A expectativa é que o resultado da perícia seja entregue ao Ministério Público na manhã de quarta

Da Redação

Atualizada às 22h31

O resultado da perícia feita na médica Kátia Vargas nesta terça-feira (15) vai determinar se ela será transferida para o Hospital Geral do Estado (HGE) ou vai para a delegacia prestar depoimento e, como teve a prisão preventiva decretada, ficar presa. A informação é do advogado da família Gomes, Daniel Keller, que acompanha o caso.

A expectativa é que o resultado da perícia seja entregue ao Ministério Público na manhã de quarta. O Departamento de Polícia Técnica (DPT), responsável pela perícia, preferiu não se manifestar. Os peritos, que saíram do Hospital Aliança na tarde de hoje, também não quiseram comentar o caso.


Emanuel trabalhava como modelo, assim como a irmã, que também cursava Direito

“Se o laudo informar que ela necessita de cuidados médicos, ela deve seguir para o HGE, que é uma unidade de saúde que possui cárcere, onde ela ficará custodiada. Se o laudo, por outro lado, informar que ela tem condição de ter alta, ela vai ser conduzida a depor na delegacia. E de lá será conduzida até o presídio feminino”, explica Keller.

Kátia é apontada pela polícia como a responsável pelo acidente que matou os irmãos Emanuel e Emanuelle Gomes, 21 e 22 anos, na última sexta-feira. Os irmãos estavam em uma moto que sofreu um toque do carro de Kátia depois de uma discussão e perseguição da médica. A moto bateu em um poste no bairro de Ondina e os jovens morreram no local. Para a polícia, Kátia causou a batida de propósito.


Peritos deixam Hospital Aliança: resultado será entregue ao Ministério Público

A oftalmologista está internada no Hospital Aliança desde o dia do acidente. A decisão de ser levada para um hospital particular foi questionada pelo promotor Davi Gallo, do Ministério Público. “Ela passou por cima da lei”, diz, acreditando que ela deveria ter sido encaminhada para uma instituição pública de saúde. “Não entendemos por que ela foi para o (Hospital) Aliança. No hospital público, ela teria todo o aparato de primeiros socorros. Além disso, ela está presa e deveria prestar declarações ao policial que estivesse no local, ao chegar. Num hospital público, ela também teria um lugar para ficar isolada”, explicou o promotor.

A reportagem não conseguiu falar com Vivaldo Amaral, advogado de Kátia, para saber se a defesa planeja entrar com pedido de habeas corpus para a suspeita.

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Protesto
Na tarde desta terça, familiares e amigos dos irmãos fizeram um protesto em frente ao Fórum Criminal, em Sussuarana. Marinúbia Gomes, mãe dos dois, compareceu, mas saiu antes do fim, muito emocionada. Ela agradeceu a todos o apoio que tem recebido. “A nossa luta, a luta da Justiça e da população, é contra a impunidade”, afirmou. “Emanuel era um doce. Emanuel me beijava todo dia (…) Meu filho não era violento. Emanuelle já era outra personalidade, madura, independente, responsável”, contou.

Os motociclistas voltaram a apoiar a manifestação, pedindo mais segurança e respeito no trânsito e pedindo a prisão da médica. “Não vamos permitir que esse estado de violência contra os motociclistas continue”, disse um dos participantes.

No local, os manifestantes cantaram “parabéns” para Emanuel, que completaria 22 anos nesta terça.

Emocionada com o aniversário do filho, Marinubia deixou uma mensagem na página do Facebook do filho. “Meu amor, Meu filho, essas flores são pra vc filho! Feliz aniversário! Hoje vc completa 22 anos e eu sempre te amarei!”, disse na rede social.

O Ministério Público tem intenção de denunciar Kátia Pereira por homicídio triplamente qualificado. Caso seja condenada pelo crime, a médica pode pegar de dez a trinta anos de prisão por cada crime, chegando ao total de uma pena de 24 a 60 anos de prisão.

CORREIO DA BAHIA

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