Vira e mexe eu lanço mão dos ensinamentos promovidos pela Gringa da Rua da Linha. O momento motivou a lembrança de um desses ensinamentos. A Gringa, a mesma que vivia dizendo que “gente burra tem que morrer” constumava repetir com frequência:

Fazer AMIZADE é fácil.

Difícil é conservá-la.

Estou acompanhando, daqui e dalí, alguns atritos, muitos deles carregados de energia ruim entre velhos amigos aqui da nossa boa terra. Esses velhos AMIGOS, ao que parece e  mostram, não internalizaram o sentimento que move uma eleição. Não consigo entender como deixam de lado anos e anos de bate papo, de barca, de troca de confidências e, assim que a “ideologia” aponta na esquina, o bate boca começa, as agressões se sobrepõem ao diálogo, os abraços que até então caracterizavam os encontros sendo substituídos por um “levantar” brusco, uma cara carregada de ódio em substituição ao largo sorriso de meses/anos anteriores, a rispidez de uma indireta/direta no lugar de uma piada de outrora e ai, nesse ‘engalfinhamento’, tantas coisas e histórias bonitas vão ficando para trás.

Por tudo que já vi nessas 4 décadas na frente, no lado e nos bastidores de uma eleição/campanha posso assegurar que isso, que essas atitudes  não levam a nada. Pelo contrário: é RUIM PRA CARAMBA o pós eleição. Não frequentar mais os mesmo lugares, quando vai fica deslocado porque perdeu a naturalidade/espontaneidade, aquela confiança das confidências e segredinhos de pé de orelha deixam de existir DEFINITIVAMENTE e a saudade dos velhos tempos passa a funcionar como nostalgia e ou arrependimento tardio.

No parágrafo anterior fiz menção ao tempo de estrada abrindo caminho para um episódio acontecido numa dessas eleições/campanhas na nossa Ilhéus. Vejam, caros amigos envolvidos nessas contendas, como foi o desfecho:

Num comício no bairro do Malhado, reta final, gente pra caramba aconteceu um tumulto que metade dele foi parar na litorânea e a outra metade na avenida Itabuna. Detalhe: o comício foi na praça do Tamarineiro. Nesse mesmo dia recebi uma ligação de Salvador para combinar a cobertura de um evento no Transamérica. Topei a empreitada de entrevistar o governador e uma ruma de gente importante.

Com os equipamentos azeitados fui pra lá e quase tive  um piripaque quando cheguei naquele mundão de hotel. Numa mesa, na beira da piscina, tomando uma bebida que saía de uma garrafa mais enfeitada do que árvore de Natal, os dois fomentadores daquele tumulto, Os ferrenhos adversários ali, na maior folga do mundo, propondo apostas, gargalhando e enquanto tudo isso acontecia no hotel os de cá eram atendidos nos hospitais, em casa, uns com tiro, outros com facada, outros com pedrada…

Gostaria imensamente de testemunhar, antes de domingo, que os brigões se acertem, deixem essas picuinhas de lado, preservem a AMIZADE e vença quem o povo quiser. Mantenham a amizade, defendam, proponham, discordem mas sem risco de, na segunda, amargar uma ressaca moral e conviver com novos desafetos que um dia foram chamados de AMIGOS.

Parem e pensem !!!!!!

Bjão pra todos e fiquem com DEUS (Sempre!).

Rabat.