Transcrito do jornal “Correio de Ilhéus”
Edição de 4 de novembro de 1922
Hospital São José

Desde 1913, que o Cel. Antônio Pessoa, auxiliado por seus amigos, fundou a Santa Casa de Misericórdia, nesta cidade, e com ele o Hospital São José, que se instalou na Praça Dr. Seabra, sendo depois removido para a Rua Conselheiro Saraiva, funcionando em casas alugadas.

Elaborado por ele o compromisso, e aprovado, foram eleitos na mesma sessão os funcionários, cabendo a provedoria ao Sr. Coronel Rodolfo Mello Vieira.

Dois anos depois fora eleito provedor o Coronel Antônio Pessoa, o principal fundador dessa casa pia, o qual, sem perda de tempo, contratou a construção do prédio para o hospital à ladeira da Vitória.

Graças, principalmente, ao auxílio dos seus amigos, três dos quais, ao iniciar a obra, ofereceram 22 contos de réis, os Srs. Coronéis Miguel Alves, Henrique Cardoso e Rodrigues de Mello, os dois primeiros 10 contos cada um, e o último 2 contos de réis, ficou em três anos pronto o Hospital, recebendo o Engenheiro Gabba 93:000$000 de acordo com o contrato, e fazendo-se as instalações necessárias para a inauguração.

Comprou-se bomba elétrica, louça, mobília, roupas para os doentes, toalhas, camas, lençóis, colchas, colchões, fogão; fez-se um grande conserto na bica, que estava completamente estragada, gastando-se mais de 800$, aumentaram-se quatro quartos, um necrotério, mandou-se tirar os retratos de alguns benfeitores, etc, etc.

Todos os donativos recebidos pela Santa Casa têm sido publicados no Jornal e Correio de Ilhéus.

Da conclusão da obra do Hospital São José para cá, foram recolhidos ao Banco do Brasil, nesta cidade, 40:550$000, quantia que foi se retirando aos poucos, como vai se ver:

7:000$000 ao Sr. Joaquim Caribé da Rocha, pela aquisição de notas promissórias emitidas pelo Município, na importância de 12:000$; 5:000$000 por conta da Farmácia Central, comprada pela Santa Casa ao Dr. Luiz Machado; 3:250$000 provenientes de drogas compradas ao Sr. Amandio Mendes; 3:360$000 de alugueis do prédio à Rua Conselheiro Saraiva, pertencente ao Coronel Misael Tavares; 832$000, importância de camas e colchões, paga ao Sr. Henrique Lucas, representante de Antônio Ferreira Bastos; 1:194$000 ao Sr. João Da-Rin pela instalação do esgoto; 150$000 ao mesmo pelo conserto do motor; 260$000 aos Srs. Maximiniano & Gomes, por uma cômoda para a capela e por uma mesa de jantar; 184$ à Companhia Luz e Força; 550$ de ferros cirúrgicos comprados à Casa Mozart, na Bahia; 1:500$, por duas vezes, a Farmácia Vitória; 150$ de ferros cirúrgicos ao Sr. F. Costa; 792$ por duas vezes ao Coronel José Felix, de tabuado para a divisão das enfermarias; 200$000 por uma mesa para a sala das operações; 600$ para pagamento de remédios à Farmácia São José; 1:500$000 a Wildberger & Cia. Por uma fatura de drogas;…