DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) UM PAULISTA DE NASCENÇA, MAS ILHEENSE DE CORAÇÃO.
2) ATÉ HOJE FOI A PIOR ENCHENTE, SEM CHOVER UMA GOTA D’ÁGUA!
3) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA.
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Em Julho de 1931 o paulista PERSEU MALAGUTI chegou a Ilhéus para tocar VIOLINO NO CINE PERI que ficava localizado na Rua Marquês de Paranaguá no 1º andar do Prédio onde hoje funciona a Lanchonete “O BERINBAU”. O Cinema era de propriedade do SENHOR CORTÊS.
Com a inauguração do CINE THEATRO ILHÉUS, também de propriedade do SENHOR CORTÊS, o CINE PERI é fechado e PERSEU MALAGUTI vai tocar no novo CINEMA, sempre acompanhado por DIJIM (conhecido por JIM) no piano, DIJIM, também era funcionário do tradicional JORNAL DIÁRIO DA TARDE, onde escrevia bonitas Crônicas. A dupla também tocava no CINE VITÓRIA PÁLACE, tempos depois com sua decadência chamado de CINE POEIRA e por último de CINE BRASIL. Na década de 1930 os cinemas das cidades do interior viviam a época do CINEMA MUDO, ou seja, os filmes não tinham som e era preciso contratar músicos para tocarem durante a sessão.
PERSEU MALAGUTI durante o dia ficava estudando, lendo e ensinando música e violino, onde tinha muitos alunos.
Dr. ARTUR LAVIGNE, médico, mas não clinicava, fazendeiro e político ativo, certo dia encontrou PERSEU triste no BAR VESÚVIO e perguntou o porque, e ele respondeu que queria ir embora e voltar para São Paulo sua terra, mas Dr. ARTUR LAVIGNE disse que ele não voltasse porque iria falar com seu primo o PREFEITO EUSIGNIO LAVIGNE para que ele trabalhasse na Prefeitura. PERSEU MALAGUTI começou a trabalhar na Prefeitura de Ilhéus no segundo semestre de 1931 como Auxiliar de Almoxarife ficando até o ano de 1974 quando se aposentou. Casou com CARLOTA MIRANDA MALAGUTI em 10 de novembro de 1934 com quem teve 5 filhos: LUIZ CARLOS, TEREZA, PAULO EDUARDO, RENATO e ROBERTO.
PERSEU MALAGUTI também está na relação dos ESQUECIDOS. Trabalhou, trabalhou, constituiu uma família de responsabilidade, foi um funcionário público exemplar e durante toda sua vida nunca recebeu uma homenagem. ACORDA ILHÉUS!
PERSEU MALAGUTI faleceu em 16 de abril de 1989 e foi sepultado no Cemitério da Vitória.

PERSEU MALAGUTI era bastante admirado pelas mocinhas da época, elas freqüentavam as seções de cinema só para vê-lo tocar VIOLINO. (Foto começo da década de 1930)
Foi no dia 26 de dezembro de 1967 que aconteceu na vizinha cidade de ITABUNA a pior enchente de todos os tempos. As ruas do Centro Comercial ficaram todas alagadas, o prejuízo foi muito grande, os comerciantes perderam todo o estoque de mercadorias. Agora acredite, nesse dia da enchente não choveu na cidade, todo esse volume de água foi trazido pelo RIO CACHOEIRA motivado pelas chuvas caídas no interior. Observe nas fotos abaixo que o dia estava claro e o sol brilhava.

AEROPORTO JORGE AMADO – ILHÉUS, domingo (23-01-2011) 7h45min da manhã. Quatro AERONAVES no pátio do Aeroporto. TRÊS DA TAM E UM DA VARIG. Nesse domingo, visite o AEROPORTO no horário acima e leve sua família. Seus filhos vão adorar. “E VIVA O NOSSO AEROPORTO!” (Foto clicada por José Leite)

Deslanchando um Frango Assado. Da esquerda para direita: BERNARDINO SANTOS, IVO NASCIMENTO, DURVAL MARTIFIELD e POPOF (Foto começo da década de 1960)

Uma boa parte da nova Diretoria da Associação Comercial de Ilhéus. Na foto começando por baixo sempre da esquerda para direita: LIBÉRIO MENEZES, NILTON CRUZ (Presidente), ORLANDO OLIVEIRA, JOSÉ LEITE, JULIO ADOLPHO, EDUARDO CHALHOUB, MARCELO OLIVEIRA, ANTONIO COSTA, ED FERREIRA (Jornalista), JOSUÉ SOUZA, MARIA ISABEL e ANTONIO MARCOS. (Foto: Cortesia, ADERINO FRANÇA)
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Texto e fotos: José Leite de Souza






























































Zé, que foto… hem !
Na epóca – dezembro/1967 – foi uma tragédia e um prejuizo, não só para Itabuna como também para toda a região. Acredite, ainda adolescente(14 anos), passamos pela Avenida Cinquentenário de lancha. A GAÚCHA, era uma Loja tradicional em Itabuna. O seu estoque de mercadoria que a enchente não levou, foi saqueada às nossas vistas. Vimos, do passeio da agência do Banco do Brasil, parte alta da Praça Adamy as portas de ferro se partirem com a força d’agua.
Esta enchente provocou a morte de dois funcionários da Gaúcha.
Infelizmente, recordamos com muita tristeza.
O Sr. JOSÉ LEITE TEM UM FORMIDÁVEL ACERVO DE ILHÉUS PARABÉNS SR. JOSÉ LEITE A HUMANIDADE É ASSIM MESMO TEM MEMÓRIA CURTA. E OS DE ILHÉUS PARECE QUE SÃO PIORES.
UM ABRAÇO JOANA ANGÉLICA PIMENTA LIMA
Zé
Exatamente no dia 25 de dezembro (Natal), portanto um dia antes da enchente, passei pela cidade de ônibus em direção a São Paulo. Naquele dia ninguém poderia imaginar, que algo iria acontecer, pois o dia estava com o sol a pino. Só no outro dia, quando cheguei a São Paulo é que li nos jornais a tragédia que acontecera em Itabuna. Só acreditei porque vi as fotos no Jornal a Folha de São Paulo (respeitado jornal do estado). Naquela época estava com meus 16 anos.
Zé, este seu baú não pode mais fechar, deixa ele aberto para todos nós que somos amante do passado. Já baixei as fotos e arquivei.
Um abração
Rezende
Parabens, J Leite. Estava em Itabuna no dia da enchentem no ano de 1967. Tive que dormir no bairro Cajueiro. Fui ver uma namorada e na volta a estrada não dava para passar.Voltei , no outro dia,não me lembro a data exata, por Uruçuca, estrada esta de barro.Na época nao se dormia na casa delas OS pais não adimitiam , Nem pensar! Foi horrivel!
A agua chegou nas marquises das lojas.
So voce, Jose Leite, para nos fazer relembrar!
Abraços amigo companheiro
fco
digo enchente e não enchentem (errata)