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Deputada quer solução pacífica para conflito na região de Olivença

Audiência na SJCDH

Juntamente com o deputado federal Geraldo Simões (PT) e o prefeito de Ilhéus, Newton Lima, a deputada estadual Ângela Sousa (PSC) reuniu-se na última semana com o secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos da Bahia, Almiro Sena. A audiência girou em torno do conflito entre índios e proprietários de terras na região de Olivença, abrangendo uma área de 47 mil hectares que compreende parte dos municípios de Ilhéus, Una e Buerarema.

Na reunião, que também contou com a presença do deputado estadual Yulo Oiticica (PT), a deputada voltou a expor o seu temor de que a disputa travada na região resulte em derramamento de sangue. A parlamentar salientou que a maior parte da área incluída em um decreto da Funai como território tradicionalmente ocupado pela etnia tupinambá é, na verdade, “uma região historicamente dedicada à agricultura familiar”.

O prefeito Newton Lima também externou ao secretário sua preocupação com o conflito. Segundo ele, a área reivindicada pelos índios corresponde a mais de 25% das terras produtivas de Ilhéus. “O índio deve ter a sua terra, mas não aquelas cultivadas pelos pequenos produtores”, opinou.

Na região envolvida no conflito já se registram cerca de 40 invasões e aumenta cada vez mais o risco de um confronto. Para o deputado Geraldo Simões, que manifestou opinião semelhante à do prefeito Newton Lima, não é o caso de se negar a presença dos índios, mas é inconcebível a demarcação de 47 mil hectares.

Almiro Sena defendeu o diálogo como o melhor caminho para alcançar uma solução. “A ideia é promover a discussão e procurar uma solução pacífica para que todos possam ser beneficiados”, afirmou o secretário.

2 respostas para “Deputada quer solução pacífica para conflito na região de Olivença”

  • V. E. Oliveira says:

    Ora, poupe-me Sr. Secretário de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos! Se os invasores fossem cidadãos comuns que pagam seus impostos, recebem seus salários com muito sacrifício e mantém suas famílias com dignidade estariam na cadeia. Esses pseudos índios invadem propriedades privadas, desmatam, queimam casas, saqueiam a produção, movimentam contas bancárias com verba pública, humilham e batem em pessoas idosas, ameaçam trabalhadores rurais, escurrasam a tiros os proprietários e o Sr. ainda fala em promover discussão a essa altura do campeonato? Pessoas já faleceram deprimidas e outras estão sem o seu sustento enquanto vândalos enfeitados com penas de galinha se beneficiam com o produto do trabalho alheio! Que vergonha esse país! Vocês governantes, legisladores e os Órgãos Públicos Federais, como é o caso da FUNAI (corrupto), AGU e MPF estão criando “COBRAS”. Com tanta miséria nesse país, a tendência é esse tipo de movimento crescer, chega a ser uma questão de sobrevivência para muitos. Quem não quer receber benefícios do Governo Federal: cestas básicas, terras com produção prontinha para comercializar, verba pública, assistência médica, auxílio maternidade, apoio incondicional da FUNAI para acobertar os seus crimes, como é o caso do irmão que matou o outro em Itaju do Colônia e divulgaram que foram dois homens numa moto, na tentativa de incriminarem os fazendeiros?
    Atualmente, os brasileiros discriminados são os não índios, pelo menos aqueles que não quiseram se cadastrar como tal e muitas vezes são chamados de preconceituosos e como diz minha mãe: “só sabe quem passa”!
    O meu temor é que no Brasil haja uma guerra civil como em RUANDA, na África, o mesmo povo guerreando entre si. No caso do Brasil, devido uma legislação discriminatória e algumas autoridades que promovem um verdadeiro “apatheid”. Se o direito de propriedade não existe mais nesse país, então vamos rasgar a Constituição Federal!

  • Rezende says:

    Apesar de mudanças de valores na sociedade atual, e pelo fato de grande parte das leis brasileiras serem boas apenas no “papel” ou, à grupos restritos, o atual modo “democrático” como são praticadas, faz com que burocratas e parte da sociedade civil organizada, interpretem-nas do modo que mais convir. Como pequeno produtor rural, fico triste em saber que, enquanto o Brasil é visto como potência agrícola mundo afora, posição adquirida com muitos anos de investimentos em pessoas e pesquisas, nossos governantes não vêem as questões da reforma agrária, da legislação ambiental e indígenas com extremo rigor e seriedade. Deixam que a igreja, ONGs (nacionais ou internacionais) e ideologistas aproveitarem tais oportunidades.
    “Falando” em igreja. Caso vivesse na época das cruzadas européias, qualquer cidadão poderia ser “preso” em expor opiniões quanto á atuação da igreja junto ao Estado. Tomara que não seja meu caso! No transcorrer da história, verifica-se que a maioria dos conflitos por territórios, a religião, na maioria das vezes, está relacionada. Tendo como exemplo atual, a guerra de décadas entre palestinos e israelenses longe de acabar, justamente na terra onde Jesus nasceu. Apesar de ser católico e, viver num país eláico e democrático, não concordo com a CIMI (Conselho Indigenista Missionário) ou qualquer entidade religiosa em interferir na atuação do Estado de direito. No que tange a questão indígena, a FUNAI já é a responsável. Não se deve misturar Igreja com Governo. Que intenção a igreja tem em ajudar, através de advogados, “indígenas” que cometem crimes, talvez tão mais pesados quanto àqueles brasileiros que superlotam delegacias e presídios por anos, já que não tem condições de pagar assistência jurídica e serem soltos imediatamente!? OBRIGADO!!!! (Agrônomo e pequeno produtor rural).

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