Não foi mole este ano. Pensando bem há muito tempo que as coisas estão complicadas para a nossa cidade.
Neste ensolarado domingo descobri quem foi o autor da “brilhante” idéia que outorgou a comenda por “relevantes serviços prestados” ao nosso alcaide, na histórica festa dos 100 anos da ACI.
Há algum tempo meu sexto sentido me levava a esta desconfiança.
Por uma questão de ética e pra não embolar o meio de campo, deixo de anunciar o nome desse meu amigo, quem quiser apurar melhor o caso, que pesquise como eu fiz nos bastidores.
Tenho apenas uma certeza: ele jamais em toda sua vida tomará outra iniciativa desse porte, errar é humano, mas insistir no erro é burrice ou conveniência.
Também neste domingo de muito sol, deliciando uma Boêmia à beira de uma bacia de alumínio que tenho em casa, pensei no seguinte: pela bagunça generalizada que impera na cidade, o novo Gestor Público, utilizando-se do nosso Código de Postura (1974), poderia colocar nas ruas um batalhão de fiscais no sentido de verificar in loco milhares de construções e reformas, os passeios construídos fora do padrão, os inúmeros pontos de lixões, as oficinas que funcionam a céu aberto, as agressões ao meio ambiente, enfim, olhar com olhos de vigilantes e com autoridade, as irregularidades que estão sendo praticadas sem nenhuma cobrança por parte do poder público.
Não tem jeito, as coisas só consertam com pulso forte, uma primeira visita e na segunda extração de multa, sem apelação.
O nosso povo está mal acostumado e precisa urgentemente ser alertado que a cidade tem uma prefeitura atuante.
Mesmo com todos os pecados praticados, o nosso atual alcaide, à beira de se despedir definitivamente da vida pública, merece que lhe desejemos Feliz Natal, afinal, é um ser humano como outro qualquer.
Por ainda acreditar em Papai Noel, acho que o alcaide não quis fazer deliberadamente tanto mal à nossa cidade, foi sim levado pela falta de experiência e pelas companhias.
Será que foi assim mesmo? Deixa pra lá.
Este texto foi meio embolado, lembrei-me da dupla Jararaca e Ratinho, vocês se lembram?
ZÉCARLOS JUNIOR