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março 2011
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Heckel Januário em: PANTERA

Não se trata em absoluto de nenhuma beldade que algum hominídeo de mente poluída do sexo masculino possa imaginar, e sim da alcunha do cidadão Eduardo Reis, e o felino se apóia –conforme o próprio– em sua maneira serelepe no trato da redonda nos babas de campos e praias da Capitania dos Ilhéus, se arrogando inclusive de já ter alcançado a marca dos quinhentos gols.

Mesmo com essa magistral possibilidade do goleador se igualar ao genial Pelé, o foco se concentrou em outra característica: as suas “posições”, consideradas por Gonçalves (militar reservista do Exército brasileiro), um seu amigo do peito, como polêmicas ao extremo.

Eduardo Pantera, para os desatentos, militou como coordenador entre 2000 e 2003 no hoje quase falido Museu do Cacau de Ilhéus, ao qual, pelo lastimável estado falimentar da instituição, abro rapidinho um parêntesis para um pequeno lembrete: Ó, autoridades da Capitania e do Estado baiano, chega de desatenção. Se aquele acervo cultural e histórico for definitivamente pro beleléu, o Boris não hesitará em anunciar: “Isto é uma vergonha!”. E com toda a razão.

Mudando –após este apelinho dirigido aos sensibilíssimos poderes da Bahia– de pau pra cacete, como se diz, de prima o homem dá mostra de seu polemismo um tanto contraditório, ao afirmar ser católico, apostólico e romano em termos de religião, mas não titubeiar em defender veementemente o big-gang na formação do Universo. Matéria, anti-matéria e outros elementos da física quântica dele soam enfáticos deixando atônitos os que professam o catolicismo, como acontece com o conhecido ilheense –e fidelíssimo– Luis Castro (Luis Papa, pela sua afirmação religiosa). O surpreendente é que apesar da convicção da explosão na formação do mundo, ele jamais acreditara –impactando com a teoria defendida– ter o homem pisado na Lua. E se convencera que o feito foi uma invenção dos americanos para superar os soviéticos na chamada Guerra Fria.

Chegado a meter o bedelho em tudo, com referência ao carnaval acha que os do passado eram mais alegres, e aposta na volta das “marchinhas’ em virtude da má qualidade das músicas nas atuais festas de Momo. Perguntado, certa feita, a respeito da em voga polêmica impulsionada pela mídia entre Trio Elétrico versus Escola de Samba, a resposta fora de bate-pronto: “Rapaz, acontece que esses dois ícones cresceram demais, ficaram caros e fez com que afugentasse o povão, o folião menos aquinhoado”. Com o futebol, outra “paixão nacional” e, como notório, particularmente sua, não reluta em frisar que, quando o assunto é Copa do Mundo, países onde abundam diferenças sociais acentuadas, como o Brasil, não deveriam sediar esse tipo de evento. E no caso daqui, mesmo acreditando na possibilidade de resultados positivos, estes, acredita, não trariam os efeitos desejados devido à nossa “cultura da corrupção”.

Não se sabe ainda de seu parecer sobre o bombástico, inédito e recente acontecimento na Câmara dos Deputados, em que um parlamentar do PDT de Brasília abre mão de salários extras e de outras vantagens especiais a que tem direito. O ato, embora deva contrariar a maioria dos seus pares, pelo desgastado –e bote desgastado nisso! – conceito que a Casa possui perante a opinião pública, pode significar uma luz na tentativa de livrá-la da escuridão reinante. Agora, como o cara transfere a agilidade dos campos para qualificar o Congresso Nacional, ou seja, define-o simplesmente de “imoral” e, como tem lá seus modos de ver as coisas, vamos aguardar.


Heckel Januário.

2 respostas para “Heckel Januário em: PANTERA”

  • Caro Heckel de Paiva, você é o cara! Você perdeu o carnaval de Belmonte esse ano. Rapaz, saiu o Blco Baláio de Gato. Toda aquela galera antiga lá de Belmonte, saiu. Foi organizado por Zé Carlos Saldanha e seu irmão Hamilton que já veio com tudo arrumado de Salvador, camisas, adereços etc…

    Olá Heckel Januário de Paiva, você é o cara, suas crônicas são excelentes sempre, faz bem para a nossa alma, escreva sempre tá! Rapaz, você perdeu o carnaval de Belmonte esse ano. Saiu o bloco Balaio de Gato, Foi organizado por Zé Carlos Saldanha e seu irmão Hamilton, irmãos de Popô. Mas veio uma galera beleza, Cecílio lembra? Zé Carlos Stolze, Caçarí, aquele pessoal de Dr. Moisés Suzart, tudo regado a muita cerveja 0800, camisetas e as músicas todas daquela época e tocadas literalmente no metal(sopro). Foi muito emocionante, gostei muito, faltou você sinceramente!!!

    Abraço,

    Narbal Belém

    músicos

  • Narbal Belem says:

    Oi Narbal, não deu bicho, fiz até meio plano pra ir, mas não deu. Perdi, realmente perdi. E a galera de Dr. Moisés? Lembra, só tinha gata! Gostaria de rever a galera toda. Ó, incentiva aí a turma da organização do Balaio de Gato porque daqui a pouco vira um blocão, e isso é porreta.
    Valeu o incentivo pela crônicas, obrigado
    abraço
    H. januário

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