por Miguel Abreu

(Resenha do artigo de Hinohara Shigeake, publicado na Rev. Nipponia, N.29, 2004 (http://web-japan.org/nipponia/, )

A expectativa de vida dos japoneses é de 78 anos para os homens e 85 para as mulheres, índices que aumentam a cada ano, sendo creditada à sua alimentação tradicional uma importante influência neste processo.

“Iti Ju San Sai” é o nome do cardápio típico do Japão, desde o Séc. XIV, adotado primeiramente pela classe dos samurais.
Arroz cozido na água pura, sopa de missô e três pratos de acompanhamento, onde estão o peixe (crú, cozido ou gralhado); um prato condimentado de raízes (inhame, cenoura ou nabo) cozidas com alga kombu ; e um prato de soja ou seus derivados (tofú, nattô) com shoyu ou vinagre adocicado. Sempre consomem algum picles de vegetal (nabo, pepino, acelga, etc.). Preferem os vegetais da estação, pois são mais saborosos, dispensando maior acréscimo de condimentos.

O arroz é rico em lecitina, útil para o cérebro; oligossacarídeos, bom para o intestino; ácido gama-aminobutírico, que controla a pressão arterial.

A soja ou seus subprodutos tem 35% de proteínas, quase igual à carne. Tem polifenóis e isoflavina, que regeneram a osteoporose, comum nas mulheres da meia idade.

O peixe contém docasahexafenólicos (DHA), bom para a memória e o aprendizado; ácido eicosapentenóico (EPA) que estimula a circulação sanguínea. Ali, quem come peixe dia sim, dia não, tem 30% menos chances de infarto.

O gergelim preto, torrado, usado como condimento, é bom para o cérebro e a ameixa em conserva “umeboshi” purifica o sangue.

O chá verde (em pouca quantidade) retarda o envelhecimento celular ( muito, eleva a pressão arterial );
em Shizuoka, onde se produz e se consome a maior quantidade de chá, no Japão, o câncer aparece 20% menos que no resto do país.