O Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, do governo Federal tinha tudo pra dar certo, na região cacaueira, não fosse a ingerência de algumas autoridades, que por falta de banco de escola, não sabem diferenciar desenvolvimento sustentável de propaganda política eleitoreira, sem anuência do Poder Judiciário. Nesse caminhar, nenhuma pessoa de sã consciência arriscaria investir milhões de reais em obras faraônicas e desnecessárias como um novo aeroporto e um porto, sem que antes sejam feitos levantamentos, como: um profundo e competente estudo de impacto ambiental, que gere um relatório, dando uma dimensão exata do que é possível ser feito, sem necessidade de; no futuro se responsabilizar criminalmente quem quer que seja. Não acreditamos, contudo, que o governo Federal descumpra os princípios constitucionais, nem as leis ambientais, consideradas como as mais avançadas da América Latina.

É do conhecimento da comunidade cientifica e dos órgãos ambientais que o litoral baiano é rico em biodiversidade marinha, e que no local onde se pretende construir um novo e desnecessário porto esta situado entre duas APAs, Área de Preservação Ambiental da Lagoa Encantada e Área de Preservação Ambiental de Serra Grande. Que se porventura, as obras tiverem inicio, irão destruir recifes de coral, áreas de manguezais, restinga, área de gerenciamento costeiro entre outros, o que não é concebível. Haja vista, o porto internacional de Malhado em Ilhéus ainda não esta concluído. No entanto, duas razões podem permitir tais construções; uma é se o governo pretende desativar o porto de Ilhéus mesmo com as obras inacabadas a segunda e mais forte é se o dinheiro está sobrando, após o PT ter acabado com a fome de 72 milhões de brasileiros, que ainda dependem de sobras e migalhas para sobreviver. Possivelmente, o programa “fome zero” tenha sido ressuscitado e ninguém ficou sabendo.

Quanto à construção de um novo aeroporto na zona norte, parece falta de conhecimento técnico. Neste caso, é bom alertar o Ministério Público sobre os riscos que a construção de um aeroporto naquela área pode causar. Senão vejamos; o aeroporto Jorge Amado, localizado no Pontal, com seus 58 anos de construído sempre ofereceu segurança absoluta tanto nos pousos quanto nas decolagens, pois, as suas extremidades, são em direção ao mar e em direção ao rio cachoeira. E nunca se registrou um acidente.

Voltando os olhos para a área onde se cogita a construção de um novo aeroporto, a primeira coisa que vemos é uma cadeia de montanhas, que tem inicio no Iguape e termina em Itacaré. O nosso clima, permite brisa entre suave 12 km hora e forte 38 km hora, nos horários entre 11:30 e 19:00. Em que coordenada geográfica se pretende colidir uma aeronave contra a montanha em procedimento de pouso ou decolagem? Quanto aos impactos ambientais que essas supostas construções irão causar, será o equivalente à 1.114 hectares de vegetação nativa da Mata Atlântica, totalmente destruídos.

Não seria bom, já que tem tanto dinheiro sobrando, mandar vários companheiros pra escola, principalmente aqueles que acham que cachaça é água?

(ALMEIDA, José Iram)