Heckel Januário em: BLABLABLÁ DE UM VASCAÍNO
Como no 2011 foi só alegria, antes que acabe, o brado do torcedor não poderia faltar: Vascôôô.
Não deu pro de “É campeão”, mas bem que mereceu. Lembra daquela penalidade não marcada ali pelos quinze minutos iniciais em cima do Diego Souza? Pois é bicho, longe de ser alguma madame Beatriz, mas se o árbitro não tivesse errado com certeza absoluta nas bandas paulista o psicológico do Timão (?) teria ido pras cucuias e adeus pretensões corintianas. Mas, o empate no Engenhão? Qualé nada, qualé nada! Deixe a incerteza para algum flamenguista inconformado! Ora, rapaz, com o pênalti convertido mais o de cabeça do próprio Diego naquela pintura de lance, evidentemente com o placar de no mínimo 2 a 0 e com a tranquilidade em campo reinando pró Vascão, a fatura estaria liquidada. Vá lá 2 a 1 descontando a choradeira.
Ò companheiro, não diria cópia fiel não, para não ser pretensioso, mas que existe uma semelhança retada do Trenzinho de São Januário com o formidável Barça, o melhor do mundo, não resta à menor dúvida. Fala sério: Foi ou não foi bonito ver o Trenzinho jogar? Foram ou não foram de encantar aqueles toques de bola rápidos e, ao sabor da peleja, como uma banda de música harmoniosa, a mudança de ritmo? E você que entende do babado dever ter notado, tirando o grande Dede e mais uns dois, que a formação não era de notáveis, por outro lado primava pelo fundamento básico do futebol: equipe. Notou?
Abalada pelo repuxo de duas competições, não houve o grito esperado, mas pelo que apresentou, pelo belo futebol jogado, repito, merecia, pelo menos, umazinha. Reconhecendo a grandeza nas conquistas do 2º lugar no Brasileirão e 3º no Sulamericano e do primeirão da Copa Brasil, a torcida parecendo combinar com o verso do hino “Tua imensa torcida é bem feliz”, continua ovacionando o clube.
Provas do desempenho vascaíno, embora sem papar os dois títulos, são indicadas pelos 5 prêmios recebidos da CBF, e pelo entusiasmo da torcida ao adotar a do Doutor Sócrates que ser campeão não é o mais importante, iniciando um comportamento diferente diante do tropeço. Para o torcedor brasileiro investido do absurdo de achar que “vice” é igual a último, é uma revolução. Mesmo porque após a pesquisa rolada por aí provando ser o clube da Gávea o detentor de tal liderança, a gozação flamenguista esfriou, e depois vice é melhor do que “quarto”, ou não é?
É isso aí amigo, como afirma o velho conceito, nem sempre vence o melhor. Naturalmente com o convencimento do camuflado Vanilton “Varig” e o exaltado Renatão “da Fazenda” ––rubro-negros e assíduos espectadores do bar do vascaíno Borrachinha– de que o time da Colina esteve exuberante, jogou o fino da bola, e que deverá servir de modelo, de filosofia de jogo para a Seleção Canarinho.
Gozações à parte, para mim, sinceramente consideraria insossa e um tanto quanto desmotivadora, uma disputa sem a sadia rivalidade de Flamengo e Vasco no meio, e inconcebível, continuado com os exemplos aqui da Capitania dos Ilhéus, um Bahia de Dr. Walter Costa na série A e um Vitória de Anísio Cruz na B, assim como um Colo Colo de Filé disputando a segundona do baianão.
Saio dos gramados parabenizando o Corinthians e corintianos por merecedores sim, do Brasileiro. E dizendo –por fazer parte da brincadeira, da sacanagem de um desportista– para esquecerem a ? inserida. Aos vascaínos, as saudações.
Heckel Januário




























































Também sou vascaíno e concordo que fomos muito prejudicados pela arbitragem,principalmente no jogo contra o flamengo, em que só o juiz não enxergou o Diego ser puxado pela camisa dentro da grande área. Concordo também que o resultado deste jogo poderia mudar o resultado do jogo no Pacaembú.
Agora, convenhamos, o vascão perdeu para ele mesmo! Alguns resultados foram inesperados e vitais, como por exemplo: os empates, em pleno São Januário, para o “Baêa” e o Atletico Goianiense. Isso sem falar no empate com o São Paulo, no mesmo estádio, em que o goleiro que substituia Rogério Ceni, operou milagres. Isso eu posso afirmar, pois lá estava torcendo para o meu vascão. Ainda houve o jogo contra o Palmeiras, no Pacaembú, em que o vasco estava ganhando e deixou o verdão empatar. Coisas do futebol!
Mesmo assim, resta um consolo: chegamos ao vice jogando uma bola mais redonda que o tal Corinthias, e , moralmente, merecíamos o título.
Também concordo com vc Augusto, o nosso Vascão perdeu alguns pontos bobos que lhe fizeram falta, mas acredito que apesar do merecimento Corinthians, o time vascaíno jogou o melhor futebol da competição e também merecia levar o título.
Valeu
HJ