Sobre a Poluição Sonora
Patrícia
Estava pensando ontem à noite sobre o boicote “Todos Contra a Poluição Sonora”.
Lembro que antigamente acordávamos ouvindo o canto do galo, dos pássaros e à noite dormíamos com o som dos grilos. Hoje em dia muitas vezes somos acordados com o carro de som gritando: “MAMINHA EM PROMOÇÃO!”, “OLHA O CHUPA MOLHO!”, mas duro é tentar dormir à noite em plena segunda –feira às 23:00hs enquanto o som potente do vizinho toca “nossa, assim você me mata, ai se eu te pego”. Isso sem contar ás vezes em que fui dormir ouvindo por livre espontânea pressão “se me odeia deita na BR”, confesso que quase fui, pois na BR acho que conseguiria dormir. Se eu te pego vizinho, ai se eu te pego…
Poluição sonora ouvimos também nos ônibus, aonde pessoas insistem em tocar suas músicas em alto e bom som em seus celulares, como se ignorassem o fato de que na caixa do celular veio um fone de ouvido junto. Pode ser implicância minha, mas nas minhas viagens de ônibus com essas pessoas a música NUNCA era boa, a impressão que me dá é que essas pessoas são muito generosas e querem compartilhar com o mundo seu gosto musical peculiar. Vi que a Globo lançou um “jingle“ de carnaval conscientizando as pessoas para não urinarem no chão, podíamos lançar um também conscientizando sobre o uso do fone de ouvido no ônibus: “Ela sai de saia e de bicicletinha e se for de “busão” coloca o fone na orelhinha…”
Enfim, espero que o boicote se expanda e surta efeito, mas temos que lembrar que esse ano é eleitoral e logo “vai rolar o tche tche re rê”. Eu como sou precavida já estou fazendo meu estoque de algodão para ouvido, pois em breve os carros eleitorais com versões super criativas de músicas famosas vão tocar em toda parte, aí sim ouviremos a poluição sonora! E no mesmo ritmo das musicas eleitorais espero que os eleitos cumpram com suas promessas para que não precisemos cantar uma música especial para eles: “mentes tão bem, que parece verdade o que você me fala, vou acreditando…”
E assim encerro esse texto com a consciência de que “mais reclamadora do que eu: só papai, só papai…”




















































