Todo final de semana a história se repete. Os moradores estão cansados quando fazem uma verdadeira peregrinação humilhante em busca de soluções. Todas as autoridades já têm conhecimento e nada, absolutamente nada é feito para, pelo menos, minimizar o sofrimento daquela gente.
A praça da subida do Barravento até a do Tamarineiro vira um inferno para quem tem a infelicidade de morar ali ou nas imediações. Todo final de semana morre gente por tiro, facada, pedrada, enfim, é morte certa. O som é com volume máximo, as paredes e passeios das casas são transformados em sanitário público. O consumo e comercialização de drogas correm solto, as transas são de maneira escancarada. O inferno se instala no Malhado todo final de semana.
DESABAFO EM FORMA DE COBRANÇA
“As famílias perderam para os bandidos e o que está sendo considerado como mais grave disso tudo:
Nenhuma ação é montada para dar um basta nisso. Ninguém está conseguindo conviver com essa desatenção, desrespeito, descaso por parte de quem tem o poder de evitar que essa desumanidade continue acontecendo. Dormir, descansar, ler, ver um filme ou mesmo falar ao telefone é coisa do passado. Os homens de bem perdem noite, crianças tremendo nos braços das mães e, ao som enlouquecedor, a bandidagem sapateia em cima do povo sério e honesto que querem apenas sossego. As autoridades… compartilham e dizem com todas as letras que se f… os moradores
O apelido, carinhoso, de Malhadinho de Açúcar está, em ritmo acelerado, desaparecendo”.