:: 7/set/2013 . 23:52
FALECIMENTO DO AMIGO BEZINHO
Querido Tinho
ILHÉUS – ESTAMOS RECLAMANDO DE QUÊ?
Para ler em TELA CHEIA clique onde estão as 4 setinhas (Lado direito).
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Rezende.
A NOSSA INDEPENDÊNCIA
Como não temos nada para comemorar, muito menos a independência da nossa sofrida cidade, inclusive teve um desfile “ super animado e bastante concorrido”(aff), mas só esqueceram de avisar aos nossos tradicionais colégios.
Coisas da vida e que só a história pode um dia contar a quem sobreviver a este novo tsunami que está querendo arrasar com o que resta da cidade.
Agüentemos todos juntos e unidos, a nossa independência tarda mais não vai falhar, é uma questão de tempo.
Por falar em independência, estas fotos mostram a liberdade de ir e vir de amigos, alguns aposentados e outros ainda na ativa, mas o importante é que temos a independência das nossas vidas, de tomar todas, de comer uma boa costela no fogo de abafo, contar muitas piadas e sacanear um com o outro.
Existe coisa melhor na vida?
Tem gente aqui na cidade que sequer pode sair de casa, uns por vergonha, outros porque não tem dinheiro, outros estão em depressão, outros estão com problemas de saúde, outros preocupados com os processos na justiça, mas a vida continua para quem gosta de curti-la.
Portanto, nessa semana da Independência da Pátria, resolvemos adicionar uma costela de boi e agradecer a Deus por tudo.
Vejam as fotos tiradas no Sítio Cauã, do nosso amigo Luiz Mota.
ZÉCARLOS JUNIOR
INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Escrito por João Ivo Girardi
Uma história que poucos conhecem…..
Nenhum estado brasileiro comemora a Independência do Brasil com tanto entusiasmo quanto a Bahia. As diferenças começam pelo calendário. O feriado de Sete de Setembro, marcado nas outras regiões por desfiles militares e escolares aos quais o povo raramente comparece, é ignorado pela maioria dos baianos. A verdadeira festa acontece no dia 2 de julho, data da expulsão das tropas portuguesas de Salvador em 1823. E só perde em grandiosidade para o Carnaval. Os baianos têm motivos para celebrar. Foram eles os brasileiros que mais lutaram e sofreram pela Independência. A guerra contra os portugueses na Bahia durou um ano e cinco meses, mobilizou mais de 16.000 pessoas só do lado brasileiro e custou centenas de vidas. Foi também ali que o Brasil independente correu o mais sério risco de se fragmentar. Depois da expulsão das tropas do general Jorge de Avilez o Rio de Janeiro, em fevereiro de 1822, metrópole portuguesa decidiu concentrar em Salvador todos os seus esforços militares. O objetivo era dividir o Brasil. As regiões Sul e Sudeste ficariam sob o controle do príncipe regente D. Pedro. O Norte e o Nordeste permaneceriam portugueses. Mais do que isso, a metrópole alimentava a esperança de que, uma vez dominada a Bahia, suas tropas poderiam eventualmente atacar o Rio de Janeiro e dali recuperar as demais províncias. A coragem e a determinação dos baianos impediram que isso acoontecesse. A resistência baiana decidiu a unidade nacional, (…) As tropas brasileiras eram comandadas pelo general francês Pierre Labatut. Comandou as tropas brasileiras por dez meses, mas a nomeação de um oficial estrangeiro para um cargo tão importante causou desconforto na Bahia. O general mal falava a língua portugesa e insistia em alistar escravos nas tropas brasileiras, medida que os senhores de engenho temiam, por acreditar que, uma vez armados, os negros poderiam se voltar contra eles. Cercado por intrigas de todos os lados, Labatut acabaria preso e destituído do comando pelos próprios oficiais cinco semanas antes de terminar a guerra. A glória de entrar em Salvador com as tropas brasileiras no dia 2 de julho caberia ao coronel José Joaquim de Lima e Silva. Era tio do jovem Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias e atual patrono do Exército brasileiro, que também participou dos combates na Bahia como tenente ajudante no Batalhão do Imperador. Os primeiro soldados brasileiros entraram na cidade ainda pela manhã. Nem de longe lembravam um exército vitorioso. Eram homens descalços e quase nus, mostrando a miséria dos andrajos a grandeza de seus sacrifícios. Foram recebidos com festa pelos moradores. E com festa ainda são lembrados todos os anos no dia 2 de julho. A Bahia decidiu o futuro do Brasil, na sua forma atual, mas a festa de Dois de Julho é hoje praticamente desconhecida pelos brasileiros das outras regiões. Ao contrário do Carnaval, e apesar de também reunir milhares de pessoas, raramente é notícia nos jornais e emissoras de rádio e televisão fora da própria Bahia. Porém, um visitante desavisado que chegar à capital baiana nessa data perceberá logo ao desembarcar uma nota dissonante: o aeroporto de Salvador, que até alguns anos atrás se chamava Dois de Julho, mudou de nome. Agora, chama-se Luís Eduardo Magalhães, em homenagem ao político baiano falecido em 1998. É uma prova de que o coronel da atualidade será sempre mais lembrado do que todas as lutas gloriosas do passado, (Do livro, 1822, de Laurentino Gomes. Ed. Nova Fronteira, 2010).
Personagens famosos desta história:
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