Heckel Januário em: SEM DISTINÇÃO DO MATIZ NO PODER
As constantes evidências provam que o governo estadual e o da União –sem distinção do matiz no poder– não têm em pauta o Sul da Bahia, especialmente a Capitania dos Ilhéus, pois quando agem parecem ser na base do impulso ou, só da promessa.
Lembra que inesperadamente e inexplicavelmente as autoridades governamentais alegando pista curta, deficiência nos equipamentos de segurança, assoreamento, mais isso, mais aquilo, quase fecham por completo o Aeroporto Jorge Amado e o Porto Internacional do Malhado e deixam numa pavorosa a população local e regional? Mas você, caro ledor, acredita que dia desses um meio-mangangão do turismo baiano, fora enfático –respondendo a um radialista ilheense–, em afirmar que a cidade teria condições tranquila e calma de ser escolhida Centro de Treinamento da Copa do Mundo justamente por já ser dotada de aeroporto e porto funcionando!? Rapaz! fiquei pasmo! Serenei após a cabeça no lugar, afinal o que tinha ouvido estava “dentro” do contexto administrativo adotado.
Como está tudo como dantes, sendo notória a ausência de soluções para a plena funcionalidade dos logradouros, tal situação é a confirmação que a impulsividade governamental em apontar as deficiências é o suficiente, e tão somente.
Por outro lado, talvez para compensar o “modelo” administrativo empregado aqui nessas bandas sulbaianas, os governos não abrem mão de promessas planejadas. A base de cálculo é o pleito eleitoral e a depender da importância elas são postas em prática mais ou menos a um ou dois anos antes de cada eleição e, com muita ênfase no efeito persuasivo.
Aqui na Capitania como de praxe, pintaram novamente. Sem falar do controvertido complexo Porto Sul, a mais em voga é a da construção da nova ponte Ilhéus/Pontal e a da duplicação da BR-415 (Ilhéus a Itabuna). Não sei por que razão a da recuperação do Pólo de Informática ainda não mostrou a cara. Como nele não faz muito foi encontrada uma baita de uma cobra, o local deve estar mais pra um serpentário, ou resume o seu estado de abandono. É isso. Assessoradas por maquetes de grande estilo e revestidas com novas e sofisticadas roupagens o “planejadissimo ‘lero’ das promessas” é capaz de enganar até o mais esperto e conscientizado eleitor.
Outro bom exemplo desses traçados compromissos e nunca concretizados envolve a CEPLAC e sua institucionalização. Nos primeiros quatro anos de Lula, com eufóricos “companheiros” à frente, a Região Sulbaiana encheu-se de esperanças. Projetos e mais projetos surgiram e a frase “Desta vez sai” soava unissonante. O quatriênio havia ido pro beleléu, mas a luta, como no velho slogan, “continuava”, e a expectativa otimista, idem. O que então passou a dominar no meio da “companheirada” era que o “homem teve de arrumar a casa” para depois concretizar as demandas. O Sul da Bahia, como se sabe, votou em massa nas propostas do segundo mandato, mas pra aqui o “companheiro” nesse quesito, continuou “arrumando a casa”, e a identidade ceplaqueana, babau.
Heckel Januário


























































