Após 16 anos, juiz marca julgamento do primeiro réu

As críticas de Ronaldo Santana incomodaram

Após 16 anos um dos quatro acusados de terem encomendado o crime contra o radialista Ronaldo Santana vai a júri popular. O primeiro julgamento foi marcado para a próxima segunda-feira, 21 de outubro, no salão do júri do Fórum Mario Albiani, no Bairro Dinah Borges, em Eunápolis. Trata-se do bancário Antônio Santos Oliveira, conhecido como Toninho da Caixa.

Há informações que o réu teria manifestado interesse em ser logo julgado perante o Tribunal do Júri, desistindo dos prazos e recursos, por entender que essa demora lhe traz prejuízos. A redação do Portal 08 não conseguiu contato com o acusado. A informação foi confirmada pelo juiz da 1ª Vara Crime da Comarca de Eunápolis, Otaviano Sobrinho.

Outro julgamento aguardado pela comunidade de Eunápolis, bem como pela imprensa internacional e os órgão de defesa dos direitos humanos, é o do ex-prefeito Paulo Ernesto Ribeiro da Silva, o Paulo Dapé ou Paulo Nacional. Ele é acusado por um dos executores do radialista, Paulo César Mendes Lima, que já cumpriu pena por este crime, de ser o autor intelectual do assassinato.

Tudo indica que Dapé será julgado ainda este ano e situação dele, perante é justiça, é bastante frágil, tendo em vista que todos os recursos impetrados pelos advogados do ex-prefeito de Eunápolis já foram apreciados em todos os Tribunais. Mais dois envolvidos também deverão ser julgados.

ENTENDA O CASO

Às 6:30 da manhã de 9 de outubro de 1997, quando descia a ladeira da Rua Duque de Caxias, no Bairro Gusmão, em Eunápolis, dirigindo-se para o seu local de trabalho, a Rádio Jornal de Eunápolis, Ronaldo Santana foi atingido à queima roupa por quatro tiros disparados por um homem na garoupa de uma motocicleta. O filho do radialista, Márcio Alan, estava ao lado do pai e assistiu à agonia dos últimos momentos de vida.

Meses após, investigações de uma equipe especial enviada pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia concluiu o caso, indicando Paulo César como o piloto da motocicleta e um atirador, cujo apelido seria “Doutor” teria feito os disparos. A morte de Ronaldo Santana teve repercussão internacional. Entidades de direitos humanos internacionais estiveram em Eunápolis apurando o caso. O jornalista e escritor Diogo Mainardi trata da questão na obra A Tapa e Pontapés.

Mais informações nas próximas atualizações.

FONTE:

PORTAL 08

http://www.portal08.com.br/ler/index.php?id=1166