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A cidade de Ilhéus tem um destino que não merece e achamos muito mesquinho como os políticos e administradores a trata, diante da sua grandeza de Terra de São Jorge, a Princesa do Sul!

A existência de um matadouro que tenha os requisitos normais de higiene, obedecendo aos meios de oferecer um produto de alimentação animal, mas, que sejam sadios e examinados por médicos veterinários, isentos de quaisquer atos de falta de respeito com a população, a exemplo de matadouros que não usam critérios, existentes em nosso país.

Temos ouvido comentários acerca de matadouros que adotam procedimentos no abate de gado, onde a sangria, esfola, evisceração, desossa e esquartejamentos são realizados diretamente no chão, em piso danificado, com infiltração e possibilitando de todo tipo de contaminação. Os restos de ossos, cabeça, sangue e outros resíduos sólidos, com alto potencial de contaminação, são acumulados a céu aberto em terreno ao lado do matadouro. Os efluentes líquidos gerados da atividade de abate de gado são descartados em terreno ao céu aberto, nas proximidades do matadouro, sem qualquer tratamento. Os usuários e trabalhadores do estabelecimento não utilizam uniformes, nem equipamentos de proteção individual e de higiene, assim como não receberam treinamento específico para essa atividade, enquanto a administração do estabelecimento sequer possui controle individualizado sobre as pessoas que atuam ali diariamente. O ambiente é insalubre, sem ventilação e iluminação adequada. Há desconforto térmico e falta de condições ergonômicas de trabalho. Existe contato físico direto dos trabalhadores com sangue e fezes dos animais a serem abatidos ou já abatidos, bem como as carcaças são conduzidas braçalmente pelos mesmos usuários.

Além de todas as questões enumeradas até aqui, ainda é de se ressaltar que um Município que se preocupa com a saúde da sua população, deve sempre ficar vigilante quanto ao licenciamento e alvarás competentes a fim de regularizar a atividade ali desenvolvida. Tem que haver realmente fiscalização permanente em todos os requisitos acima mencionados, evitando doenças para as pessoas que consomem os produtos animais.

Diante dessa exposição sobre a existência de matadouro para abatimento e atender as necessidades de fornecimento de carne bovina, suína e outros animais de abate destinados alimentos de seres humanos, vem a perguntar do povo de Ilhéus, se a nossa cidade está realmente bem servida nessa atividade comercial? Cabe aos poderes de fiscalização da Secretaria de Saúde Pública verificar e informar à população consumidora se está dentro dos parâmetros da normalidade, ou mesmo, em quais os açougues e matadouros os consumidores podem confiar e adquirir com segurança esses produtos, dentro do mais puro grau de higiene.

Voltando ao nosso antigo matadouro do Banco da Vitória, todos sabem que foi desativado há muitos anos e permanece abandonado. E, o que vemos hoje é que foi transformado em sanitário público a céu aberto em toda sua extensão, sendo local para pessoas sem juízo e amor próprio, fazer uso diário de drogas de todas as qualidades e periculosidade para a vida humana. Quem ocupa hoje as dependências desse prédio, “finado” matadouro, são os urubus pela fedentina ali existente, deixando os moradores desse tão populoso local de Ilhéus, revoltados com o descaso da administração pública.

Conversando com alguns moradores do Banco da Vitória, eles lamentaram profundamente essa situação e indagaram por que ali, quando da sua destruição, não foram utilizados meios para que aquele prédio tombado tivesse outro destino de recuperação e construção de um Ginásio, Grupo Escolar ou mesmo um mercado de artesanato, oferecendo estudos e trabalho para principalmente, jovens carentes de desenvolver-se e muitos até sair da vida de inércia, criando dinamismo para um futuro feliz e promissor.

“Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço, mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria.” (Charles Chaplin). “Se muitas vezes as pessoas nos decepcionam – é porque esperamos mais do que elas estão preparadas para dar dentro do contexto em que vivem em seu grau de compreensão”. (Val Slíepen).

Os políticos estão brincando com o povo que está dormindo em sono profundo e não abriram os olhos para sentir a sua força nas urnas!