Que venha essa mulher depois de algumas chuvas me prendendo de tarde em sua teia macia de veludo, que me fira e me devore com os olhos cheios de imensos afetos e de forma suavemente doce e carinhosa me penetre em tudo.

Que me venha essa mulher talentosa, compreensiva e de rosto meigo e abraços carinhosos e exatos para mim, e mesmo com desejo agreste, com seu cheiro de mato, me prenda de noite em sua rede de braços e encantos; que me venha com sua força esplendorosa e aquele gosto de desbravar, me transformando em mata para percorrer o meu corpo devagar; que me faça como se eu fosse um rio, para se deixar naufragar; que me salve essa mulher com sua febre quente que queima; que me prenda no espaço de seu avanço demasiadamente louco, com seu passo provocante de fogo; que me venha essa mulher, que na ânsia provocante me arranque do sono; que me venha essa mulher que me amasse e não machuque nem um pouco, que eu sinta um prazer de algo estranho e inesperadamente fabuloso, que me faça sentir amor e adormecer, nada entendendo e sonhe vibrando em seus meigos encantos!

Que me venha essa mulher simples e iluminada de intensas paixões na força do seu gosto de desbravar o meu interior e ansiosa para desvendar os mistérios existentes dentro de mim, e que nem eu mesmo os sei, e que eu fique deslumbrado ao conhecê-los!

Que me faça sonhar com matas e florestas, sentindo as chamas de amor como uma fera acariciando sua fêmea! Fazendo com que dentro mim exista uma explosão de um verdadeiro homem e nessa incontida volúpia de êxtases, transforme o meu ser, causando deliciosos e ardentes momentos sufocantes entre nós. Peço apenas que eu possa seguir suavemente adiante, desvendando seus segredos íntimos, provocando um grande e inesquecível vendaval de um macho viril, numa avalancha num leito de força atrativa, trazendo alento, nos acalmando os nossos instintos, atingindo todos os mais vibrantes sentimentos e que sejamos ardentes como o sol e seguros como uma fortaleza igual ao vento!

Que ao sentirmos a imensidão de todos os caminhos abertos à nossa frente, possamos vislumbrar a nossa história de grandes descobertas projetadas sobre nossa vida, vendo que a felicidade não se multiplica, quando deixamos de fazer a divisão exata das nossas necessidades de atingir o máximo da paz interior e alcançar a margem que trás aquilo que chamamos “um corpo só numa mente sã”. Assim procurei e achei os laços incontidos do amor na renúncia de bens materiais, mergulhei no sacrifício para a conquista da vida e nessa maravilhosa etapa encontrei as forças necessárias conquistando as eternas vitórias, hoje sou um filho de Deus feliz que atingiu o bem maior da construção da escolha de uma boa, humilde e digna família.

Eduardo Afonso

Ilhéus – Bahia

73 8844-9147