, Jeep; Pó de Arroz; Gabi cadê Buzú; a Índia com seus cachorros; Bigode de Arame; Pirreu, com suas frases hilárias como: “Na Pimenta de cima só tem corno, menos meu amigo (Não posso dizer o nome)”, que era o único chifrudo da rua; Seu Antônio o “Buraco”; Sete Espíritos; João Torpedo, corretor da Sul América Seguros que só se vestia com terno branco; Noronha (Fernando Messias Laranjeira Levita), tinha o apelido de “Noronha” porque as pessoas associavam seu nome ao do arquipélago de Fernando de “Noronha”. Dele, não sei se é verdade, me recordo de uma história: No seu enterro, na subida da Ladeira da Vitória (naquela época os caixões eram levados na mão e a ladeira só ia até o Hospital São José onde havia uma escadaria) ele levantou-se do caixão, não estava morto, os carregadores soltaram o caixão no chão e saíram correndo apavorados.

E os emplacados de Paulo Patury:

Nunes, Kung-Fu, Nozinho, Sapa Veiga, Kid Marival, Palito, Luvaiá e muitos outros.

Lininho e seu velho jeep “Alça de Caixão” assim chamado por que todo mundo pegava. Lininho às vezes sumia da cidade e quando perguntávamos onde ele estava dizia que estava em Ipanema, quem não sabia pensava que ele estava no Rio de Janeiro, só que ele estava era no sítio de seu pai, logo depois de Olivença que se chamava Ipanema.

Quem se lembra de Nagib Daneu? com seu grande lenço pendurado no bolso, e um grande bigode, que figura! Freqüentador assíduo do Bar Maré Mansa, em baixo do Cine Brasil mais conhecido como Cine Poeira onde hoje está a Igreja Universal; e o grande Coló? (José Claudino Dias) que trabalhava no Banco de Ilhéus que depois foi vendido ao Banco Nacional, onde também trabalhava Agnaldo Tavares, pai do Dr. Virgílio Antônio Leite Tavares, todo domingo Coló ia tomar umas cervejinhas no Clube dos Bancários na Cidade Nova, na volta chapadão, voltava pela linha do trem para não se perder, pois morava nos fundos do Prédio Escolar General Osório, no percurso sempre tinha um que lhe perguntava: “Como é que Coló caminha?” (coloca a minha); e ele respondia: “Coló caminha de banda”, freqüentador do bar de Jorge (Jorge Medauar Massri) em frente à subida da ladeira do café, quando estava de bom humor ia até a Praça Castro Alves e em frente ao busto do mesmo declamava suas poesias, quando estava de mau humor esculhambava o pobre do Castro Alves. Coló era flamenguista doente.

Tio Silú (Silvio Berbert de Amorim, pai do primo Virgilhinho, filho do Cel. Virgílio Calasans de Amorim), era um grande gozador. Numa de suas viagens, chegando à janela do hotel viu que passava pela rua um senhor que não tinha um dos braços, começou então a gritar da janela: cotó, cotó, o cara no começo fingiu não ouvir, mas ele continuou: “cotó, cotó”, o cara foi perdendo as estribeiras e começou a xinga-lo, ele gritava mais alto: “cotó, cotó”, o cara já no máximo de raiva, e ele “Cotó, cotó”, quando viu que o cara já estava pra morrer de raiva levantou o seu braço, ele também era cotó, e disse:”diga aí colega”. O cara só faltou morrer de tanto rir.

Por onde andará Toninho Pipoca; Nelson Bombom, que imitava Caubí Peixoto como ninguém; Dudu Sofia, Miguel Trovoada, desapareceram!

Meu grande amigo Cândido Garcia Neto (Netinho), que só me chamava de Afrodísio; Paulão Badaró; Osvaldo José Galvão Ramos, irmão de Rui Titica; Saul Barbosa; o irreverente Pedro Mattos; Ninho Louro; Ruy my friend (Nascimento); que Deus os tenha e a mim não desampare.

Que tempos bons, hoje com sessenta anos, bem vividos, as recordações me vêm à tona como nunca, será que estou ficando velho, ou será saudade daqueles tempos!

Meus amigos Ilhéus não tem história, Ilhéus é historia, por isso que Jorge Amado se deu bem, não sei por que ele não gostava desta cidade, pelo menos quando jovem, depois não sei se mudou de idéia.

É melhor parar por aqui, senão vira livro, pois dizem que o cara nasce , cresce, se casa, tem um filho, planta uma árvore, escreve um livro e morre. Já fiz isso tudo só não escrevi o livro e não pretendo morrer tão cedo.

É, agora parem, procurem uma rede, para preguiçoso de preferência, e comecem a recordar dos bons tempos que não voltam mais, é tão bom… inté.

12 respostas para ““10TAQUES””

  • jose luiz says:

    GRANDE AMIGO ZUNDI, VOCE HOJE ESTAR SUPER INSPIRADO, SUAS LEMBRANÇAS ESTÃO DE GAROTO DE 14 ANOS E UMA DELAS APREENTADAS É A SUA IDADE 60 ANOS, QUE ÓTIMO MAS JA LHE PASSEI COM 61 DE BOLA.

    UM GRANDE ABRAÇO DO SEU AMIGO JOSE LUIZ (RATINHO)

    • Didú says:

      É verdade amigo “Ratinho”, venho acompanhando esse relato do amigo Alfredo, vai fazer falta, agora ele se esqueceu de contar a passagens dele um certa feita por Camamu, Alfredo, Roberto Santana, meu amigo Aroldinho, que não está mais junto de nós o velho Mikiba, alugamos um barco para esses mergulhadores, rumo ilha de Kiepé, mergulhar com o buxo cheio de cerveja, no balanço do barco imagina que aconteceu, vomitos e mais vomitos, o Sr. Alfredo se atracou no mastro do braco, “gritava vamos embora se não vou morrer”, final da Historia nada de peixe, só despesa. Sem contar que fomos expluso da churrascaria do Travessão, porque o cara não ageuntava mais servi, podem ir embora não precisa pagar nada. Estmos novos para rede.
      Alfredo, ainda falta alguma coisa, continue. “Relembrar é viver”.

    • inspirado esta tb e muito o nosso amigo Alfredinho, que trouxe atona tanta lembrança boa. recordo como se fosse hoje Av. Soares Lopes, violão
      altas madrugadas Lua, Calunga, Paulo Preto, e alguns tubos de cachaça, musicas como tijolinho, algumas do já conhecido roberto Carlos, Beatles e haja noite, era uma forma de matar as saudades de nossa querida Ilhéus nas ferias de dezembro. Muito Bom mesmo, valeu minha juventude.antonio Jorge.

  • adami(KDT) says:

    Como eramos felizes e poucos sabiam…
    KDT

  • Vinicius says:

    Ô Jose Luiz ! Salvo engano Zundi é filho do saudoso João Alfredo.

  • Correinha says:

    É isso aí Vinicius, ZUNDI é filho de João Alfredo Amorim, ex-prefeito de Ilhéus. Seu nome é Raimundo Elói Flores Almeida Amorim, e é irmão de Luiz Eduardo (Lulú) e Aparecida (Cida), grandes amigos de infancia e adolescencia.
    Correinha

  • jonas silva bastos says:

    Alfredo, vc esqueceu da turma do Crneiro da Rocha, João Gobé com uma bodega que era a maior imundicie dentro de Ilhéus, só vendia “folha podre” aquela velha cachaça, o copo da cachaça era com uma cinta, que ficava preta de sujeira, os frequentadores: ALODÊ(é que o cara não tomava banho, Alodê de LODO pelo corpo), , ARIBUMBÁ(era o cantar da turma), , ZECHAGAS, DUBELINE etc. hoje os substitutos estão eespalhados pela feirinha do Guanabara frequentando alguns bares da redondeza e tomando todas as meiotas que podem. É isso aí, realmente só quem chegou aos sessenta ou está perto pode relembrar tudo isso. Um abraço

  • jose luiz de araujo says:

    Vinicius, Correinha, Didu e outros , desculpe-me a troca de nomes mas ois dois são amigos de verdade da nossa geração (alfredo e Zundi), vejam quantas coisas bonitas temos na história de Ilhéus. Lembram das historias de pescadores: Eduardo siri tem muitas para contar.

  • Marcelo Daneu says:

    Gostei muito do texto, apesar de não morar em Ilhéus, meu pai é desta maravilhosa cidade de tantos casos, Moysés Clement Daneu, filho de Dayse Daneu e Badue Daneu. Os nomes citados, eu mesmo tive a honra de conhecer alguns, como Noronha, que ficava na janela de sua casa o tempo todo. Outro foi o meu tio Nagib Daneu, irmão do pai de meu pai. Taí, vou contar um caso que acho eu vocês não conhecem, ou pelo menos não lembram sobre Nagib. O mesmo durante um carnaval, pegou vários meninos de rua e fantasiado, com um fogareiro e uma cana (cana de açúcar),saia pelas ruas, parando à porta das casas das pessoas ilustres de Ilhéus cantarolando a senguinte canção: ” Viemos do Malhado, olhando para o mar, botei a cana no fogo a cana não quis assar…aaaassssa cana…. aaassssaaa cana…..

    Quantas saudades. Parabéns por aflorar as boas lembranças que o tempo levou.

  • Leandro Ferreira says:

    Olá,eu sou genro do Cabeça do Caixão que também foi vereador, eu gostaria de obter maus informações sobre ele, pois estou fazendo um trabalho de pesquisa para fazer uma surpresa para minha esposa que é filha dele. Seria possível? Nascimento, falecimento, curiosidades etc..
    021 964488278 Whatsapp
    Muito obrigado !! Ótimo texto !

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