AMIGO É COISA PARA SE GUARDAR DO LADO ESQUERDO DO PEITO”. (Milton Nascimento).
Eduardo Anunciação, você é a prova de que essa frase é uma verdade, pois estará para sempre guardado no lado esquerdo do nosso peito.
Que alegria sentiamos, quando você dizia que tínhamos sido as primeiras pessoas a acolhê-lo em Ilhéus!
Não imaginávamos o privilégio que seria conviver com você, Selma e Duda.
Muito aprendi nas nossas conversas, principalmente quando divergiamos, eu, uma grande sonhadora, e você, que era mais “pé no chão”, maa também tinha seus sonhos.
Obrigada pela força que você deu à APAE de Ilhéus ao se importar com pessoas portadoras de deficiência intelectual e múltipla, quando muitos ainda são indiferentes ou até rejeitam os diferentes.
Eu não conseguia deixar de ler a sua coluna ‘Gente, Política e Poder’, pois você a escrevia de uma maneira tão própria, tão sua, fazendo a diferença, sem temor, como deveria ser coreeta , elucidadodra, desagradando a uns, agradando a muitos, justamente por ser um homem Inteligente, sagaz, irônico, perspicaz, com um humor incrível.
É bom lembrar dos melhores momentos que aconteceram na sua vida, das marcas que você deixa para nós!
A partida é um caminho inevitável. Todos nós, um dia ou outro, de uma forma ou de outra, temos que fazer a ‘ultima viagem’; mas dói muito a ideia do “nunca mais ver”; dói demais. E quando esta idéia se une àquela de que poderíamos ter feito algo mais, ou termos dito algo que se calou por falta de oportunidade, a dor ainda é pior.
A mim, amigo Eduardo, faltou a oportunidade de lhe dizer adeus.
Eduardo, você deixa uma grande lacuna no jornalismo da Bahia. Fará falta, sobretudo, em nossas vidas, amigo. Mas, a vontade de Deus é atemporal, e a hora de ir é no momento que Deus quer e não quando nós desejamos.
É assim na vida, onde vão se encerrando ciclos, se fechando portas, terminando capítulos.
Assim foi com você, e parte do que resta com a sua partida, amigo, é podermos lembrar dos bons momentos e termos a certeza de que a perda não é permanente, é apenas uma ausencia transitória, um período de afastamento. Um dia nos reencontraremos.
Obrigada pelo carinho que você dispensava a minha mãe Idelcina, que fez a sua última viagem em junho do ano passado. Ela, a quem você chamava de “minha namorada”, aos 89 anos dava boas e alegres risadas com sua brincadeira! Obrigada pelo carinho com meu marido e filhos. Obrigada pela nossa amizade.
Fique certo que você nunca deixará um vazio em minha vida, pois a preenchê-la ficarão as lembranças, os ensinamentos, porque o amor transcende a morte.
Até qualquer dia, amigo!
Ilhéus, 15/02/3013 – 22:00h
Socorro Pastor



























































