Faltou respeito a MÃE CARMOZINA, 93 anos de idade, mais de meio século a frente das festas populares, sempre prestativa e conciliadora a tudo e a todos. Pela primeira vez em 30 anospresenciei esta guerreira se aborrecer e cobrar alguma coisa.


Deixaram mãe Carmozina, suas filhas e filhos de santo e todos dos blocos afros que participaram da festa de São Sebastião até as 16;30 esperando o ônibus retornar de Sambaituba (foi levar o terreiro de Pai Toinho) para leva-los de volta para seus terreiros e sedes, ou seja, só deixaram um único ônibus para fazer o traslado dos participantes e desmobilizar a “produção” da festa
Depois de muita confusão e cobranças sobre a única pessoa que ficou para resolver as falhas da “ produção”, o Carrasco (sindicato dos estivadores), conseguiu-se que a empresa São Miguel mandasse dois ônibus para transportar mais de 150 pessoas.
E ainda, o transito não estava controlado na chegada do cortejo a igreja. Um turista desavisado e que se diga também sem nenhum bom senso, saindo de ré do estacionamento do Ilhéus Hotel , quase atropela os participantes, que alí passavam.
Não aguentei ver tamanha falta de respeito as festas populares de nossa Ilhéus. Em Salvador não acontece isto (a Prefeitura / Bahiatursa) juntamente com a comissão organizadora dos festejos assumem a produção dos eventos através de profissionais existentes em seus quadros de servidores.
Pra variar, me postei na frente do veículo para impedir que avançasse contra o cortejo, e aos gritos batendo no fundo do carro para parar e depois na frente (capu) exigia respeito a tradição, aos ilheenses e a minha cidade. Quase acontece o pior.
Exato momento em que passava a comitiva do prefeito e seu secretários, espero que corrijam as faltas na festa de Iemanjá, no próximo dia 2 de fevereiro.
Como sambemos, nada se faz sozinho, mas, nada se faz também em grupo sem coordenação.

Fica a observação de quem tem anos de produção profissional e responsável em eventos.
Posso ajudar?


lucerqueira