Não sou e nem pretendo ser cientista político e sequer jornalista, apenas por vir de uma escola (CEPLAC) que teve início com a comunicação entre setores sendo feita através de memorandos, circulares e comunicados escritos nas tradicionais máquinas Remington e Olivetti, aprendi e gostei de redigir correspondências.
A era do computador veio um tempo adiante e veio pra ficar.
Com meu amigo, colega e irmão Rabat, comecei a escrevinhar alguns comentários para jornais da cidade, e com a chegada da era digital e também com o jornalista de ofício Rabat, continuei a dedilhar “meus dedinhos” no teclado do computador.
A minha linha de ação é falar a linguagem do povo, com palavras simples, tudo que a maioria gosta de ler e às vezes não tem oportunidade de se expressar.
Portanto, esse é o meu perfil, com a cidadania acima de qualquer suspeita, orgulho-me disso.
Esses oito últimos anos, que pode ser acrescentado aos quatro anteriores, pois permitiu que a desgraça viesse e se implantasse, não serão jamais esquecidos.
O que essas turmas fizeram com a nossa cidade foi de uma maldade, de uma perversidade nunca vista, os ilheenses comeram o pão que o diabo amassou.
Está chegando o fim de mais um tsunami, a cidade resistiu bravamente e espera a chegada de um novo gestor público (conhecedor profundo das mazelas) e, claro, dias melhores.
Fizeram de um tudo para atingir as belezas naturais da bonita Gabriela, mais aí tem o dedo do Senhor Deus e ele se fez presente e esbarrou a suja intenção.
A Gabriela continua linda por natureza, mas o seu povo, o seu município está destruído, sofre de tanta malvadeza, de falta de respeito, de irresponsabilidade, de ética, de amor pelo torrão natal.
Nas mãos do novo alcaide está um montão de problemas, uma missão dificílima que é a de tirar a cidade do atoleiro em que se encontra, destruída política/administrativamente.
Cheguei à conclusão que não devo e nem posso jogar o que não presta no ventilador, estou apostando todas as fichas nesse novo mandato.
O que passou deve ser esquecido, o que todos querem é a chegada de dias melhores, é ver a cidade sorrindo, limpa e longe do lixo, com os nossos servidores trabalhando sem queixas, com o dinheiro público sendo empregado corretamente e o desenvolvimento a todo vapor.
Acho que não estou sendo exagerado, chega de tanta porcaria.
Só existe um responsável pela cidade, este se chama Gestor Público, alcaide, prefeito eleito pelo povo, ele é a principal peça da máquina, secretários, comissionados, assessores e colaboradores são instrumentos que ajudam a desenvolver o trabalho, mas a responsabilidade perante a lei é de um só – GESTOR PÚBLICO, que deve prestar contas de tudo o que acontece no seu mandato.
Portanto, a sorte está lançada. A partir do primeiro dia de janeiro estaremos nas mãos de um novo mandatário, de um novo alcaide, prontos estaremos para ajudar na sua administração, com imparcialidade e firme nas críticas e cobranças.
Espero que na posse não apareça nenhuma frase de efeito e que venha no futuro ser motivo de escárnio.
Seja bem vindo senhor alcaide! A cidade lhe acolhe de braços abertos. Sabedoria, competência e trabalho devem ser os seus impulsos à frente dos destinos de Ilhéus.

ZÉCARLOS JUNIOR