CURSO DE HEBRAICO NO PONTAL DE SÃO JOÃO
(Tv. Bomfim 104)
ivrithamehudas@hotmail.com
No mapa das familias linguisticas do mundo aparece uma grande mancha compacta, abrangendo todo o Norte Africano, parte do Mediterrâneo e Oriente Médio, representando a presença das línguas “camito-semíticas”, onde estão o árabe, aramaico, haussá, egípcio antigo, geez, maltês e o cananeu, adotada mais tarde pelos hebreus. Muitos radicais desta familia passaram às linguas indo-européias, incluindo o pertuguês. Assim, as palavras portuguesas sandália, mercado, amém, aleluia, mazela, alfaiate, alcova e muitas outras tem correspondentes semelhantes naquela língua. Quase 15 000 000 de pessoas no mundo podem falar hebraico. Um porcento da população mundial.
Embora o primeiro livro conhecido, nas américas, em hebraico, tenha sido registrado em na Vila dos Ilhéus, no S. XVI, só agora aqui aparece o primeiro curso formal enfocando esta língua. Este curso agora oferecido foi dimensionado para atender a um grupo de cerca de vinte grapiúnas desejando se aprofundar no conhecimento da tradição judaica, que é baseada na Bíblia, esta em grande parte escrita em em hebraico.
O método a ser utilizado, “Elef Milim Ha Mehudash” (Mil Palavras-Renovado), foi criado pelo linguista israelense Aharon Rozen com o intuito de familiarizar com esta lingua as multidões de imigrantes que chegam a Israel, sem falar o hebraico.
O Centro de Estudos Afro-Orientais, da UFBA, já ofereceu cursos de hebraico, desde os anos de 1970.
O professor (voluntário) em cargo deste programa é formado num dos cursos de hebraico básico oferecido pelo Estado de Israel (Ulpan yad Mordechai, 1977). Será um curso destinado àqueles que hoje, em hebraico, só falam “shalom”, “aleluia” e “amém”.
Se observa um crescimento no interesse por esta lingua, em todo o mundo, entre os hebreus e seus descendentes e entre simpatizantes da cultura do Povo de Israel. Xuxa Meneghel “arranha” hebraico; Assíria (Pelé) Arantes do Nascimento, idem. D. Pedro II falava e lia, bem, o “IVRIT”; a Torá manuscrita em pergaminho que ele usava no seu estudo integra hoje o acervo do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista (UFRJ).
Como qualquer lingua, o hebraico pode ser comparado uma cebola, com suas capas sobrepostas. A camada mais antiga da lingua, o “hebraico bíblico”, possui apenas cerca de
8 300 palavras, aí incluindo-se todos os patronímicos e topônimos (nomes próprios e de lugares empregados). Com um patimonio vocabular relativamente tão pequeno os antigos sábios hebreus registraram toda sua literatura filosófico-religiosa que estofa esta nossa chamada “Civilização Ocidental”.
Durante muitos séculos o hebraico foi falado em Israel, até que o Arameu (aramaico) a língua de Aram (Damasco) se tornou a língua diplomática de toda aquela região. Dois mil anos mais tarde, no limiar da restauração do Estado de Israel (1948), as diferentes comunidades judaicas da Palestina, naturalmete, recomeçaram a falar nas ruas a língua das suas rezas, conhecida por todos. Eliezer Ben Yehuda, linguista lituano, dedicou toda a sua vida a estudar a lingua da Biblia, compóndo um megadicionário histórico com dezenas de volumes. Os termos do “Hebraico Bíblico”, o núcleo mais antigo da lingua, todavia numericamente pequeno, corresponde a uma grande parte utilizada no dia a dia do hebraico atual.
Shalom,
Guilherme Albagli de Almeida




























































Você teria Ivrit Me? Bereshit Alef de Nili Ganani, vol 1 e 2?