DEMARCAÇÃO: REVELANDO UMA FARSA
por Edgard Siqueira
Ao encerrar o nosso ultimo texto fizemos uma colocação de que estávamos pensando em parar de escrever, porque no nosso âmago tínhamos a sensação de dever cumprido nesta nossa missão de alertar a todos quanto a melhor estratégia para enfrentar o processo de demarcação. Temos certeza de que com os fatos exaustivamente relatados e os vídeos exibidos, é impossível não se ter criado um juízo de valor sobre a questão. Só que um comentário postado no último texto me fez rever a nossa decisão. Com um comentário irônico, mas admitindo que não saiba o que fazer com o problema, o anônimo deixou o seu perfil ser exposto. Não precisa ser Sir Sherlock Holmes para saber de onde veio o comentário, a frase “recentemente entrou na Justiça para voltar a Associação e juntou documentos que não foram homologados”, sinaliza claramente a origem. Só que, se o analfabeto funcional entendesse o que lesse, saberia que nós nunca nos apresentamos como salvadores da Pátria, ao contrario, por entendermos que ninguém no momento tem a solução do problema, há muito sugerimos, O QUE NOS RESTA É PROCRASTINAR.
Embora no calor do momento, já tenha feito um comentário resposta, com tranquilidade, avaliamos que esta é uma oportunidade oferecida para de uma vez por todas esclarecer os fatos. Não solucioná-los.
Vamos lá: Em quase todos os textos que postamos fizemos referência a um personagem que dentro deste contexto era impossível de não fazê-lo. Quando criticamos as mazelas das administrações públicas o alvo sempre são os executivos, Prefeitos, Governadores e Presidentes. Na eleição passada vimos um caso que retrata bem a situação. A Presidente do clube de futebol que tem a maior torcida no Brasil, não conseguiu a reeleição para Câmara do Rio, por quê? Por causa da fracassada administração. Portanto estas pessoas que tem o PODER DE DECISÃO serão sempre alvo de avaliações. Uma avaliação normal quando se trata do interesse coletivo e que não pode ser apequenada por uma justificativa de que as considerações discordantes é sempre uma questão pessoal. Seria um tolo se discordasse do que está dando certo para salvar o nosso patrimônio, mas estamos muito longe disso. E no caso em voga, o personagem nunca esteve preparado para aceitar o contraditório, mesmo que isso signifique a derrocada de todos nós. Menos para o personagem, que tem pouquíssimo a perder.
No comentário, o anônimo teve a bondade de apenas me chamar de “desagregador por onde passa”. Se desagregar é não concordar com o que temos a certeza de que está errado, tenho que confessar, na nossa passagem pela Associação desagreguei e não foi pouco. Desde o inicio da condução do processo destoamos da esmagadora maioria ao apregoar que quase tudo estava sendo feito, estava errado. Quem não se lembra das frases mais repetidas “O nosso processo tem que ir para o Supremo”, “A solução do nosso problema depende de uma decisão politica” ou “A nossa defesa está pronta, o mandato de segurança definitivo está pronto, feito pelo advogado que vocês contrataram”. Foram só frases de efeito que embalaram durante muito tempo a esperança de muitos. Com o passar do tempo, sem modéstia, devemos admitir que o “DESAGREGADOR” estava certo. E com qual autoridade, sistematicamente discordava das estratégias defendidas pelo Presidente absoluto? Com a autoridade de ter sido o único ASSOCIADO que leu na íntegra o processo da FUNAI. Não só leu como fez um resumo das quase 1.500 paginas. Com a autoridade de quem regularmente troca informações com afetados de outras regiões do País, inclusive advogados especialistas no assunto. Com a autoridade de ter sido o único ASSOCIADO a ter participado de reuniões na FUNAI em Brasília, aonde recebemos a informação privilegiada de que a nossa contestação antropológica seria impugnada porque a antropóloga amiga do DÉSPOTA não apresentou as suas credenciais de antropóloga. Com a autoridade de quem diariamente procura se atualizar sobre o que aconteceu, esta acontecendo e pode acontecer com as questões de demarcação no país afora. Com a autoridade de ter a responsabilidade de sempre citar as fontes das informações passadas.
Nesta ocasião não posso deixar de relembrar o que aconteceu na ultima reunião de DIRETORIA da qual participei, não na condição de um simples ASSOCIADO, mas como CONSELHEIRO DA ASSOCIAÇÃO. Naquela ocasião o PRESIDENTE DESPÓTICO surpreendeu a todos com declarações bombásticas: “Já perdemos a demarcação é irreversível, a trabalho de Célia (antropóloga) foi impugnado, agora só no SUPREMO”. Entre um misto de perplexidade e tristeza o CONSELHEIRO mais IDOSO, com autoridade e sabedoria assim se expressou: “Isto que esta acontecendo, temos a obrigação de comunicar a todos em ASSEMBLÉIA, para que todos tirem de suas propriedades o que puderem. Vamos nos tornar extrativistas”. Nada foi feito e a enganação continuou, mesmo tendo a plena consciência da sua fracassada condução do processo.
Depois desta admissão de derrota, de fracasso, depois de jogar a toalha, como se explica esta resistência a quem ainda não se acha derrotado? Pura vaidade. “Se Eu não pude, não vou permitir que NINGUÉM possa”. Neste sentido, ouvimos diversas opiniões razoáveis de que a nossa divergência estava causando uma divisão do movimento. Mas queriam o que? Que depois de admitirem a derrota, deveríamos ficar de braços cruzados esperando que o pior acontecesse, para não contrariar a sua Excelência? Claro que não, e com isso começamos a nos movimentar muito mais do que antes, porque acreditamos que antes de perdermos, muita agua vai rolar.
E o GRAN FINALE estava reservado para a ultima Assembleia Ordinária em que participamos. Resolvi “desagregar” a reunião, pedi a palavra e disse que era suicídio aquela opção de “Irmos para o Supremo”, relatei a minha troca de e-mails com o ADVOGADO DA CNA e em seguida li o seu diagnóstico sobre a nossa questão “Outrossim, é imprescindível barrar o parecer da FUNAI, caso contrario, se torna inviável conter o processo de demarcação”. Pra que eu fui fazer isso! Ai o bicho pegou. “Está querendo me desautorizar”, “Vem pra cá fazer teatro”, “A CNA é um órgão que não faz nada pelos agricultores”, “Está querendo aparecer”, “não podemos deixar que isto continue a acontecer”. “Usaram indevidamente documentos da Associação avaliados em R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais)”. “É uma questão de honra expulsar três ou quatro”. Em seguida uma meia dúzia de pelegos falando ao mesmo tempo “ELE é como um DEUS, sem ELE não existiríamos” (adiante confirmarei esta auto profecia). Um fanatismo descontrolado tomou conta do ambiente. Era fácil “desagregar”, para isso acontecer bastava cometer o crime de discordar de sua Excelência.
Na Assembleia seguinte, sem se fazer presente, ficamos sabendo da nossa festejada expulsão. Aguardamos durante alguns meses um comunicado oficial com as justificativas do ato. Como não aconteceu encaminhamos a Associação oficio com AR-Pessoal solicitando um comunicado oficial. (levianamente, divulgaram que o nosso ofício era um pedido para voltar para a Associação). Também não surtiu efeito. Restou-nos através de uma ação cautelar na JUSTIÇA pedir o acesso a documentos que transcrevam o ato da expulsão para avaliarmos a sua legitimidade.
Esta semana tomamos conhecimento da manifestação da Associação ao nosso pleito na ação cautelar. Inicialmente, poderíamos ter ficado alegres com as justificativas apresentadas na negativa, pela fragilidade das argumentações. Mas confesso que fiquei muito triste em constatar em que mãos entregamos a defesa do destino de milhares de pessoas. Fiquei pensando como um profissional do DIREITO se deixa levar para atender a um capricho de um megalomaníaco? Como um profissional do DIREITO que foi constantemente subsidiado na elaboração da sua frágil defesa, nega esta participação? Como um profissional do DIREITO pela segunda vez corrobora com uma farsa? Uma demonstração inconteste do que são capazes.
Pois bem, nas alegações da Associação uma grande surpresa “Nunca poderiam ter sido expulsos, porque nunca fizeram parte do nosso quadro de sócios, isto se justifica porque a ficha cadastral nº 001 do requerente não está carimbada e nem assinada pela Diretoria da Associação”. Ora, uma Associação que não foi capaz de apresentar uma defesa sem ser impugnada por falta de organização, uma Associação que deixou de fora dezenas de proprietários que deram procuração ao advogado que abona esta farsa. Se o que era importante ELES trataram com descaso, imaginem se ELES iriam se preocupar em carimbar e assinar uma ficha cadastral? Como ASSOCIADO E CONSELHEIRO DA DIRETORIA fizemos a nossa parte, preenchemos a ficha e entregamos à secretaria, tínhamos coisas mais importantes a fazer no processo, do que conferir se a nossa ficha fora carimbada.
Como vimos a FUNAI conquistou adeptos. Todo mundo sabe das fraudes dos seus processos. O nosso processo de defesa também não faltou fraudes, a ponto de ser impugnado. E agora outra fraude é montada e apresentada à JUSTIÇA para satisfazer um capricho. Dentro da Associação comemoram a nossa expulsão nos responsabilizando pelo sumiço de documentos e agora para a JUSTIÇA negam o fato. Ora, se o fato é verdadeiro basta confirmar para a JUSTIÇA! Qual é o problema? Estão com receio do que?
Uma coisa é enganar os Peq. Agricultores outra coisa é tentar enganar a JUSTIÇA. Lembram-se do quase DEUS. Esta certeza só podia sair da cabeça de uma pessoa que foi capaz de proferir uma frase profética digna de psiquiatria e que CONSTA em ATA, “FOI DEUS QUE ME COLOCOU NO CAMINHO DA ASSOCIAÇÃO”.
É muito fácil escrever estes textos, porque não nos preocupamos em criar, apenas com fidelidade relatamos com a verdade o que aconteceu , DOA EM QUEM DOER.
SERÁ SE RESTA ALGUMA DÚVIDA DE QUEM DEVE SER PUNIDO POR DESVIO DE CONDUTA? POR UM CAPRICHO, CONDUZIU TODOS AO ERRO.




























































QUE NOVIDADE É ESTA DE DIZER QUE EDGARD NÃO ERA SÓCIO. O CARA NÃO SAIA DO SINDICATO, SEDE DA ASSOCIAÇÃO, TODOS FICARAM CONVENCIDOS POR LUIZ DE QUE ELE TINHA SIDO EXPULSO PORQUE PEGOU DOCUMENTOS DA ASSOCIÇÃO E AGORA ESTA MUDANÇA DE JUSTIFICATIVA.SE FOR VERDADE O QUE O TEXTO RELATA, NÃO É SÓ A JUSTIÇA QUE ESTA SENDO ENGANADA, MAS TODOS NÓS.
ANTES DE TIRARMOS ALGUMA CONCLUSÃO LUIZ TEM A OBRIGAÇÃO DE FAZER UM TEXTO COMO SEMPRE FEZ DANDO EXPLICAÇÕES A TODOS E EXPONDO A SUA VERDADE. O FATO É GRAVISSIMO E PRECISA SER ESCLARECIDO. TENHO CDRTEZA QUE LUIZ TEM UMA EXPLICAÇÃO CONVINCENTE, ACREDITO QUE ELE NÃO SERIA CAPAZ DESTA ARMAÇÃO.