Alfredo Amorim da Silveira em: “10TAQUES”.

Antônio Bispo Neto
Ou Tony Neto como era conhecido, nasceu em 23 de outubro de 1943, na Fazenda Santa Maria, Canavieiras, que na época pertencia ao município de Ilhéus.
Recém nascido veio para Ilhéus com seus pais adotivos, Antônio Bispo dos Santos e Maria da Gloria Teixeira, seus avos maternos, junto com dois de seus irmãos: Damiana e Cosme. Seus pais de sangue, José Souza Santos e Nair Bispo dos Santos, tinham mais seis filhos que ficaram em Canavieiras: Antonio, José, Diana, Marisa, Maria da Gloria, Alexandre.
Em 20 de janeiro de 1950 casou-se com Juracy Francisca dos Santos Bispo, com quem teve seis filhos: Antônio Emanuel, Simonides, Antônio Bispo Junior, Simone, Toni, Alexandre, Eduardo. Ficando viúvo em 1979, casou-se novamente com Márcia Carvalho com quem teve mais dois filhos: Tâmara e Thaiane Carvalho Bispo.
Começou sua vida radiofônica em 1957 na Rádio Cultura de Ilhéus. Em 1960 foi trabalhar na Radio Baiana de Ilhéus com Robert Assef, onde em 1965 tornou-se gerente, anos depois proprietário. Na Rádio Baiana, em companhia com Robert Assef, tinha o noticiário com debate, “A Verdade Bem Dita”, ao meio dia. Nos domingos à noite, às 22 horas, “O Canto da Saudade”, programa para a juventude.
Certa vez Toni recebeu um cartão postal da Holanda, de um cidadão holandês, dizendo que tinha ouvido a Rádio Baiana em seu país, Toni ficou todo entusiasmado, mostrava o cartão postal para todo mundo, falou até na rádio, só que a tal carta foi um apronte de Paulo Patury, que como era prático do porto de Ilhéus, pediu a um comandante de navio para postar o tal cartão no correio em seu país. Todo mundo falava pra Tony que era um apronte de Paulo, e ele não acreditava, até que resolveu perguntar-lhe, claro, Paulo negou. Só que semanas depois Tony recebeu um “TELEX” da Argentina, novamente de um argentino dizendo que havia escutado a “Rádio Baiana” em sua terra natal.
No começo da década de 1970 Tony foi sócio de Cenildo Pinto na Boate Cenin, que funcionava junto ao Restaurante Arrastão, da família Pinto, em frente à mangueira, na Avenida Lomanto Junior, no Pontal.
Também foi dono do Bar e Restaurante “O Tabuleiro da Baiana”, na Barra.
Lançou um dos primeiros trios elétricos da cidade, o Trio Iemanjá, que era o maior sucesso nos carnavais da cidade. Toni adorava música, e adorava recitar poemas. Pela beleza de sua voz, sempre era convidado para apresentar as festas da sociedade ilheense, entre elas o “Miss Ilhéus”, a “Festa das Rosas”, e a “Rainha do Cacau”
Faleceu numa segunda feira, 28 de fevereiro de 2005, no Hospital São José, com 62 anos de idade, de um câncer com o qual lutava a cinco anos, durante os quais nunca perdeu a alegria a esperança de cura, e a vontade de viver, Toni era muito otimista. Seu corpo foi velado na capela da Maternidade Santa Izabel, e sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Vitória, junto com vários parentes seus.



























































