Por Anna Karenina de Oliveira
nº 4085/BA annakdeoliveira@gmail.com

A arte milenar de massagem para bebês, a técnica da Shantalla, agora pode ser aprendida em Ilhéus através do curso que começa neste mês de abril, na Escola Mondrián, com turmas iniciais nos sábados do dia 21 e 28 deste mês, das 8 horas ao meio dia. Mães, professoras, babás, enfermeiras, avós, madrinhas e todos aqueles que amem suas crianças podem adquirir os fundamentos da Shantala, que serão transmitidos através de treinamento teórico e prático pela Terapeuta Corporal Ayurvédica de Salvador, Rita Barros. A profissional aliou a filosofia Ayúrveda, a Ciência da Vida, que traz a longevidade, com a proposta que a diretora da Escola Mondrián, Maria Isabel Midlej tem de promover a qualidade de vida de seus alunos, aliando saúde, bem estar e desenvolvimento. Todos os interessados, inclusive o público das cidades vizinhas como Itabuna e Itacaré e demais municípios estão convidados a participar e se encaixar nas turmas desta primeira edição do curso. Basta inscrever-se no contato (73) 3231-2352.
Durante o curso, além dos fundamentos, os participantes vão adquirir conhecimentos em relação ao material a ser usado, contra indicações, toque, deslizamento, manobras, óleos essenciais, cores e anatomia das emoções. Além disso, o curso inclui um CD suporte contendo, livro, músicas, vídeo, fotos, comentários, passo a passo, pontos para aplicação da Cromoterapia e modo de usar Aromaterapia, terapias que também serão introduzidas no curso.
Os benefícios são vários, mas podem ser destacados o enrijecimento da musculatura, desenvolvimento das articulações, fortalecimento do vínculo mãe e filho e do sistema imunológico, estímulo da concentração e o sentido tátil, humanização mãe e filho, estímulo da coordenação motora, dentre outros.
Para maiores informações, ligue (73) 9983-6494, para inscrição (73) 3231-2352. Acesse: www.decassiabarros.blogspot.com

 
Saiba mais sobre a Shantalla

 


A terapia integrativa oriental de massagem para bebês e crianças, surgiu na Índia e cada vez mais tem sido procurada por mães em todo mundo. Aprender a arte que sempre foi hábito materno de rotina das mulheres indianas, no cuidado com seus filhos, tem se tornado uma necessidade no Ocidente. A técnica tem sido bastante estudada na França e a cada dia o número de pesquisas científicas cresce para comprovar os seus benefícios.
Numa calçada pública em Calcutá, na Índia, uma mulher paraplégica sentada sobre as escadarias do rio Ganges, massageava seu bebê, enquanto um ambiente hostilizadamente caótico se desmanchava na paisagem. O nome dela era Shantalla. E foi esta cena que aguçou a percepção e sensibilidade do médico francês Frédérick Leboyer, a identificar naquela massagem a beleza e a harmonia nos movimentos de Shantalla em seu filho, homenageando-a com seu nome para identificar o estudo que ele desenvolveu desta prática. Shantalla é uma técnica indiana milenar de massagem para bebês e crianças voltada para mães, pais, gestantes e avós se comunicarem corporalmente com os pequenos. Surgiu no Estado de Kerala, no Sul da Índia e a Shantalla inserida na filosofia ayurvédica, representa o primeiro toque prático da ciência que estuda e exerce a longevidade, a Ayurveda (Ayur= vida, Veda=conhecimento, ciência).

Desde o nascimento, o bebê já pode receber as primeiras palpações da mãe, que através desta arte oriental, aplicada até os doze anos de idade, vai fortalecer os laços com o filho e proporcionar uma infinidade de benefícios para a criança. De acordo com a terapeuta corporal Rita Barros, a Shantalla auxilia no desenvolvimento dos sistemas corporal físico, psicológico e emocional, e ajudará bastante nos dias difíceis da criança. À medida que essa técnica de massagem vai sendo aplicada, o sistema imunológico do bebê é favorecido com o estímulo da produção de mais linfócitos -responsáveis pela defesa do organismo-, assim como há os estímulos táteis, auxílio na coordenação motora, o contato visual, desenvolvimento psicológico, reflexos, atividade muscular, desenvolvimento e fortalecimento das articulações, estímulo aos órgãos internos, estímulo à curiosidade, noções de limite, entre outros. As contra indicações na Shantalla são para crianças com apresentação de febre, infecções e nos dias que estiver sujeita a tomar vacinas.
“Além de facilitar a vida cotidiana das mães, auxilia na praticidade e intimidade na relação mãe e filho. Também é uma alternativa de socorro em casos de urgência, em que você precisa dar um alívio rápido ao seu filho até o momento em que o médico possa atendê-lo”, explicou Rita Barros, e acrescenta, “quando você percebe o limite entre um corpo e o outro corpo, você tem a nítida compreensão de limites, direitos e deveres, que serão compreendidos depois, mas a essência já é incorporada no aprendizado da vivência”. Ela argumenta que a atenção materna vai estar mais ativa, assim como a linguagem no vínculo mãe e filho. “Você vai percebendo a personalidade da criança e a individualidade do seu filho. É um diálogo sem palavras, onde quem fala é o inconsciente para outro inconsciente, em que essa comunicação vai estar registrada nos dois e não se perde, porque fica registrado no corpo, como definiu o psicanalista Ricardo Rodulfo ‘são como desenhos no corpo, desenhos fora do papel’”, destacou a especialista.
Para melhor manuseio, deslizamento, palpação, pressão, aconchego, exercícios e movimentos próprios da técnica da Shantalla, os óleos vegetais devem ser sempre utilizados. A pele da criança é aquecida e a troca e o diálogo entre os corpos são facilitados. O óleo de coco da praia, rico em vitaminas A e E, é o mais indicado para uso, pois contém substâncias que o bebê já conhece, o ácido láurico, presente no leite materno. Mas também têm os óleos de amêndoa doce, sementes de uva, palmiste, macaúba, também podem ser aplicados.
O tempo de massagem varia de acordo com a idade da criança, para os recém-nascidos ao primeiro ano, a massagem evolui de 5 para 30 minutos. De 1 até os 5 anos de idade, dura 30 minutos, de 5 aos 12 anos, a Shantalla acontece durante 40 minutos.
Além de terapeuta corporal, em Yoga Massagem Ayurvédica, técnica de Kusum Modak lecionada por Ma Bodhigita, a soteropolitana Rita Barros é fitoterapeuta pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), complementando sua formação com os cursos de Aromaterapia, Psicoaromaterapia, Florais de Saint Germain e de Bach, Iridologia, Emotologia, R’XA (Reiki) e Holocromos. Residente em Ilhéus-BA, Barros identifica na cidade um campo favorável para atendimentos e oferecimento de cursos de Shantalla. Ela predispõe incorporar a aromaterapia e a cromoterapia na Shantalla através da introdução de cores e aromas para tratamento de algumas patologias infantis costumeiras, como as cólicas, stress, dor de cabeça, diarréia, falta de apetite, ansiedade, euforia, entre outros.

“Sim, os bebês tem necessidade de leite,
Mas muito mais de serem amados e receberem carinho
Serem levados, embalados, acariciados, pegos e massageados”.
LEBOYER, médico francês que “descobriu” a técnica, autor do livro “Shantalla, massagem para bebês: uma arte tradicional”.