Denúncia Batuba Beach.
De: Marcos
Assunto: Denúncia Batuba Beach.
Corpo da mensagem:
Quero chamar a atenção da SEFAZ, do Setor de Tributos da PMI e dos demais orgãos responsáveis. Depos do cliente ser arrochado nos presos e com taxas abusivas no Batuba Beach não tem se quer direito a NOTA FISCAL do que consumil. Acomteceu comigo e ainda ameaçaram chamar a polícia para mim.
Como sou um consumidor consciente dos meus direitos e deveres o caso será resolvido na justiça, na vara de defesa do consumidor.
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Realmente um absurdo a não entrega de notas fiscais. Fica a dúvida se o recolhimento de impostos à prefeitura e estado foram adequados (ISS, ICMS, etc).
Preços abusivos e serviços ruins. Este é o panorama destes reveillons em Ilhéus. Mas na minha humilde opinião, esta questão é mais profunda. Por que nos submetemos a estes prestadores de serviço? Porque não temos reveillon decente em praça pública?
Eu não entendo. Por que o Rio de Janeiro consegue colocar mais de 1 milhão de pessoas na praia, sem briga generalizada e todos se divertem? E é de graça, misturando povão, elite, turista, favelado, prostituta, ladrão, crente, católico, macumbeiro… (nem vou falar muito do carnaval, onde blocos de rua ocorrem sem cordas de isolamento, com milhares de pessoas em vários bairros).
Por que São Paulo tem reveillon gigante na Av. Paulista, sem transtornos proporcionais ao tamanho da festa? Idem em Belo Horizonte, Ouro Preto…
Por que em Ilhéus vc tem que pagar caro (mais de 200 reais para pista, sem nada que preste incluído no preço) pra ter um serviço ruim, se não quiser enfrentar o risca-faca e a pancadaria em frente a Catedral? Só Salvador consegue ter festas tão caras, mas ainda assim teve reveillon no Farol da Barra de graça com 600 mil pessoas.
Claro, sempre há festas fechadas, é normal, mas daí a isto ser obrigatório se não quiser ver quebra-pau? É demais. Em todo lugar o reveillon é primordialmente uma festa coletiva e para todos (redundância, eu sei…), onde as pessoas se misturam, normalmente em clima pacífico.
Talvez seja herança da arrogância coronelista. Nós não nos misturamos com a “criadagem”. É uma verdade que temos que aceitar. Só percebi isto freqüentando muito outros lugares.
A segregação social na cidade é tamanha, tão absurda e tão incorporada no comportamento do povo, que até na praia do Sul dá pra perceber a “fronteira”. Até determinadas barracas, o “povão” freqüenta e, a partir dali, a coisa é selecionada. Mas a praia é de graça, qualquer morador da Rua da Palha ou da Estrada do Couto poderia levar sua cadeira de praia e sentar em frente a uma barraca de praia chique! (bem, com o fim das barracas esta besteira deve acabar)
Voltando ao Ano-Novo: não é apenas culpa da prefeitura que não coloca atrações boas de graça. A culpa é nossa, somos muito “metidos a besta” e não nos importamos se não há reveillon público que preste e com segurança, afinal, nós podemos pagar pelo nosso Batuba Beach. E é claro, pela falta de concorrência alternativa a altura, o serviço pago deixa muito a desejar!
Um dia, num supermercado, vi uma cena interessante.
Um idoso. Olhou para a fila preferencial e “meteu” seu carrinho na frente de um dos caixas.
“Chame a polícia”, ele disse as funcionários que protestavam. Porque, afinal, pela Lei, não há “fila preferencial”. Pela Lei, os idosos simplesmente NÃO PEGAM FILA!
Aquele senhor me ensinou um tanto sobre cidadania.
Se um dia eu estiver num estabelecimento e solicitar a Nota Fiscal (eu confesso que sempre me esqueço disso), espero recebê-la.
Se não a receber, e se ameaçarem chamar a polícia, então chuto eu o pau da barraca. Que chamem. O inquérito seguirá. O delegado registrará meu “mau comportamento”. Mas também narrará a negativa de emissão da nota fiscal do estabelecimento.
Acho que a Lei apontará com clareza onde está a culpa.
Valeu!
Parabéns pela iniciativa. Se fosse eu mandaria chamar a policia mesmo… isso é caso de polícia !
Carlos parabéns pela análise, penso assim como vc que há uma supervalorização do privado em relação ao público em Ilhéus. Este fenômeno ocorre também no São João, Carnaval ( que praticamente não acontece na cidade) e nas demais festas populares (como a Festa de São Sebastião que está acontecendo, Iemanjá, Lavagem da Catedral, entre outras) que aos poucos foram sendo, propositalmente, “esquecidas” e tiveram seu brilho e importância minimizados ao longo dos últimos 20 anos. Isso acontece em Salvador, como exemplo a Festa do Bomfim que é tida como violenta em comparação com o tal do Bomfim Light, e ocorre também em muitas partes do Brasil e do mundo. Assim, Este fenômeno do privado como algo superior ao público é uma das nefastas estratégias dos donos do capital para a valorização dos seus empreendimentos, no entanto, isso não impede o poder público e a sociedade de se manifestarem contra essas estratégias.
É preciso retomarmos a importância das festas de largo, das praças, das praias, das avenidas, das festas feitas para o povo e pelo povo, como rege a democracia e a tradição baiana e brasileira.
A praia está muito suja.