SOS PETROBRÁS
Luiz Ferreira da Silva
Engenheiro-Agrônomo e Escritor.

Luiz Ferreira
Os da antiga se lembram da luta pela nacionalização do chamado “ouro negro”, sensibilizando o Presidente Getúlio Vargas que, para alegria e patriotismo do povo brasileiro, criou a PETROBRÁS, atendendo ao apelo: O PETRÓLEO É NOSSO!
Uma Instituição que nos orgulhava. Bons salários, excelentes condições de crescimento profissional, evolução tecnológica, incentivo ao estudo e gerência proficiente. Não poderia ser diferente e, tão logo, os resultados começaram a aparecer.
Naquele tempo, três carreiras atraiam os jovens estudiosos da classe média: ir para a Escola Preparatória de Cadetes, fazer concurso para o Banco do Brasil e se tornar Geólogo com bolsa da PETROBRÁS.
Coincidência ou não, nesses 10 anos de petismo, todas elas perderam o “glamour”, traduzido em má administração, carência de recursos e/ou pobreza mental dos seus dirigentes.
O caso institucional em foco é o mais excrescente em termos de destruição via incompetência, colocando em risco toda uma conquista de 60 anos, com muito suor e mãos untadas pelo óleo negro. Há uma série de fatores negativos, dentre os quais:
* Presentemente, a administração da PETROBRÁS, como acontece na era petista, é mais ideológica do que técnica, pois seus fanáticos, apesar de acreditarem possuir o monopólio do saber, não passam de um bando de despreparados e “acartilhados”. Imaginemos uma empresa, a exemplo de uma Hyundai, tendo em seus postos chaves compadrios, ao invés de pessoas preparadas? Mas no governo atual é assim: “levantou bandeirinha” nas passeatas, emprego certo!
* Desde o governo FHC que se vem errando nas estratégias operacionais, técnicas e/ou clarividência energética futura. Gastou-se uma fortuna em um gasoduto para trazer gás da Bolívia até Porto Alegre, ficando refém do Evo Morales que, desde então, deita e rola com suas exigências descabidas.
* Vem Lula, baixa um espírito das arábias, troca o chapéu de couro por um taeia branco de algodão egípcio, e se proclama rei do petróleo. Num golpe marqueteiro se descobrem fantásticos poços de petróleo escondidos nas camadas sedimentares profundas, apelidadas de pré-sal, já se contando com o ovo galado, mesmo não se dispondo de tecnologias de extração, o custo operacional ser elevado e duvidosa qualidade do óleo.
* Enquanto o mundo busca energias alternativas e os Estados Unidos conseguem explorar suficientemente o xisto, com perspectivas de uma estabilidade na produção mundial do petróleo, reduzindo o seu preço, o Brasil perde tempo e dinheiro afundando-se no lodo fossilizado. É até uma piada a briga dos políticos por um naco da fictícia dinheirama de um petróleo nas entranhas da terra!
* As grandes petrolíferas americanas caíram fora das licitações do pré-sal. Por quê? Não seria uma nova Arábia Saudita? Ora, os gringos e países europeus reduziram as importações de petróleo e passaram a investir em outras fontes. Ademais, aventurar-se no desconhecido, tendo que investir em tecnologias, pra quê?
* E nessa megalomania lulista, bilhões estão sendo torrados em plataformas, navios petroleiros e refinarias, a exemplo da de Pernambuco, uma estupidez ideológica, Lula/Chavez .
O que esperar de tudo isso? A deterioração de uma Empresa tão patrioticamente construída, com consequências funestas para toda a sociedade brasileira, excluindo os burocratas petistas que auferem polpudos salários.
E como subproduto destrutivo, o álcool está na UTI, quando fora a salvação energética visualizada durante a crise de 1973, consubstanciado no Proálcool, um dos mais inteligentes projetos já executados no país, sob a inspiração do Dr. Bautista Vidal.
Com o fictício preço da gasolina, defasado e irreal há anos, achatou-se o preço do álcool, inviabilizando a lavoura, sem se aperceber os danos, incluindo de ordem ambiental.
Pelo contrário, decorridos 40 anos da crise referida, era de se esperar que todos os pequenos e médios veículos estivessem rodando com esse combustível dos “poços” agrícolas e os grandes (ônibus, caminhões e outros de tração) com óleos vegetais, sobretudo de dendê – novo projeto-irmão, o Pró-Óleo, que deveria ter sido implantado.
Nesta visão, aqui idealizada, o petróleo seria prioritariamente destinado à indústria petroquímica, produzindo-se um mínimo de gasolina com preços elevados para os ricos com seus carrões importados, enfatizando-se a agricultura de oleaginosas e sacaríferas, conjuminadas ao desenvolvimento de tecnologias de transformação em combustíveis de alto poder e balanço energético.
Dessa forma, menos investimentos nos combustíveis fósseis, estabelecendo-se uma nova matriz energética automotriz, incluindo as usinas termoelétricas, focada no meio rural: produtos agrícolas e florestais. Ao invés de poluição, campos verdejantes sequestrando o carbono e oxigenando os nossos pulmões.
Assim, o Brasil resolveria seu problema energético, dando um extraordinário passo em rumo ao seu desenvolvimento pleno, servindo de exemplo para as regiões tropicais, ao tempo em que a PETROBRÁS se transformaria numa eficiente e eficaz empresa de energias. E o novo “petróleo” realmente seria nosso! (Maceió, 08 de outubro de 2013).




























































RACIOCÍNIO LÓGICO, TRANSPARENTE E CALCADO NUMA REALIDADE QUE ESTAMOS VIVENCIANDO, E QUE A MAIORIA NÃO ENXERGA POR CONVENIÊNCIA, POR INCOMPETÊNCIA, POR PREGUIÇA DE UM EXERCÍCIO MENTAL E POR FALTA DE UMA VISÃO MACRO.
É MAIS FÁCIL SE DAR OUVIDOS À PROPAGANDA PETISTA, QUE É NA VERDADE UMA CORTINA DE FUMAÇA, JUSTAMENTE PARA ENCOBRIR A VISÃO DAQUELES QUE NÃO VÃO AO FUNDO DAS QUESTÕES. ENQUANTO ISTO O PAIS É DILAPIDADO DE FORMA ACINTOSA, NA MAIOR SEM CERIMÔNIA.
POBRE BRASIL!!! PAIS DA IMPUNIDADE, PARAÍSO DOS LADRÕES.
FAZ VERGONHA SER BRASILEIRO.
Fico feliz, Luciano pela sua postura. Somos uma ilha nesse mar de lama. Envie-me seu e-mail.. Sds,
Luiz