Dia 13 de fevereiro embarquei de Belmonte para Canavieiras numa das lanchinhas que fazem esse trajeto. Comigo embarcaram mais seis pessoas de variadas idades (dois homens, três mulheres, e uma criança de colo) e, claro, o condutor.

Saindo do cais o seu motor mancou no pedaço e não queria pegar, o que me deixou impaciente, como a todos. Num terço mais ou menos do percurso o condutor arrefeceu a velocidade para receber gasolina de outra embarcação similar que vinha em sentido contrário. Até aí, apesar de nós passageiros termos logo percebido que a embarcação havia partido sem combustível suficiente, a viagem prosseguia sem outros problemas.  Foi assim que, encontrando-nos no meio da barra de Canavieiras, o motor da embarcação puf, estancou. Depois de várias tentativas para acioná-lo, o barqueiro sacou o celular e meio nervoso ligou para alguém dizendo que a gasolina não fora suficiente, e começou a remar para tentar alcançar a ponta da Atalaia(Foz do rio Pardo).  No início da paralisação o mar calmo, “mar de almirante” como se diz, nos dava uma aparente tranquilidade. Porém a maré de vazante conduzindo  a embarcação para o mar aberto, mais rapidamente do que as remadas, logo nos deixara tensos. As mulheres já começavam a se apavorar quando um barqueiro que atravessava a barra vendo a situação, veio em socorro e nos puxou até a beira.  Em seguida outro, nos rebocou até o porto de Canavieiras.

Observação: Essa travessia através das lanchinhas é muito aprazível e é conduzida por barqueiros experientes, não se tendo notícias de acidentes mais graves até hoje. Todavia, em razão de uma promessa ainda não cumprida por vários governos da Bahia, de construir uma estrada rodoviária ligando as duas cidades (seguimento da BA-001), o fluxo de passageiros tem aumentado muito por este meio de transporte o que se torna imperioso que as autoridades competentes tanto de Canavieiras como de Belmonte e/ou a Marinha do Brasil, sistematize a “segurança” como uma medida preventiva, o que será bom para o passageiro, para o barqueiro(condutor) e para o proprietário da embarcação. Por exemplo: na lanchinha que viajávamos não havia equipamentos de salva-vidas e só portava um remo.